Às vezes me sinto tão feliz, às vezes me sinto tão triste. Às vezes me sinto feliz, mas ultimamente você tem me deixado com raiva, estou brava. É só o que você sabe fazer. E eu persisto nos seus olhos pálidos e azuis, sim eu persisto neles. Um dia pensei em você como se fosse o topo de uma montanha, o meu pico, talvez ápice seja a melhor palavra. Você era tudo, um tudo e um nada. É. Eu o possui mas não consegui mantê-lo assim. E ainda persisto nos seus olhos pálidos e azuis. Se eu pudesse fazer o mundo tão puro e estranho como eu o sinto, te colocaria em um espelho e seria na minha frente. Persisto: sim, eu persisto nos seus olhos azuis e pálidos ou pálidos e azuis. Vá! Pule a vida completa, a vida que também se vive, prenda-a em um copo, ou qualquer coisa do tipo. Baixo para você é alto, o dinheiro é exatemente como eu e você a tempo, o verbo mais usado é mentir, mas não consegue nem ao menos se levantar. Minta, mas se levante! Porque eu ainda persisto nessa cadência de olhos pálidos, azuis, pálidos. O que nós fizemos ontem foi bom: eu faria de novo - mas é claro, óbvio!. Você está casadíssimo, mas pasme! Isso só comprova que você é o meu melhor amigo. E isso é verdade e é um pecado. Mas eu persisto nos seus olhos pálidos e azuis. Verdade, mentira, verdade, não sei; Existem mais mundos entre eu e você, altos ou fundos, procure. Procure em todos, na lama, no lodo, na fé e no fogo, mas preserve-se. A barra do amor é que ele é meio ermo, a barra da morte é que ela não tem meio termo. Verdade, mentira, mentira, vida, vidinha, bandida e canalha, mas ainda existem mais corpos ou vivos ou mortos entre eu e você.