Crescer num bairro pobre não era exatamente de todo ruim, Hao era feliz na medida do possível, tinha pais atenciosos porém que não paravam em casa porque precisavam trabalhar praticamente todas as horas de um dia e todos os dias da semana e foi por isso que o garotinho cresceu praticamente na rua. Após a escola era normal encontrá-lo brincando com os outros meninos do bairro e foi nesse meio que ele começou a entrar em contato com as coisas no mínimo reprováveis. Começou com pequenos golpes em turistas, roubos de carteira em meio às ruas lotadas de Xangai e pequenos furtos em residências quando estas estavam vazias. Era mais uma brincadeira do que algo sério, Hao tinha dez anos e o fato de competir com os amigos quem havia pegado mais coisas no fim do dia era divertido.
Entretanto, a medida em que o tempo ia passando e Hao se tornava mais velho, as responsabilidades começaram a pesar em suas costas. Agora a mãe não podia mais trabalhar por conta de uma doença crônica, logo, ele assumiu o posto junto ao pai. Mas aquilo não era para si, não entendia como trabalhar tanto e não ganhar quase nada podia ser a vida de qualquer pessoa, então foi assim que as brincadeiras de criança se tornaram sua profissão paralela. Hao entrou para uma quadrilha local e os pequenos furtos se tornaram assaltos e roubos maiores. O dinheiro entrava o suficiente para deixar as coisas mais confortáveis em casa, para comprar os remédios que a mãe precisava e também para dar um pouco mais de descanso ao pai. E tudo seguia muito bem apesar dos pesares, até que o pequeno grupo fora denunciado durante um dos roubos e a polícia conseguiu pegar praticamente todo mundo. Hao fugiu por muito pouco, por ser pequeno e esguio acabou se escondendo num beco apertado entre um buraco numa parede uma lixeira onde ficou até perceber que estava limpo para fugir.
Precisou parar com os roubos durante um tempo e foi nesse período “sabático” que colocou na cabeça que entrar para a polícia parecia ser o melhor negócio para seus pequenos envolvimentos ilícitos e assim o fez. Estudou na academia de polícia, se formou com honras e até era elogiado pelos superiores por seu pensamento ágil a respeito da criminalidade.
Mas, tudo o que é bom dura pouco e Hao acabou levantando suspeitas dentro da própria corporação. Apesar de nunca terem encontrado nada contra o rapaz, Lin Hao achou melhor sair e não só sair da polícia, mas também da cidade e se possível do país. Assim foi parar na Coreia. Hao trouxe os pais junto e adentrou na corporação local, afinal apesar de ser trambiqueiro ele também era ótimo no que fazia, querendo ou não, então conseguir a vaga não foi difícil, só precisou começar de baixo sendo agente externo novamente, o que no fim das contas se tornou um ótimo negócio para seus pequenos delitos de farda.
The young boy in the photo is named Lin Hao He survived the earthquake in Sichuan province. His school collapsed, and 2/3 of his classmates were killed. Lin managed to free himself but he went back to help free classmates. When asked about his actions, he said it was his duty because he is a class leader/hall monitor. Angel.