O lobo sempre vai ser mal se você ouvir somente o lado da chapeuzinho vermelho.
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O lobo sempre vai ser mal se você ouvir somente o lado da chapeuzinho vermelho.
As vezes o lobo mal está drogado e não consegue te comer melhor
Quando chegava em casa depois de uma noitada eu jogava minhas chaves em qualquer lugar, anunciando para o vazio que tinha chegado. A festa da noite, parece estranha na minha cabeça, muitos homens para poucas mulheres, Carla fumou demais e ficou paranoica, Gio vomitou embaixo das almofadas do sofá e Shay fez xixi na cozinha da republica simplesmente porque ela podia.
Cheguei em casa meio tarde demais, e assim que joguei minhas chaves vi no celular uma mensagem dele dizendo que tinha saído de uma festa e queria saber se podia dormir comigo, respondo com um sim seco que escondia toda minha euforia por ele ir, mesmo que tarde, me ver.
Mesmo sabendo que estava prestes a transar tirei meu vestido de festa, coloquei uma blusa de propaganda mal cortada com um short de ginastica que tinha roubado da minha mãe durante as férias e prendi meu cabelo em um coque.
Ele bateu na porta no mesmo ritmo de sempre, fazendo com que aquilo fosse quase uma marca registrada. Quando abri me dei de cara com ele, ainda era o mesmo, mas com alguma coisa animalesca. Talvez fosse a respiração pela boca, os olhos esbugalhados, ou os braços abertos fechando a passagem pela porta, o lobo mal tinha acabado de chegar.
Me deu um beijo rápido e correu pro bainheiro, não sabia dizer se o cheiro de bebida vinha dele ou de mim, não que me importasse muito, só esperava que ele não estivesse cheirando no meu banheiro.
Saindo do banheiro ele me ataca de um jeito desequilibrado, seguro ele forte por medo de cair, mas também porque gostava demais daquilo. Ele me jogou na cama e arrancou minha roupa sem nem olhar duas vezes, poderia estar usando um saco de batata ou um vestido de gala, que seria igual, ele me queria do mesmo jeito. Fez um oral rápido e colocou com delicadeza nenhuma o pinto em mim. Quando mordo o seu pescoço ele grita “você queria que eu fosse um negão pra te comer bem forte né?”
Tento continuar séria, o que julgava ser a dança certa pra musica que estava tocando, mas não consigo segurar minha gargalhada. Ele fecha as mãos em volta do meu pescoço, senti tanta coisa ao mesmo tempo, achava aquela cena totalmente ridícula e, mesmo assim, estava explodindo de tesão, sem falar numa leve falta de ar que me fazia minha mente pesar, então, ri de novo em quanto ele me estrangulava e falava “queria ter um pinto gigante para te matar de tanto fuder, de tanto gozar”
Quando me solta ele me beija com paixão. Quando vamos trocar de posição ele cai e continua no chão, encarando o teto, me pede um copo de água com um sussurro. Vou pra cozinha tentando assimilar o que tinha acontecido, e porque estava me metendo no que era, claramente, uma confusão. Eu não conseguia e nem queria evitar, então ri pra mim mesma sozinha na cozinha, como se tivesse lembrado de uma piada contada na hora do almoço.
Quando entro no quarto ele está dormindo no chão, inofensivo. Pego coberta, travesseiro e durmo do lado dele.