O Milagre que Alicia/As Lágrimas de Crocodilo
A pele que se recorda Encolhe em tuas coxas Singela embriaguez Antevê o fracasso A pétala é áspera A infâmia informa romance Mas muito pelo carne, do que o clássico Orfeu ofende substancialmente o último homem Exibição em clínica particular Eu danço meu espetáculo miserável Eu como direto da boca de meus demônios Que antes estavam afogados a sete pleonasmos O puro sulco ferida expectorada Eu valso com teus hábitos sóbrios Mas eles maldizem tudo que não lhe serve Eu lhe presenteio com o buquê de minha face bulímica
A mão que me afugenta Era mesma que me punha delírios Rezo a ti, deus-quiromania Traga-me um sonho onanista Eu verto-me nos cristais Descolados de tua retina E morre em contato com outras línguas Leva-me ao celibato do Boto e Iara Bebo você diretamente dos pulsos Como de tu carne na ceia Oferto meu estômagos aos teus olhos Que deslumbram-se em tanta liquidez Dobra-se, meu fiel origami Desdobra-se para dentro do confessionário Teu reflexo é um jogo de ego aqui dentro A única verdade pura são a dos vasos sanitários...














