Ninguém vive sozinho.
Carência, saudade, dengo, chamego, abraço, atenção, importância, cafuné, tudo isso a gente precisa.
Então sou totalmente dependente de alguém? Ninguém vive sozinho, é verdade.
Não deixe de se tocar; conheça seu corpo, cada parte, até as que não gosta. Crie novos olhares, mostre-se pras pessoas, não seja conservador, não conserve seu sorriso, seu olhar, a expressão que sua sobrancelha faz ao se interessar por algo, bote a mão em seu coração, sinta a batida dele, esfregue-se sobre suas mãos, se dê.
Faça o que gosta, ande de bicicleta, leia um livro, assista um filme/série, tire fotos, arrume seu cabelo, leia um artigo, escreva, vá a praia, converse contigo mesmo, qual são seus sonhos? Está faltando algo? Será preciso trocar de lugar essa mesa? Esse porta-retrato, troque as fotos, escute uma música que te alegre, vá ao teatro, palestras, bibliotecas, museus, sua cidade é rica em histórias que você poderia está contando agora, conhecimento nunca é muito.
Corre, vá se despir de dependência, levanta a cabeça e se ame. Não dependa, não peça, se pedir agradeça. Ajude, se ajudar não renegue. Plante uma muda, use menos água, separe o lixo, separe aquele sentimento de insuficiência ele não é recicla, recicla aquela mala cheia de decepção e não erre outra vez.
Quero ter uma casa, barraco, canto, cafofo que fofo. Com alguém? Com quem? Se doar pra que? Se pode fazer os dois? E se os dois caírem, eu acabei ficando ao chão. Mas eu me doei, exatamente.
Mais uma vez, não seja carente, saudoso, dengoso, cheio de chamego, atencioso, dê importância, faça cafuné. Não seja você, por alguém que não te valoriza e mesmo que sim, não torne isso o pico da sua vida, afinal, já disse tudo: sua vida não é a vida da outra pessoa, ninguém é igual. Você é mesmo de 3 anos atrás?










