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Maui and Sons Arica Pro decide campeão em ondas gigantes no domingo
As ondas voltaram a subir no sábado e o mar ficou clássico em El Gringo, com tubos de 8 pés sólidos para a esquerda e para a direita parecendo Pipeline e Backdoor no Havaí. Nestas condições épicas foram definidos os quatro semifinalistas que vão abrir o domingo decisivo do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour em Ex Isla Alacrán, no Chile. Os donos da casa brilharam mais uma vez, com Leon Vicuña ganhando a primeira nota 10 no duelo chileno com Guillermo Satt e Manuel Selman barrando o recordista de pontos, Lucas Chianca, do Brasil. Manuel vai disputar a primeira vaga para a grande final com o francês Andy Criére e Leon enfrentará o peruano Miguel Tudela no segundo confronto do domingo, que promete ser de ondas gigantes e desafiadoras em El Gringo.
O sábado foi o dia mais longo de competição da semana no Chile. Foram realizadas doze baterias, as quatro que restavam para fechar a terceira fase, as quatro da quarta fase e as quartas de final que apontaram os quatro que vão disputar o título da sexta edição do Maui and Sons Arica Pro Tour, que reuniu 62 surfistas de dez países no Chile. O único que ainda poderia conseguir um inédito bicampeonato era o surfista de Arica, Guillermo Satt, mas ele acabou eliminado pela nota 10 do tubo fantástico surfado por Leon Vicuña nas esquerdas de El Gringo, no último minuto do confronto chileno pelas quartas de final.
Leon Vicuña surfou o tubo nota 10 em El Gringo no sábado (@pablojimenez_photo)
“Incrível, não estou nem acreditando, é um sonho ter avançado para as semifinais de um campeonato tão importante como esse, ainda mais ganhando do Guillermo (Satt), que é local daqui e especialista nessa onda”, disse Leon Vicuña. “Eu estava perdendo até o finalzinho da bateria e quando a onda veio não pensei que fosse rodar aquele tubaço. Nem acreditei e só quero dizer que estou muito, mas muito contente mesmo, vibrando bastante até agora. Mas, preciso me concentrar para amanhã (domingo), ver qual prancha vou usar, pois o mar vai estar totalmente diferente, muito maior do que hoje e do que os outros dias da semana”.
Os chilenos se destacaram no mar clássico do sábado em El Gringo e chegaram em maioria nas quartas de final com quatro surfistas. O primeiro a disputar classificação para o domingo foi Manuel Selman contra o brasileiro Lucas Chianca, que na fase anterior tinha aumentado o seu próprio recorde de pontos no Maui and Sons Arica Pro Tour de 17,25 para 18,75, somando notas 9,65 e 9,10 em dois tubaços incríveis na vitória sobre os chilenos Cristian Merello e Nicolas Vargas, eliminado junto com o brasileiro Luan Wood nesta bateria que abriu a quarta fase da competição.
Nas quartas de final, Manuel Selman começou bem a bateria pegando dois lindos tubos que valeram notas 8,5 e 7,8. Lucas Chianca largou com 7,65, só que em outra onda acabou caindo e quebrando sua prancha. Ele teve que sair do mar para trocar o equipamento, perdeu tempo, mas ainda surfou um tubaço nos últimos segundos deixando a praia em suspense. Ele precisava de 8,65 pontos para vencer, só que a nota saiu 8,10 e o placar terminou em 16,30 a 15,75 a favor de Manuel Selman.
“Competir bateria homem a homem é diferente, com prioridade (de escolha da próxima onda), marcação, mas num mar assim perfeito com tubos para os dois lados têm ondas para todos surfarem”,disse Manuel Selman. “Você precisa apenas estar sempre bem posicionado para pegar as melhores ondas. Eu consegui um 8 e um 7, mas no final ele (Lucas Chianca) estava com a prioridade e eu não tinha o que fazer, a não ser ver ele pegar uma boa onda, sair do tubo e aí só fiquei esperando para saber a nota. Ainda bem que ele não conseguiu os pontos que precisava e estou superfeliz por estar na semifinal mais uma vez aqui em Arica, só que neste ano estou bem confiante de que vou chegar na final”.
Manuel Selman (@pablojimenez_photo)
Na bateria seguinte, o chileno Cristian Merello também teve sua prancha partida numa queda. Ele precisou pegar outra e perdeu o ‘time’ das séries, sendo derrotado pelo francês Andy Criére por 14,75 a 8,35 pontos. Os dois já haviam se enfrentado na sexta-feira, quando Criére fez os recordes do dia e Merello só conseguiu se classificar graças a interferência que o brasileiro Robson Santos cometeu no último minuto da bateria.
“Eu entrei na bateria com o objetivo de pegar duas boas ondas, como em todos os dias que competi aqui”, disse Andy Criére. “Aqui é muito difícil, as condições do mar mudam bastante, eu competi em ondas pequenas, médias e grandes como as de hoje (sábado), então estou muito feliz por estar vencendo as baterias. Eu tentei escolher as maiores das séries e o Cristian (Merello) não teve muita sorte, quebrou sua prancha, mas é um surfista que eu respeito muito, como todos os chilenos que me receberam muito bem aqui. Estou amarradão por estar aqui, feliz porque todos em casa estão me vendo chegar numa semifinal, mas amanhã será outro dia, as ondas vão estar muito maiores e me sinto preparado pra enfrentar qualquer condição”.
No último confronto do sábado, as ondas já não estavam tão boas e o peruano Miguel Tudela conquistou a última vaga para as semifinais por um baixo placar de 9,25 a 6,65 pontos contra o argentino Nahuel Amalfitano. Como todos os eliminados nas quartas de final, Amalfitano terminou empatado em quinto lugar no Maui and Sons Arica Pro Tour com os chilenos Guillermo Satt e Cristian Merello e o brasileiro Lucas Chianca, com cada um recebendo 1.250 dólares de prêmio e marcando 630 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series.