MUTEK.AR Buenos Aires 2017 – First Wave of Artists

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MUTEK.AR Buenos Aires 2017 – First Wave of Artists
A política não é sua inimiga
Considere isto um relato pessoal. Não é um texto jornalístico, não é um desabafo. Sei lá o que é. Vamos conversar? O clima tá escroto. Você acorda e o seu dia fica azedo. Há algo que se parece com um dia de Copa do Mundo. Há algo que faz parecer carnaval. Há o trânsito. E quando você vê, está se sentindo mal. Quer voltar pra casa. Não quer falar, não quer discutir, quer voltar a dormir. Sente alguma coisa ruim por dentro. E aí você acaba fechando a cara, se enfiando num cinema, saindo do grupo de whatsapp e termina o dia entorpecido. Se você já está gritando ou me xingando, me achando um imbecil, um arrogante, um filhinho de papai, eu já te perdi. Uma pena, adeus.
Horace and Pete, ou o que acontece quando um autor brilhante tem liberdade criativa
Com quase trinta anos de carreira, Louis CK ascendeu nos últimos dez pra se tornar hoje um dos maiores comediantes dos EUA. Com um humor que mistura uma afiada crítica social com pitadas de escatologia, CK lota arenas pelo país e mais: consolida-se como um dos grandes autores da cultura estadunidense atual. Chego a compará-lo a Woody Allen.
Começa a Mostra de SP
Depois de mergulhar no Festival do Rio, deixo aqui minhas recomendações aos leitores que estiverem por São Paulo de 22/10 a 4/11.
== Primeiro separei cinco títulos que pude assistir e que são tiros certos, coisa fina, só do bom:
- Olmo e a gaivota
É o novo trabalho de Petra Costa (’Elena’), aqui assinando a direção em parceria com Lea Glob. Vencedor do prêmio de Melhor Doc no Fest Rio, é difícil definir este filme como um doc, já que tanto cineastas quanto atores borram linhas de ficção para brincar de realidade. Mas quando se encontram poesia e verdade, Tchekhov e Théâtre de Soleil, Serge e Olivia, ninguém mais se importa com rótulos ou gêneros.
Diário do Festival do Rio
== Transtorno (Maryland) ==
Estrelado pelo pedaço de homem chamado Matthias Schoenaerts, esse é um filme que fica no meio do caminho. Tentando combinar o drama interno do protagonista - um militar das Forças Especiais que retorna do Afeganistão com problemas psicológicos - com uma narrativa de suspense - ele assume um trabalho de segurança cuidando da família de um rico empresário - a cineasta Alice Winocour não concretiza nem uma coisa nem outra.
Diário do Festival do Rio
== The lobster ==
Vencedor do Prêmio do Júri de Cannes, ‘The lobster’ trata de uma sociedade futurista em que solteiros (e viúvos, e divorciados) são enviados a um hotel. O recém-chegado pode cadastrar-se como hetero ou homossexual – o bissexualismo foi abolido por causar problemas operacionais. Homens e mulheres são vestidos de acordo com um mesmo padrão, e quem não se apaixonar em até 45 dias será transformado em um animal.
Diário do Festival do Rio
== Olmo e a gaivota ==
No meio do caminho entre ficção e realidade, ou além de todas as noções de ficção e realidade, está esse novo trabalho de Petra Costa (’Elena’).
'Olmo e a gaivota’ é simplesmente apaixonante. O projeto acompanha dois atores do Théâtre Du Soleil às voltas com uma gravidez e os ensaios para uma montagem de ‘A Gaivota’, de Tchekhov.
Diário do Festival do Rio
== Paulina ==
Premiado em Cannes, o longa argentino de Santiago Mite (colaborador frequente nos roteiros dirigidos por Pablo Trapero) é um murro na moral. Não é bom saber muito da história antes de assistir ao filme, por isso não vou postar aqui o trailer - é bom também fugir das sinopses.