na tentativa desesperada de encontrar qualquer coisa que fizesse com que a morena se esquecesse por um momento do inferno que sua vida havia se tornado, fez com que escapar do próprio quarto no meio da noite- enquanto todas as colegas de república pensavam que era mais uma noite de estudo para a filha perfeita da família muniz- se tornasse ainda mais frequentes nos últimos seis meses, exato período de tempo que o significado da palavra esperança foi para de baixo da terra junto com gustavo. com a devida quantidade de álcool presente em seu sangue, a morena já imaginava que aquela noite acabaria como todas as outras, o próprio travesseiro guardaria em segredo todas as lagrimas e soluços de desespero, mas foi a dor de um joelho ralado depois de se confundir com os próprios pés que fez barbara perceber que estava prestes a cruzar os portões de uma república que nem de longe se parecia com a sua. os olhos já se encontravam cheios de lágrimas e o ar gélido que parecia cortar cada pedacinho de pele exposta a cada passo que percorria juntamente com algumas piadinhas vindas de alguns dos leões sobre como ela estava gostosa vestindo aquela saia ou se precisava de ajuda, o dedo médio levantado seguido de duas fileiras de dentes que limitava a apresentar a qualquer um que cruzasse seu caminho enquanto seguia cambaleante até a única janela que reconhecia naquele local, era facilmente confundido com apenas um sorriso beirando a ironia por qualquer um que não conhecesse a verdadeira barbie. ignorando o sangue escorrendo pelo próprio joelho, não demorou muito até que a técnica de usar as árvores para conseguir chegar até o próprio quarto sem chamar nenhuma atenção fosse aplicada ali na janela de lucas, o moreno era a pessoa em que mais confiava no momento e provavelmente o único que entenderia o que ela estava passando. as lágrimas já escorriam livremente pelo rosto angelical sem que ela percebesse e mesmo não sabendo exatamente o que fazia ali, logo barbie já estava suficientemente perto para deixar algumas batidas contra o vidro até que conseguisse a atenção do rapaz, soltando o ar que ainda restava em seus pulmões na tentativa de embaçar o local o suficiente para escrever “será que eu posso entrar?”