Tantra: os ritmos possíveis
lua cheia de agosto (20) - 2016
A palavra é muito ampla e há diferentes correntes do tantra filosófico. Minha experiência foi com a massagem tântrica, mais especificamente com o curso de Empoderamento do Feminino e do Masculino na Casa de Lakshmi (https://www.facebook.com/casadelakshmi/?ref=ts&fref=ts). E tudo que tem acontecido desde então aparece mais pro lado de dentro, mas algumas mudanças sutis se colocam pra fora:
1) Não conheço o Outro na esperança de que ele me satisfaça.
2) Desejo o sexo como portal de transcendência, intimidade e busca espiritual, precisando entender melhor o que esse Outro busca nas suas experiências sexuais.
3) Ser “bom de cama” agora tem a ver com a qualidade da energia do Outro (o que faz, o que pensa, o que come, com quem anda), a qualidade de sua devoção (o quão presente e entregue está) e a qualidade de sua sensibilidade (se pode perceber o que o Outro precisa e as mudanças de movimento).
Por ser uma energia matriarcal, o Tantra também me colocou em contato com as minhas luas. Eu, que ma achava uma pessoa instável, avessa a cumprir compromissos, estou mais ciente dos meus ciclos e com o que desejo me conectar em cada uma dessas fases. Para entender melhor: http://www.personare.com.br/fases-da-lua-tem-relacao-com-ciclo-menstrual-m4207.
Busco, agora, uma consonância constante com meu ritmo. Nisso, ao invés de me autocentrar, desenvolvo um respeito ainda maior pelo ritmo do Outro, pois respeito acima de tudo o meu e não preciso exigir isso.
Hoje briguei com a minha melhor amiga por falta de empatia. Queria muito dizer pra ela como eu me sentia como gesto de confiança e de sinceridade, mas em nenhum momento consegui me imaginar no lugar dela. Quando me imaginei, me senti constrangida de obrigá-la a ler tanta coisa. Se eu respeitar cada vez mais meu ritmo, as insatisfações se tornarão cada vez mais raras.