Grandiosas festas em honra de Santo Oub’Lá | Reportagem
O nome não podia ser mais adequado. Com um cartaz alusivo (uma bela obra de arte) a qualquer uma das infinitas “festas da terra” celebradas pelo nosso país fora, o Oub’Lá anunciou um programa de 3 dias de festividades – nós estivemos lá no dia da abertura.
Para quem conhece Guimarães, o nome Oub’Lá não é novo. E também não é novidade que a malta deste bar é possivelmente quem mais tem dinamizado a cultura musical desta cidade nos últimos tempos. Sensivelmente 6 meses depois do dia em que celebraram o seu 1º aniversário e encheram a plateia em pé do São Mamede CAE num evento com participação dos Italia 90, Cosmic Mass e Indignu, decidiram que estava na altura de organizar uma nova festa: desta feita no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura. Os convidados de luxo foram nada menos que Solar Corona e os japoneses Minami Deutsch.
A noite começou com o mítico jantar nas instalações do bar. Tivemos o prazer de jantar com os membros das bandas, com pessoal já bem conhecido deste mundo da música e claro, com o pessoal do bar. A banda oriunda do Japão teve o privilégio de jantar um prato típico do Minho preparado pela malta do Oub’Lá: rojões. A reação foi boa e o feedback foi muito positivo. Boa escolha, Oub’Lá, boa escolha!
Noite adentro e já no CAAA, os Solar Corona subiam ao palco. Como habitual, a banda iniciou o seu concerto com o dueto composto por Julius Gabriel e Rodrigo fazendo uma suave introdução para o que viria de seguida. Tempo então de subir ao palco os restantes membros: Peter e José Roberto – estava então constituído o quarteto. A banda barcelense continua a apresentar o seu álbum ‘Lightning One’ e a mostrar que o nosso rock continua bem vivo e bem representado.
Um baixo energético e cheio de groove, uma bateria que não tem medo de levar porrada, uma guitarra que nos faz navegar pelo universo e um saxofone que acrescenta um toque smooth incrível. Onde poderia falhar? Está certo – não poderia, e não falha.
Após esta lufada de rock e de ar fresco no exterior do CAAA durante a troca de palco, Minami Deutsch subiam ao palco. A banda japonesa regressou a terras lusas após a sua breve passagem pelo SonicBlast Moledo. Sim, breve. Devido a um atraso do seu vôo, viram o seu set reduzido a pouco mais do que 30 minutos. Meia hora que soube a pouco pela quantidade, mas a muito pela qualidade. Estavam de volta para nos dar o seu melhor krautrock.
Perante uma plateia já bem composta, os japoneses apresentaram-se em palco num cenário escuro e com projeções na parede que nos fazem navegar por entre as suas melodias sempre acompanhadas por um headbang ritmado. O encore não faltou após o pedido do público por mais uma. Terminaram o concerto da melhor forma e com um agradecimento sincero à plateia que esteve presente.
João Melgueira encerrou as festividades do dia 20 de Setembro com um Dj set.
Um evento, como era expectável, muito bem organizado pelo Oub’Lá e com uma boa afluência, apesar de não registar casa cheia.
Fiquem atentos à programação do bar porque eles prometem não se ficar por aqui!
A associação juvenil de empreendedorismo e inovação Incentivo Positivo em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e com o Conselho Municipal da Juventude apresentam a 4ª edição do festival Percursos Sonoros no próximo sábado dia 28 de setembro. Este acontecimento terá lugar em diferentes pontos do Parque de La Salette: o Coreto, o Lago, o Miradouro do Parque, assim como a Estalagem de S. Miguel são os palcos históricos escolhidos para a constituição do percurso da edição de 2019 do festival.
O Percursos Sonoros será de entrada gratuita o que faz com que seja mais uma razão para não faltar a este evento. Apesar dos concertos terem início às 22h, o público é convidado pela organização a chegar mais cedo. Está pensada uma programação diurna complementar para várias idades e que pretende enriquecer a experiência de quem visita o Parque de La Salette. Pegando nas palavras da organização: “Queremos trazer público já durante a tarde ao Parque, para que seja retirado o maior proveito possível das suas potencialidades”.
Toda essa programação cultural além da música pode ser consultada nas redes sociais no evento de facebook aqui e na página oficial aqui.
O HeadLiner volta a ser Media Partner do evento e de seguida debruçamo-nos sobre a componente que mais nos diz respeito, ao cartaz musical.
Um dos nomes fortes desta 4ª edição são os Sensible Soccers que têm vindo a apresentar um pouco por todo o país o seu mais recente trabalho discográfico ‘Aurora’. Este ano a equipa do HeadLiner já os viu ao vivo várias vezes e podemos afirmar convictamente que são, sem dúvida, um dos projetos nacionais a não perder de vista ao vivo. As suas fortes batidas são altamente dançáveis e os novos temas são bastante apelativos.
Sensible Soccers no L’Agosto 2019
Um dos quartetos nortenhos da noite serão os Bardino. Vão tocar os seus temas herança do rock progressivo e nas suas variantes tingidas a funk e jazz-fusão. Seguem um caminho pautado pela busca de um psicadelismo antigo e que parece escassear: aquele que prefere a introspeção escapista ao uso do riff pelo riff.
Martin Harley cantor, compositor e guitarrista britânico dará uma nota mais internacional ao evento nesta sua passagem por Oliveira de Azeméis. Um músico mais ligado ao folk e blues.
Já CelesteMariposa dará um tom sonoro de ritmo africano a esta noite.
Tiago Martins (voz e guitarra), Eduardo da Floresta (guitarra), Filipe Ferreira (bateria) e Ricardo Tomé (baixo) formam os Gator, The Alligator quarteto oriundo de Barcelos e que têm vindo a dar boa conta de si incluindo terem sido a melhor banda lusitana da última edição do Festival Termómetro. Também já os vimos várias vezes ao vivo e podemos dizer que os seus concertos são sempre imbuídos de uma energia super concentrada e elétrica. Ou não fosse o som destes minhotos um mix explosivo de garage rock, sons psicadélicos e fuzz.
Tiago Martins dos Gator, The Alligator no Rodellus 2019
São portanto fortes razões para no próximo sábado poderem presenciar este evento em Oliveira de Azeméis. Um programa mais extenso e com outras ramificações culturais relativamente a edições anteriores. Terá animação para todo o dia do próximo sábado, 28 de setembro.
Provavelmente o nome ‘Rodellus’ já não vos soa estranho, trata-se daquele festival minhoto que vos desafia a não terem medo do campo. Neste ano de 2019, dentro de poucos dias portanto, vai acontecer a 5ª edição. A concretização do evento tem sido ininterrupta desde o seu início em 2015.
A organização deste festival está a cargo da Rodellus - Associação Cultural formada por jovens de Ruilhe, Cunha, Tadim e Arentim.
Ganhou uma lufada de ar fresco há uns meses por sido premiado como Best Small Festival durante o Iberian Festival Awards no passado mês de março em Vigo. Este prémio vem na sequência da excelente edição do ano passado.
A base de operações e realização da maioria dos concertos é em Ruilhe, porém como em anos anteriores alastra também à freguesia vizinha de Cunha. Para quem (ainda) não conhece Ruilhe e Cunha, ambas fazem parte do concelho de Braga distanciando-se apenas cerca de 15 minutos do centro da Cidade dos Arcebispos. Uns 10 km, mais coisa menos coisa. Pese essa proximidade com uma das maiores cidades nacionais, Ruilhe é uma zona densamente rural possuindo na tranquilidade de uma zona de campo mais isolada contando apenas com pouco mais de 1000 habitantes.
Cartaz
Preços
“Eram perto das 4h da tarde, muitas nuvens cobriam o céu azul mas fazia-se sentir o calor no ar com o Volvo V40 de 2003 à pinha. Confiávamos no GPS que nos levava por entre ruinhas e ruelas, por vezes bem estreitas sem saber se o destino seria realmente a aldeia de Ruilhe. Após percorrermos uns kms desconhecidos, avistamos uma placa que dizia “Ruílhe”, sim, estávamos de facto no caminho certo.”
No ano passado começamos a vida no campo assim. Este ano a estória não será muito diferente. Será o segundo ano que iremos sair do conforto das nossas casas para abraçar o campo e o rock.
O cartaz do Rodellus é um cartaz de rock, um cartaz que explora todas as suas vertentes e que vai para além de fronteiras.
Há os vizinhos espanhóis FAVX- “O seu som punk, grunge, post-hardcore e pop não deixaram ninguém indiferente e a energia contagiante, os riffs a puxar pela distorção e as dinâmicas criadas puseram toda a gente a bater o pé e a fazer esquecer que o fim-de-semana já estava a acabar.”.
Ou o trio italiano Bee Bee Sea - “Tiveram uma atitude punk sempre alimentada a três vozes... A melhor descrição que podemos fazer do seu som é que são uma banda cheia de fuzz e vontade de fazer surfar os mais ousados.”.
Da armada lusa: De Braga que irá pôr muita gente a dançar, Quadra - “Funky Post-Rock, Math Rock? Podem chamar-lhe o que quiserem, a verdade é que por muitos palcos que tenham pisado pelo Verão que passou, tenham a certeza que vão ser levados para outro mundo onde a dança e a irreverência corporal é mote para a festa perfeita.“ .
Das Caldas de Rainha o trio Palmers - “Rapidamente despertamos para aquele som punk rock com travos intensos de surf e garage rock. Têm a curiosidade da contribuição de ambas as vozes femininas da formação e de alternarem entre si”.
Os barcelenses Gator, The Alligator - “Estes seus temas têm sido comparados aos dos King Gizzard & The Lizard Wizard pelas inúmeras mudanças de velocidade sempre com as suas guitarras a cavalgar antecedidas de gritos de revolta puxando pela distorção e pelo suor.”
-
Se estás farto da rotina da cidade, vem viver o campo, vem viver o Rodellus -
Leiam toda a estória do ano passado aqui.
------ ENTREVISTA ESPECIAL RODELLUS ------
Uma das pessoas fortes na organização do festival Rodellus é Jorge Alexandre Dias, um dos fundadores do evento. Ele respondeu-nos a algumas questões e vale a pena ler a entrevista!
HeadLiner: Sabemos que um dos grandes dos grandes objetivos do Rodellus é descentralizar certos estilos musicais que não são tão comuns neste tipo de meio rural. A pergunta é, sabendo a dificuldade de organizar um festival nos moldes em que organizam e no sítio em que o fazem, qual foi realmente o click/momento que vos fez arregaçar as mangas e de facto organizar um evento destes num meio tão rural?
Rodellus: Em 2015 existiam duas vontades: a de criar um momento com expressão cultural diferenciada na região, que fosse um reflexo da nossa realidade e de, através deste, dar notoriedade à freguesia. O Rodellus nasce com esse contexto mas também com muita paixão e espírito de luta. Depois o “bebé” foi crescendo, foi ganhando dias e palcos, estendendo-se a outras freguesias e é hoje algo do qual nos orgulhamos muito. O clique foi sempre a música como retrato das nossas vivências, das nossas experiencias e como seria bom fazer parte de algo que irá sempre ficar para a posteridade.
HeadLiner: Pegando nesse conceito da ruralidade e transpondo-o para o festival Vodafone Paredes de Coura: quando o festival acontece, sabemos que do ponto de vista económico e social, aquela vila renasce durante aquela época do ano e tem até vindo a crescer. Em Ruílhe, dado que são pessoas da terra, também começam a sentir essa marca?
Rodellus: Vai-se sentindo, sim. Seja nos negócios locais que têm sempre mais movimento, seja nas próprias estadias. Temos cada vez mais pedidos que nos chegam a pedir outras soluções de estadia que não passe pelo campismo. Este ano até celebramos uma parceria com a Festicket de maneira a dar resposta a essa necessidade. Coura foi crescendo à medida que o festival crescia e isso, sem duvida, é algo que olhamos com bons olhos.
HeadLiner: O Rodellus já vai na sua 5ª edição ininterrupta. Qual o segredo para um festival que mesmo sem qualquer patrocínio, traz bandas nacionais e internacionais de renome a um a um local dependente culturalmente do que se faz no centro de Braga?
Rodellus: O segredo? (lol) Acima de tudo reside na equipa que trabalha diariamente para que as coisas sejam feitas pelo melhor. Tentámos sempre surpreender no cartaz claro mas existe todo um rigor por trás no controlo de custos e investimentos. Já fizemos coisas boas, coisas menos boas mas a verdade é que tentamos sempre não repetir erros. Fazemos esse registo e balanço e tentamos procurar soluções e alterar o que está mal. Claro que se tivéssemos um patrocinador as coisas ficariam mais fáceis mas em verdade te digo: se calhar não daríamos metade do valor. Crescemos muito a nível pessoal e profissional com esta aventura que é fazer um festival no campo mas é a paixão que temos que nos move, e que, em alguns casos toca as pessoas. Hoje vemos tanta coisa a ser feita sem gosto, sem paixão. Não conseguimos pensar dessa maneira.
Jorge Dias em representação do Rodellus na entrega do prémio Best Small Festival em Vigo. Foto @ Aporfest
HeadLiner: Quanto a esta 5ª edição, um número tão bonito (risos), quais são as grandes diferenças que o público poderá ver e sentir comparativamente ao ano anterior?
Rodellus: Não querendo levantar muito o véu, confesso que este é o melhor recinto que temos desde 2015. O mérito vai todo para o Gabriel e respectiva equipa que desenharam algo diferente de outras edições, e que realmente celebra o campo e as suas gentes. O Palco Cunha também foi sujeito a algumas alterações que prontamente irão denotar e claro, levamos a festa ao local onde a ideia teve o seu tiro de partida. O Palco Músico vai dar às tardes um conceito de arraial e festa a preceito para se celebrar estes 5 anos da melhor maneira, seja com os pratos típicos, seja pela cerveja sempre gelada, seja pelo Rock que vai invadir a Casa do Músico em Ruílhe.
HeadLiner: O Rodellus tem-se afirmado cada vez mais como um festival de rock, independentemente de qual for a sua vertente. Como é que é montado o cartaz? Quem faz as escolhas das bandas e o porquê? Criam o “festival dos vossos sonhos”?(risos)
Rodellus: O Rodellus é o festival dos nossos sonhos mas não queremos parar de sonhar. O cartaz é reflexo disso. Em 2019 cumprimos o sonho de trazer Mars Red Sky ao campo, conseguimos contar com Brutus que já era um namoro antigo e para 2020 logo vemos o que conseguimos alcançar. É para nós importante mostrar “boas colheitas” e tentar sempre diferenciar-nos pela aposta em novos nomes da música portuguesa suportados por alguns nomes internacionais entusiasmantes. Temos feito isso com alguma consistência e queremos continuar. A escolha essa é pensada, recalcada, esmiuçada várias vezes. Por vezes em demasia mas queremos manter algum critério com a programação. Acreditamos que possa ser um factor diferenciador para com os restantes festivais que ocorrem em Portugal.
HeadLiner: O que aconselham vivamente a ver e ouvir este ano no festival?
Rodellus: Recomendamos vivamente Unsafe Space Garden e Cosmic Mass numa ronda aos novos talentos que vão surgindo. Um olho bem aberto para Democrash, dois olhos bem fechados para Mars Red Sky, o acontecimento que será Solar Corona e FAVX e claro, Brutus que trazem consigo um dos álbuns do ano. A verdade é que são todas muito boas caso contrário não fariam parte desta festa de cinco anos!
Toda a informação essencial pode ser consultada no evento do facebook:
A relação do HeadLiner como Media Partner do Festival Ecos do Lima remonta a 2016 sendo uma das nossas mais antigas parcerias. Ao longo destas últimas 4 edições fomos acompanhando bem atentamente ao crescimento do evento. Igualmente testemunhas da dedicação na sua organização que envolve a juventude de Ponte da Barca e algumas entidades locais como a Câmara Municipal.
O choupal nas margens do Rio Lima com vista para a bela ponte medieval de Ponte da Barca fazem dele o local ideal para tardes e noites repletas de incríveis concertos por entre um saudável e entusiasta convívio. O espaço que o evento ocupa é de excelência, conforme já comprovamos em edições anteriores, pelo que é mais uma boa razão para uma visita aquela vila do Alto Minho.
Na componente musical há uma forte aposta da organização nos bons valores emergentes da cena alternativa nacional tais como Grand Sun e Elephant Maze na noite de sexta-feira e de Quadra e Cosmic Mass.
A grande diferença para anos anteriores é a aposta em nomes internacionais. Neste capítulo não escondemos o nosso contentamento pela vinda dos norte-americanos Naked GIants, ler atentamente mais em baixo. Também Os Camelos, banda brasileira promete animar o festival.
Antes de uma apresentação mais ao pormenor das bandas deixamos a indicação do valor das entradas. O passe geral, para os dois dias, custa apenas 7.5€ e o bilhete diário cifra-se nos 5€. Pela qualidade do cartaz são valores simplesmente simbólicos!
----- Bandas de Sexta-feira, 12 de Julho
» Naked Giants
» Elephant Maze (em substituição dos Moon Preachers)
» Reis da República
» Grand Sun: Vimos ao vivo a banda lisboeta em 2019, podem ler a reportagem aqui
» José Girão
» Julio Paradise
Destaque especial de sexta-feira - Naked Giants
O trio norte-americano oriundo de Seattle nos Estados Unidos na América e composto por Henry LaVallee, Gianni Aiello e Grant Mullen. Existem desde 2014 e desde 2018 por alturas do lançamento do seu álbum de estreia 'Sluff' começaram a ser mais falados. Têm colaborado com Will Toledo e feito primeiras partes de concertos dos Car Seat Headrest o que lhes tem dado visibilidade extra. Vão fazer a sua estreia em território luso naquele que será um dos concertos a não perder na edição deste ano, sem margem para dúvidas! São uma das excelente contratações do Ecos do Lima e que eleva o nível do festival.
----- Bandas de Sábado, 13 de Julho
» Quadra: Vimos ao vivo a banda bracarense no gnration Open Day pode ler lida aqui
» Cave Story: Vimos ao vivo a banda das Caldas da Rainha no 2º aniversário da Malfeito em Fafe do passado mês de abril pode ler lida aqui
» Cosmic Mass : Vimos ao vivo a banda já duas vezes no minho este ano Vejam a nossa reportagem da performance em Guimarães: aqui
» Zarco
» Os Camelos
» Wind & Wurm
Destaque especial de sábado - Quadra
Já seguimos a banda de Braga há longos meses e já assistimos a alguns dos seus concertos, pelo que, estamos à vontade para falar da sua valia. Entraram no nosso “radar musical” no ano passado e desde então temos acompanhado o seu crescimento. Este projeto instrumental formado por Sérgio Alves (baixo), Gonçalo Carneiro (guitarra), Hugo Couto (bateria), Sílvio Ren (guitarra) e Lucas Palmeira (sintetizadores) já tem dois álbuns lançados. ‘Cacau’, o primeiro LP cuja edição ocorreu em 2018 com temas fortes como “Mapa de Fuga” ou “Mutações”. Já no decurso deste 2018 surgiu o sucessor chamado ‘Chili’ trazendo-nos “Tudo ou Nada” que tem a colaboração vocal de Ronaldo Fonseca (dos peixe:avião) ou “Stratos” e que nos fazem ter a certeza da grande qualidade deste projeto. Mais um concerto com o selo de imperdível.
Para mais informações consultem o evento de facebook:
https://www.facebook.com/events/419302295547809/
Cartaz do evento
A 8 de julho os Moon Preachers foram substituidos pelos Elephant Maze.
3ª edição do Azeméis Seasons Sounds | Todas as infos
A Associação Juvenil Agir Fora da Caixa é a grande responsável por fazer acontecer o Azeméis Seasons Sounds. Conta com a preciosa ajuda do Conselho da Juventude da Câmara Municipal local. Esta co-organização tem em vista a dinamização da oferta cultural em Oliveira de Azeméis nomeadamente tendo em vista alcançar um público mais jovem dando-lhes a conhecer bons projetos musicais nacionais.
Com muito orgulho o HeadLiner é media partner do evento desde que surgiu. Eis um resumo do que foram as duas edições anteriores: Na 1ª edição Luís Severo, Tomara e Sardinha Também é Peixe foram os grandes nomes desse cartaz. Da 2ª edição fizeram parte Noiserv, Nyobe, Queen Captain Among The Sailors e Adão.
Agora nesta próxima sexta-feira vai acontecer a 3ª edição do Azeméis Seasons Sounds igualmente recheado de nomes fortes do panorama musical nacional. Em Oliveira de Azeméis vão tocar ao vivo B Fachada, Cave Story, Solar Corona e os Go’El. Cartaz devidamente insuspeito e de enorme qualidade!
Desta vez o local dos acontecimentos será no Parque de La Salette, em Oliveira de Azeméis. Já só estão disponíveis bilhetes da 3ª fase à venda ao preço simbólico de 5€. Um achado nos dias de hoje perante estes artistas. Acreditem nas nossas palavras!
Para mais informações consultem o evento de facebook: https://www.facebook.com/events/383073265622831/
Eis então agora a apresentação das bandas que vão tocar nesta noite.
B Fachada
É já um ícone na música nacional pelo que já quase são dispensáveis as apresentações sobre o artista. Apesar dos apenas 35 anos Bernardo Cruz Fachada já leva uma longa carreira como cantautor e multi-instrumentista tendo regravado ‘Viola Braguesa’ o seu EP de 2008 cujo lançamento aconteceu precisamente 10 anos depois, ou seja no ano passado. Um artista a descobrir. Podem ver uma foto-reportagem feita pela HeadLiner no passado: basta clicar aqui.
‘Punk Academics’ é o título do último álbum lançado pelos Cave Story e considerado pelo HeadLiner um dos melhores do ano passado. Um disco cujas reviews muito positivas são devidamente merecidas. Igualmente e, sem margem para dúvidas, muito bom de ouvir ao vivo. Já tivemos essa experiência pelo que “falamos” com conhecimento de causa. Podem ler sobre uma dessas ocasiões: basta clicar aqui.
‘Lightning One’ é o mais recente lançamento dos barcelenses Solar Corona cuja edição aconteceu no mês passado pela Lovers & Lollypops. Este é o seu primeiro longa duração. A vibração rock do seu som promete ser um dos pontos bem altos da noite!
A dupla de eletrónica experimental composta por Diogo Leite e Daniel Valente vai mostrar o seu trabalho. Diogo como baterista multi facetado percussionista e ambientes electrónicos. Daniel guitarra, synth guitarra, synths, programação e leads electrónicos.
Antes de mais vamos apresentar-vos a Bazuuca. Sediada no coração do Minho, mais precisamente em Braga, a Bazuuca é liderada por João Pereira desde 2015, ano em que foi fundada.
João Pereira é um conhecido radialista da RUM (Rádio Universitária do Minho) na qual apresenta o Português Suave, programa dedicado à divulgação da música portuguesa.
A entidade dedica-se à promoção, produção e agenciamento de projectos musicais oriundos da Cidade dos Arcebispos. Dedica-se portanto a potenciar o talento existente naquela cidade, a projecta-lo para o país e por consequência para o mundo.
São 9 os projectos musicais com os quais trabalha de entre os quais destacamos os Quadra, os Maquina Del Amor, os Grandfather’s House e os Bed Legs.
No inicio do ano a Bazuuca proporcionou uma “Noite dos Reis” na qual todas estas bandas tocaram ao vivo na discoteca Lustre. Serviu como uma forma de se apresentarem ao público bracarense em particular e minhoto em geral. Podem ler esta nossa reportagem aqui: Houve baile real, suor e muito rock em Braga .
Esta promotora aproveitará a noite do próximo sábado dia 25 de maio para celebrar o seu 4º aniversário. O HeadLiner associa-se como Media Partner e em seguida vamos fornecer-vos as informações necessárias sobre o evento.
Acontecerá novamente na discoteca Lustre, espaço no qual tem vindo a promover uma programação mensal de concertos deste o passado mês de março. A festa inicia-se às 23 horas e a entrada tem o custo de 7€
Eis então agora a apresentação das bandas que vão tocar nesta noite.
» Gator, The Alligator
Temos acompanhado a carreira desta recente formação desde o passado mês de novembro do ano passado. Foi então nessa altura que os vimos pela primeira vez ao vivo em Fafe.
“‘Life is Boring’ é o primeiro álbum desta recentíssima banda barcelense composta por quatro elementos e que foi o alvo natural da sua apresentação. Estes seus temas têm sido comparados aos dos King Gizzard & The Lizard Wizard pelas inúmeras mudanças de velocidade sempre com as suas guitarras a cavalgar antecedidas de gritos de revolta puxando pela distorção e pelo suor.“
Estas são as palavras que citamos do nosso artigo sobre o concerto dos Gator, The Alligator em Fafe e cujo artigo completo podem ler aqui: Se é Malfeito então é bom
Gator, The Alligator no evento Prata da Casa em Barcelos
» Cosmic Mass
Já assistimos este ano a uma performance destes aveirenses cujo álbum de estreia ‘Vice Blooms’ foi editado já no descurso deste 2019.
“(..) os Cosmic Mass demonstraram não ter receio de mostrar o seu stoner rock rasgado por riffs adentro.“
Assim descrevíamos a performance dos Cosmic Mass acerca da sua performance na festa do 1º aniversário do Oub’Lá. Podem ler o resto desta reportagem aqui: Parabéns e muitos anos de vida, Oub’Lá
Cosmic Mass no Aniversário 1º ano Oub’Lá em Guimarães
» No I No
A dupla Márcio Freitas e Marco Pereira mostrará o seu som entre o industrial, o eletrónico e o experimental.
A dupla No!No: Marco Pereira e Márcio Alfama
» Bazuuca Soundsystem
A noite vai terminar com as escolhas musicais de João Pereira na pele de Bazuuca Soundsystem.
Nova tradição de Páscoa? Walk & Dance! | Reportagem
The Parkinsons em palco
A quinta edição do Walk & Dance realizou-se este ano de 17 a 20 de abril, como de costume, na Semana Santa. Véspera de Domingo de Páscoa portanto. Mais uma vez a The New Party Makers (produtora e promotora de eventos freamundense) proporcionou-nos mais um cartaz de enorme qualidade. Escolhidos alguns dos principais projetos musicais do país bem como artistas regionais numa medida de realçar o talento local. De registar igualmente o “piscar o olho” às bandas estrangeiras. Este ano os espanhóis Músculo! marcaram presença.
Dia 1 – Quarta-feira, 17 abril
O certame abriu com um concerto de West Coast Man, projecto musical de Pedro Costa, artista natural das Caldas de Vizela. Este concerto de abertura decorreu no Gardens Bar, um dos cinco locais do simpático e quase remodelado centro de Freamunde por onde a música ecoou. Está realmente mais confortável na zona da Casa da Cultura com obras a terminarem.
Dia 2 – Quinta-feira, 18 abril
Primeira noite completa e já no espaço principal do festival. No acolhedor e confortável Teatro da Associação de Mútuos Socorros a noite iniciou-se pelas 22:39 horas com um concerto de Hélio Ribeiro, um artista da casa e igualmente técnico de som do festival. Tocando guitarra clássica e fazendo uso do seu bem-sonante timbre, acompanhado por um teclista muito descontraído e feliz por estar em palco. Uma das canções que interpretou foi “Silêncio”, uma das que fará parte do “álbum quando sair”, citando o artista. A sua agradável performance foi assistida por amigos e familiares próximos num ambiente muito simpático. Fez questão de agradecer o convite ao Walk & Dance tendo-lhe dedicado a “Canção do Engate”, inesquecível tema de António Variações.
Destaque da noite: S. Pedro
S. Pedro o projecto de Pedro Pode (também conhecido por ter feito parte dos doismileoito) levou a Freamunde a sua banda em formato alargado, tendo contado com duas vozes femininas no apoio vocal num total de 6 elementos. Confessou-nos que acabam de gravar um disco e que iriam tocar algumas das novas canções. Desse modo o público de Freamunde serviu de cobaia. Uma das fresquinhas que tocou foi “Calos” com recepção calorosa do público. Refrão simples e “catchy” o que ajudou bastante ao acompanhamento. Gostamos bastante das novas canções pelo que estamos ansiosos por este novo registo discográfico. “Joaquim” não faltou na setlist e o fim deste primeiro excelente momento da noite terminou com uma versão ligeiramente mais acelerada de “Anda Apanhar Sol. Perfeito fim de concerto em que algum do público tinha a letra na ponta da língua.
S Pedro, o nosso destaque da noite
O último concerto da noite trouxe-nos Filipe Sambado com seus Acompanhantes de Luxo (não é só mesmo o nome da banda, é literalmente vinculativo). O pico de público registou-se com este concerto, não tendo defraudado as expectativas. Para quem segue mais atentamente o artista já lhe reconhece a pose mais teatral e o cuidado extra com o seu visual. Desta feita não foi excepção. Também Manuel Lourenço (Primeira Dama) nas teclas e vozes demonstrou-se igualmente muito expressivo. Rodeado por amigos, Sambado esteve sempre com boa disposição, mesmo quando o nível de som dos instrumentos e das vozes não estava do seu agrado. O técnico de som esteve sempre prontamente atento. O álbum foco da actuação foi ‘Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo’ lançado no ano passado e cujas críticas positivas e boa aceitação do público em geral trouxe o seu trabalho para outro patamar de reconhecimento. Em “Dá Jeitinho” assume que é “uma música muito lisboeta” e que a capital “não é minha cidade, não sei qual é…” numa clara crítica à situação das rendas e ao descaracterizar dos típicos bairros lisboetas. ‘Vida Salgada’ álbum de 2016 foi igualmente abordado com temas como “Tou Confuso”, “Aprender e Ensinar” ou “Mentol”. Naturalmente os singles “Alargar o Passo” e “Só Beijinhos” foram dois pontos altos.
Filipe Sambado em palco no Teatro da Associação de Mútuos Socorros
Saímos do teatro bem satisfeitos com as actuações da noite e rumamos ao Oito & Oitenta, a dois passos do teatro (não literalmente porém poucos mais foram) para finalizarmos a noite com DJ Set pela Love.
Dia 3 – Sexta-feira, 19 abril
Frankão com O Gringo Sou Eu (poderíamos chamar-lhe Frankão, o gingão) tratou de “agitar as águas” logo no concerto de abertura com os seus beats e as suas letras bastante simples e expressivas. Por entre um mix de rap, hip-hop, samba e funk este brasileiro que chegou a terras lusas em 2010 contagiou toda a gente. Verdade seja dita, o público aderiu massivamente ao seu espetáculo especialmente quando Frankão desceu do palco e balanceou por entre corpos dançantes e sorridentes.
Frankão a dar tudo no primeiro concerto desta noite
Míticos são já os Pop Dell'Arte e nesta sua passagem por Freamunde tocaram alguns dos seus temas. A performance da banda liderada por João Peste não foi notoriamente do agrado de toda a gente. Muito morna é a expressão que podemos utilizar para descrever a parte inicial deste concerto. Certo é que foi em crescendo e terminou bem melhor do que no arranque.
Destaque da noite: The Parkinsons
O ponto alto da noite foi o concerto dos The Parkinsons. Andam na estrada depois da edição de mais um álbum marcante como é o caso de ‘The Shape of Nothing to Come’ lançado no decurso do ano passado. A irreverência crua de Afonso Pinto é sempre um bom rastilho para aquecer os ânimos. Com caras conhecidas da cena musical e cultural de Guimarães e Fafe a tratarem de incendiarem o espírito punk pelas primeiras filas, foi precisamente nessa zona que surgiu um intenso mosh pit em que toda a gente se divertiu à brava. Tanto a cerveja como os bonitos copos recicláveis (em estreia este ano) voaram por entre o público num frenesim épico. A banda de Coimbra definitivamente não desilude.
Afonso Pinto dos The Parkinons, como sempre, “um poço” de energia sem fim
A noite terminou no Espaço A com os novatos Gator, The Alligator. Surgidos em Barcelos na fase final do ano passado e já com uma presença na última edição do Festival Termómetro a banda de Barcelos é um fenómeno a acompanhar. Aquele ambiente extraordinariamente esfusiante transferiu-se rua abaixo e estava bem vivo quase às 3 horas da manha, altura do início do concerto. ‘Life is Boring’ é o único álbum desta formação tendo sido devidamente apresentado. Tanta era a animação que, durante um crowdsurf, a bola de espelhos caíu em cima desse aventureiro. O quarteto soube cativar o público que preenchia em muito bom número o bar e deu um concerto bem conseguido.
A noite terminou com DJ Set por Eduardo Morais.
Dia 3 – Sábado, 20 abril
Durante a tarde fomos espreitar a exposição “Doze” da talentosa Vera Marmelo e assistimos à conversa informal que a fotógrafa do Barreiro nos proporcionou sobre a sua aventura durante todos esses anos a capturar os artistas em palco e até mesmo fora deles.
Em seguida tocaram os Hot Air Baloon em versão duo com a vocalista Sarah-Jane e Tiago Machado o seu companheiro na guitarra clássica. A Cervejaria Fratelli esteva com casa cheia e foi pena o concerto não se ter realizado ao ar livre. Estava um excelente dia e a música que nos proporcionavam sabia muito bem ouvir num florido jardim… Um dos momentos giros foi uma bonita interpretação de “Fisherman's Blues” dos The Waterboys.
De noite regressamos ao Teatro para fecharmos o festival em beleza. Para início de noite tivemos João Garcia com o seu one-man-band Iguana Garcia. Munido de sintetizadores, de guitarra e teclados por entre loops e beats eis que a sua selva electrónica animou os ânimos. Tocou-nos temas do seu primeiro álbum ‘Cabaret Aleatório’ e teve ainda a cortesia de nos mostrar “Horas Vagas” um dos seus novos temas cujo álbum sairá em breve.
Destaque da noite: Glockenwise
Para nós o melhor da noite foi o concerto dos Glockenwise. Já ansiávamos em ouvir ao vivo o novo álbum ‘Plástico’ há algum tempo. Este último registo discográfico é o quarto da carreira destes barcelenses porém o primeiro cantado em português, tendo sido considerado pelo HeadLiner um dos melhores de 2018. Rui Fiusa, Rafael Ferreira e Nuno Rodrigues homens fortes destes Glockenwise, têm o apoio ao vivo de dois elementos. ‘Plástico’ foi o prato forte desta bela performance. “Sempre Assim” abriu o concerto e o tema que dá o nome ao álbum seguiu-se. Aliás plástico (literalmente plástico) fez parte da decoração do palco, cuja iluminação esteve permanentemente em tons azulados. Outros temas como “Corpo”, “Dia Feliz” e “Dores” foram igualmente tocados. O remate final aconteceu com “Bom Rapaz”. Realmente foi um dia feliz, neste caso, uma noite feliz após a estreia deste vosso repórter em concertos dos Glockenwise. Só tardou pela demora.
Glockenwise a apresentarem ‘Plástico’
Da Chick findou a parte dos concertos no Teatro com a performance mais mexida da noite e bem coadjuvada por todo o público presente. Teresa Freitas de Sousa com os seus três rapazes (Foxy Band) encheu Freamunde com o seu Funk, o seu Groove e o seu Disco. “Do The Clap” foi impossível de resistir como impossível de não praticar. A boa onda deixou-nos felizes e com um sorriso na face.
Da Chick em plena interacção com o público
A electrónica dos espanhóis Musculo! vindos de Pontevedra para o Espaço A foi o derradeiro concerto. A banda que deu nas vistas no Festival Termómetro não nos deixou impressionados.
O fim de noite aconteceu com DJ Set por CelesteMariposa.
Notas finais
Já não nos imaginamos na semana na Páscoa sem darmos um salto até Freamunde para o Walk & Dance. Decididamente afirma-se como uma nova tradição, consolidada ao fim de 3 presenças consecutivas. Decididamente de presença obrigatória, pelo que, já pensamos na edição de 2020.
Aproveitamos a ocasião para agradecer à organização do Walk & Dance por mais uma vez receber-nos tão bem. Neste 2019 foi o 3º ano consecutivo e esperamos repetir a presença nos próximos anos. Sem dúvida que já não imaginamos Páscoa sem Walk & Dance, é mesmo uma nova tradição nossa!
Todas as fotos da noite de quinta, 18 abril: clicar aqui
-- fotos por Cláudia Bandeira --
- Hélio Ribeiro
- S. Pedro
- Filipe Sambado e Acompanhantes de Luxo
Todas as fotos da noite de sexta, 19 abril: clicar aqui
-- fotos por Diogo Meira --
- Gator, The Alligator
- Pop Dell’ Arte
- The Parkinsons
- O Gringo dou Eu
Todas as fotos da noite de sábado, 20 abril: clicar aqui
-- fotos por Cláudio Martins --
- Iguana Garcia
- Glockenwise
- Da Chick
Texto: Edgar Silva
Fotografia: Cláudia Bandeira, Diogo Meira e Cláudio Martins
Na foto: José Gomes dos Killimanjaro no Walk & Dance 2018
Em 2017 o HeadLiner foi Media Partner pela primeira vez do Walk & Dance e neste presente ano vamos para o terceiro ano consecutivo de parceria. Para nós tem sido um gosto enorme acompanhar o crescimento deste festival cuja realização acontece em Freamunde há 5 anos consecutivos.
A organização está a cabo da The New Party Makers uma promotora cultural e organizadora de eventos sediada precisamente naquela cidade do concelho de Paços de Ferreira. Devemos dizer que são muito boa gente! Fazem o seu trabalho por e com muito gosto, somos conhecedores da sua dedicação e têm um apreço enorme pela boa música nacional (e não só!). Após 2 anos seguidos (podemos ser muito suspeitos na nossa opinião é certo) pelas nossas experiências e vivências no festival só podemos dar 5 estrelas pela maneira como têm levado a cabo o evento e pelo concretizar de cartazes de enorme qualidade.
Nomeadamente neste ponto anterior desse bom gosto na música nacional é que nos iremos debruçar agora. Os cartazes deste festival tem proporcionado aos freamundenses (e a todos os que se deslocam aquela cidade) concertos incríveis e memoráveis. A “nata” da música moderna nacional tem passado por Freamunde. O ambiente no decurso do festival e em todos os locais é bem descontraído e devidamente acolhedor. Seja no Teatro da Associação de Mútuos Socorros, seja no bar Espaço A ou no Garden’s Bar.
Fazendo uma retrospectiva para citar alguns dos belo momentos vividos: em 2017 vibramos com os Keep Razors Sharp, com os First Breath After Coma, com os Paraguaii e Fugly. Foi um dos primeiros longos (3 dias) festivais que fizemos uma cobertura total e foi nele que fomos apanhados por uma calorosa recepção vinda não só da organização, mas também de todas as bandas que que em comunhão fizeram daquele ano uma experiência única.
Já no ano passado mais uma edição bem memorável com casa cheia e com um último dia repleto de momentos particularmente intensos. À segunda noite Luís Severo (a solo) foi sublime conseguindo um inicio de concerto plenamente arrebatador. Da energia pujante dos The Poppers e Killimanjaro na segunda noite. No fecho vibe altamente dançante de Moullinex em versão banda e já noite adentro pela performance entusiasta dos Pista. Estas são apenas algumas “pinceladas” do que foi o Walk & Dance 2018. Podem agora espreitar um aftermovie realizado pela Mariana para o HeadLiner:
Agora em 2019 o cartaz é novamente bastante apelativo e estamos com bastante expectativa por alguns dos concertos, especialmente de bandas cuja performance ao vivo ainda não tivemos oportunidade de apreciar. Casos de da Da Chick (sábado dia 20) ou de S. Pedro (quinta-feira dia 18).
Podemos, desde já, atestar da excelente energia ao vivo dos Gator, The Alligator (sexta-feira dia 19) e dos The Parkinsons (sexta-feira dia 19) sendo as nossas recomendações especiais. A primeira é uma banda oriunda de Barcelos emergida no decorrer do ano passado estando a dar muito boa conta de si. Os segundos são de Coimbra sendo uma das míticas bandas do punk nacional já de créditos bem firmados.
Sobre os nomes com “mais nome da praça” são imperdíveis os concertos de Filipe Sambado & Acompanhantes de Luxo (quinta-feira dia 18), os históricos Pop Dell’ Arte (sexta-feira dia 19) e ainda a banda de Barcelos Glockenwise (sábado dia 20) que irá mostrar o seu álbum ‘Plástico’ cujas reviews têm sido bastante positivas.
Há obviamente outros nomes a descobrir como o caso do vizelense West Coast Man (quarta-feira dia 17). O seu folk já foi merecedor de uma passagem por um festival já importante: caso do Festival para Gente Sentada no ano passado. Hot Air Balloon e os espanhóis Músculo! ambos no sábado dia 20 são nomes a ter em atenção.
Eis então os horários de todas as performances divididos por dias e com as devidamente indicações de onde vão tocar. Este ano são 5 os diferentes locais dos concertos, sendo que, são todas perto uma das outras podendo toda a gente deslocar-se a pé.
Resta agora deixar-vos com o cartaz oficial do Walk & Dance 2019 cuja realização acontecerá mesmo em vésperas da Páscoa e decorrerá entre quarta-feira dia 17 de abril e sábado dia 20 de abril. Tal como vem sendo habitual na véspera da Páscoa.