Lionel Messi não nasceu no estrelato.
Ao contrário.
Tudo conspirava contra seu sonho de jogar futebol.
Quando criança, ele sofreu com problemas hormonais que atrapalhavam seu crescimento - doença que atinge 1 a cada 20 mil pessoas. Para superar isso, precisou passar por um tratamento longo, caro e doloroso. Toda noite aplicava injeções nas próprias pernas. Foram cerca de 2 mil agulhadas.
Aos 8 anos, foi diagnosticado com Síndrome de Asperger (um tipo brando de autismo). Curiosamente, essa doença é conhecida como "fábrica de gênios", exatamente o que Messi se tornou. Autistas sentem necessidade de criar e repetir padrões. Messi fez de seus lances, dribles e gols um "padrão", usando a doença a seu favor.
O resultado dessa luta vocês já conhecem:
8x campeão de La Liga;
7x campeão da Supercopa da Espanha;
5x campeão da Copa del Rey;
4 Champions League;
3 Supercopas da Europa;
3x Campeão Mundial;
Ouro Olímpico pela Seleção Argentina (2008).
Maior artilheiro do "Él Clasico" (26 gols);
Jogador que fez mais gols em um ano (91 em 2012);
Maior artilheiro da Seleção Argentina (61 gols);
Eleito 5x o Melhor Jogador do Mundo (2009, 2010, 2011, 2012, 2015).
Você não precisa GOSTAR de Messi, mas é IMPOSSÍVEL não reconhecer que ele é um dos maiores futebolistas que esse planeta já viu.
Falando por mim, considero uma honra ser parte da geração que pôde acompanhar esse gênio em campo. Há o futebol "Antes de Messi" e "Depois de Messi", tenho certeza que o primeiro era um pouco menos mágico. Por isso, tenho medo de imaginar o mundo "Depois do Depois de Messi".
Hoje esse craque completa 31 anos: 31 anos de falhas, críticas e superações. 31 anos se provando de novo e de novo. 31 anos de pura magia, talento, conquistas e recordes quebrados. 31 anos fazendo brasileiros simpatizarem com a Argentina (rs).
E que muitos outros anos venham pela frente, pois Lionel Messi não terminou de escrever a sua história...