Sexy...
Ele ficava tão bem vestido naquelas roupas pretas. A forma como o tecido se ajustava de maneira elegante ao seu corpo fazia a moça ter dificuldade em se concentrar.
A água morna da banheira em contato com sua pele a deixava relaxada, ela subiu a mão pela sua barriga e tocou seu seio esquerdo lentamente, aquela sensação era boa. Um pequeno gemido escapou por seus lábios, ela continuou com a carícia, sentiu seus batimentos cardíacos aumentarem. Abriu um pouco mais as pernas e desceu a mão até que tocou gentilmente seu ponto de prazer. Lentamente começou a mexer seus dedos em círculos, imaginou Sebastian tirando sua luva lentamente com os dentes e tocando-a daquela forma. Deixou escapar um outro gemido, mais alto dessa vez.
— Que diabos eu estou fazendo... — ela piscou algumas vezes e respirou fundo. — Se ele me visse dessa forma, droga!
Tão perigoso...
— O que eu não devia ver, senhora? — Sebastian entrou no banheiro, segurando um roupão branco para tirar (s/n) da banheira.
— Não é da sua conta, Sebastian! — ela desviou o olhar e corou violentamente, se ele tivesse chegado a uns segundos atrás ela estaria em uma enorme saia justa.
— Seus dedos já devem estar enrugados, está na hora do peixinho sair do aquário. — ele sorriu gentilmente e abriu o roupão para que ela vestisse. (s/n) se levantou e colocou os braços no roupão, então se virou e Sebastian amarrou a faixa.
Ela olhou para suas mãos, estavam murchas pelo tempo que havia passado na água. Tentou afastar os pensamentos ruins (?) da mente e foi para seu quarto. Todos os dias Sebastian ajudava-a com o banho e depois a se vestir, mas hoje, ela preferiu fazer isso sozinha.
— Tem certeza, senhorita? — ele perguntou.
— Absoluta. — ela corou violentamente.
— Aconteceu alguma que eu não estou ciente? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Não. — ela desviou o olhar. Ela sabia que sua senhora estava mentindo, o demônio podia ler cada reação de seu corpo, um brilho voraz surgiu em suas íris carmesim. — Me dê licença, sim? — ela pediu.
— Sim, senhora. — ele assentiu e saiu do quarto. (s/n) vestiu suas roupas e penteou seu cabelo, estava perdendo a prática em fazer isso.
Tão sedutor...
Noite passada foi uma enorme dificuldade para (s/n) dormir, cada vez que ela fechava os olhos, tinha pensamentos impróprios com seu mordomo, na verdade, não só quando fechava os olhos, quando estava perto dele tinha que se controlar para não enlouquecer.
(s/n) viu a luz do sol através das cortinas, mas não saiu da cama. Desceu as mãos até sua intimidade e pôs a mão em seu ponto sensível, massageou lentamente como fez no dia anterior. Mordeu um pedaço do lençol para abafar os gemidos que tentavam escapar.
— Sebastian... — gemeu baixinho.
Ouviu a porta de seu quarto abrir e se assustou, parou o que estava fazendo e tentou se recompor. Suas bochechas arderam em vermelho quando viu o rosto de seu mordomo.
— Senhorita... — ele tirou a expressão seria do rosto e deixou um leve sorriso aparecer.
— S-Sebastian? — ela gaguejou, respirando fundo.
— Você me chamou. — ele respondeu.
— Não, eu não... — ela se lembrou do que estava fazendo. Droga! Ela odiava sua vida.
— Eu lhe ouvi, senhora. — ele se aproximou da cama, (s/n) rapidamente se sentou. — E também sei que tem sido uma garota muito, muito má. — ele sorriu maliciosamente.
— Eu não sei sobre o que você está falando.
— Sem joguinhos, senhora. — ele passou a língua lentamente pelo lábio inferior. — Vamos falar sobre ontem na banheira ou sobre agora pouco?
Seu rosto ganhou um tom de vermelho brilhante, mas o que ela poderia esperar? Ele era um demônio, é claro que ia notar.
— E o que você me diz sobre isso, Sebastian? — ela olhou em seus olhos vermelhos.
— Se tem alguma coisa que gostaria que eu fizesse, era só me pedir. — ele sorriu.
Seu coração bateu acelerado com a possibilidade de te-lo em sua cama, mas (s/n) respirou fundo e se levantou.
— Vamos fingir que não aconteceu nada, tudo bem? — ela abriu o armário para pegar suas roupas.
— Sim, senhora. — ele assentiu, um leve sorriso brincava no canto de seus lábios. — Vou terminar seu café da manhã. — ele saiu do quarto e fechou a porta gentilmente.
Irresistível...
— Senhorita, isso deveria ser um dó e não um si. — ouviu a voz de seu exigente professor.
— Isso é difícil. — ela reclamou.
— Por favor... — ele a tocou com o arco do violino. — Faça um dó desta vez.
— Meus dedos são curtos. — ela lembrou-lhe.
— Não tem a ver com o tamanho dos dedos, — ele pegou seu próprio violino e tocou a nota perfeitamente. — tem a ver com flexibilidade. — ele sorriu.
— Eu gostaria de testar essa sua habilidade com as mãos dentro do quarto. — ela murmurou, perdendo por alguns segundos a noção do que estava dizendo.
Sebastian deixou violino e olhou-a com seus olhos vermelhos, que agora tinham um brilho rosado. Minha senhora é uma garota muito, muito levada.
— Então vamos, senhorita. — ele segurou sua mão e a levou até o quarto, trancou a porta e encarou (s/n).
— O que é isso, Sebastian? — ela perguntou, quando ele começou de maneira lenta a desabotoar seu blazer.
— Quer que eu pare? — ele sorriu, jogando a roupa no chão, então afrouxou a gravata e começou a desabotoar a blusa branca.
— N-não. — ela gaguejou, sem tirar os olhos de Sebastian.
— Agora... — ele avançou em sua direção. — Vai tirar suas roupas ou prefere que eu tire? — ele segurou seu queixo com a mão ainda coberta pela luva. Aproximou os lábios dos dela, então suavemente a beijou, as mãos dela entrelaçaram nos cabelos de seda negra puxando-o para mais perto.
Sebastian a guiou até a cama e deitou-a sobre a mesma.
— Então prefere que eu tire. — ele concluiu, com um sorriso malicioso nos lábios. Começou a despir a moça lentamente, e isso a irritava.
— Não me torture, idiota. — ela murmurou.
— Calma, senhorita. — ele levantou seu vestido e tirou sua roupa íntima, e com os dentes retirou sua luva. — Vamos continuar de onde você parou. — ele tocou-a da mesma forma que ela havia feito, só que com mais habilidade nos dedos que a moça.
Os olhos dele brilhavam com intensidade, o desejo estampado em seus belas feições, (s/n) podia ser só uma simples humana, mas fazia Sebastian rugir por ela.