Olho as páginas escritas nos meus cadernos e vejo um ou outro poema sobre o amor. Sobre você. E de repente, algumas memórias que estavam até um pouco tempo atrás adormecidas voltam a despertar e a me assustar. Pois, a partir delas, consigo perceber que gosto de você há mais tempo do que o meu corpo, a minha cabeça e os meus sentimentos conseguiam calcular. E isso me dá medo. Me dá medo em saber que até hoje eu não consegui encontrar uma maneira de te dizer. E o que eu sinto por você fica dormente em mim porque às vezes eu prefiro fingir que está tudo bem e dizer que o amor não é para mim. Talvez não seja. Talvez você não sinta nada por mim. Mas não consigo mais esconder essa parte linda, frágil e assustada que há em mim… essa que gosta de ti.
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