You're lovely @Devoux’s cousins
Dizem que na vida, ou você nasce com o dom de cativar as pessoas, ou você simplesmente aprende a fazer. Com Anthony acontecia a primeira opção, desde a infância ele era do tipo cativante. Fazia as garotinhas do colégio suspirarem quando ele passava, e quem sabe até as mães. Em partes a família Devoux era composta de belas pessoas, ele jamais admitiria isso em voz alta, mas o irmão mais novo era tão belo quanto ele. O mesmo poderia se dizer dos pais, tios e outros primos, menos um. Melody estava longe de se encaixar na família, ela era o que todos conheciam na infância como o patinho feio. Anthony muitas vezes se pegou perguntando, se na adolescência ela viraria um belo cisnes. Mas tal coisa também não veio a acontecer, sempre que encontrava com a outra nas reuniões de família, sentia um leve embrulho no estômago. “Como não pode ter melhorado?”, se questionava todas as vezes.
Ao longo dos anos as coisas só ficaram mais intensas. Anthony crescera, começara a ganhar dinheiro com sua imagem e de certa forma ficou mais seletivo com suas companhias. Eram poucas as vezes em que ele tinha o desprazer de encontrar com a prima, mas sempre que acontecia era um caos. Ele nunca foi muito bom em conter seus pensamentos, e nem se quer ligava se iria magoar ou não. Uma coisa é nascer sem o dom da beleza, e outra é ignorar meios para ficar bela. Ele sempre destrava Melody, e a cada vez poderia jurar que um brilho de esperança se apagava nos olhos dela. Durante muito tempo se perguntou se aquele brilho, não era a esperança de receber um elogio, um reconhecimento da parte dele. “Será?”. Se era, ele tentaria saber, e faria na próxima reunião familiar que não tardou a chegar.
No dia em questão Anthony estava o mais educado possível. Cumprimentou a todos envolta da mesa, e reservou o que tinha de melhor para Melody. Sentou-se ao lado dela, enquanto todos estavam distraídos enchendo os pratos, e simples como quem não quer nada, ou como se tivessem sido amigos a vida inteira, ele dirigiu a palavra a ela. – Parecem um bando de esfomeados, não acha? – a voz melodiosa, e calma sem demonstrações de agressividade, ou de quem iria fazê-la passar vergonha. Ele simplesmente sorria ao falar. – Como você esta Mel?












