Eu consigo manter a mente sempre falsamente ocupada, distraída. Mas basta um segundo de fragilidade pra tudo desmoronar.
Eu odeio que nesse exato instante eu sou tomada por um imenso nó na garganta, uma sensação de vazio gigantesca que só alivia quando as lágrimas caem, pesando toneladas.
A sensação que tenho ultimamente é que tudo é extremamente maior, mais pesado, mais difícil de suportar quanto jamais foi. Mas na realidade, acredito que só esteja começando a ficar fraca demais.
Pensamentos do passado estão voltando com uma frequência perigosa. Eu sei que a beira do precipício tem me aproximado lentamente e dessa vez eu já não tenho mais tanta força pra dar os passos pra trás.
Tem sido cada vez mais difícil e prejudicial ficar sozinha.
(Brasilia, 4 de setembro de 2022) parece que 2018 foi ontem.









