Como uma estrada tortuosa, a vida não segue em linha reta. Eu caminhava sozinho, sem pretensão de encontrar companhia. Claro que de vez em quando aparecia alguém que andava junto comigo por um tempo, mas nunca seguia o mesmo destino que eu e eu também não queria. Mas, numa dessas vias, ela apareceu e mudou tudo o que eu pensava. Fez meus planos descerem pelo ralo. Eu sabia que a partir de agora, eu querendo ou não, teria companhia para a caminhada. E eu não me importei. Como num samba, ela chegou de mansinho e me enfeitiçou no seu balançar. Eu que há tempos não me sentia vivo, descobri que viver é bom. Era algo novo, que eu já tinha experimentado, mas que nunca senti tão forte. Era amor que novamente fazia meu coração bater e meu sangue, antes sedentário, correr pelas veias. Eu estava vivo e era bom viver. O que eu sentia era como um samba de João Nogueira: é bom viver de amor e até morrer de amor é bom.
Morrer de amor é bom, Marcus da Costa - eliminável.














