A névoa despede-se da relva Na manhã seguinte, rogada ao pranto Encontra-se chorosa pronta para a lábia lobista O braço metálico da construtora faz-te fetiches O pó era a morte do ouro Em mistura de mito religioso A carne ainda era palpável Estirada a qualquer verme que tiver fome O toque seda sedava o amante O gosto revivido nunca visto Era tocaia animalesca de desejo Concebendo macieiras e serpentinas Corre calmo o temor pelo caule Corre como a santa que benze São Paulo Veloz como sotaque inglês não nato Camada diurna, cosmo jornada, serpentes vespertinas Cai por terra o cântico, Lamento Dionísico repetido Afinal, o plano físico ainda que há um palmo Palpitava entranhas cosmopolitas de outros cômodos No ronco do entrave o pulmão se desfaz A veia entupida dita cúpidos Para o resgate de seu amor, antes romance do que alívio Já vais tarde, diz pertencer-se ao berço dócil, mas nada fez ao sonho Métrica bélica, beirando murais do horário nobre Por escárnios à odes de propagandistas Latrina em versos realismos, lamparina em pupilas de Netuno Olhar profundo afrodisíaco ao disparate que ainda não veio, caso à Freud... Vosso cordão enferrujará, enquanto vitrais relinchavam Em sintonias risíveis, contudo, seria um clamor à beleza Beleza essa de líderes espirituais tramados como teus deuses de terno Fariam fila indiana cristã e punham-se em ordem meritocrata para salvar-te o que restara da alma...
Noite Estéril, Pierrot Ruivo
















