Mijikanamonogatari, the Monogatari Series short story compilation book, will be releasing on 9/11!
It'll include 38 short stories, 32 older short stories previously published elsewhere and 6 newly written ones

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Mijikanamonogatari, the Monogatari Series short story compilation book, will be releasing on 9/11!
It'll include 38 short stories, 32 older short stories previously published elsewhere and 6 newly written ones
Mijikanamonogatari cover reveal! It’s the monogatari short story collection (yes nisio is doing this now), some old some new.
It’s best elaborated by maxdefolsh on Reddit but to summarize, most short stories nisio has written for monogatari have been placed in this book, some odd choices are missing (like doushite some zoku content etc) but it’s a good way to have a collection
Also 6 new stories
Yotsugi Snow Dome, Ougi Road Movie, Sodachi Penalty, Shinobu Tonight, Nadeko Past, and Shinobu Future.
Here is the link to the Reddit post where I received said info https://www.reddit.com/r/araragi/s/z7JbLrfKFd https://www.reddit.com/r/araragi/s/o5kfOmxNaQ
Reddit - Dive into anything
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Hold on wait Polaris translated the short stories and just released them
Mijikanamonogatari is out, so I went and translated the foreword and the four new short short stories. (The other stories in the compilation
Nisio does lightly tease tsugimono in the afterword saying “I wonder who the protagonist will be?”
Posfácio. MIJIKANAMONOGATARI
Conto: Afterwork— Mijikanamonogatari Fonte: Polaris Translations Tradução: Kiilo — Monogatari BR
As trinta e três histórias compiladas neste livro são uma coleção de composições muito curtas, chamadas de "contos curtos", que tive o privilégio de escrever em diversos contextos relacionados à adaptação para anime da série de romances que começa com "Hitagi Caranguejo", conhecida como a " Monogatari Series". São trocas mais despreocupadas da história principal, com ênfase maior em conversas triviais e eventos banais entre personagens individuais. Embora o anime de Monogatari Series tenha chegado a uma conclusão com "Zoku Owarimonogatari" em 2018, ele foi reiniciado na forma de Off & Monster Season. Por isso, achei que seria uma boa oportunidade para reunir todos os contos curtos até "Mayoi Welcome", que serve como prelúdio para o primeiro volume da Monster Season, "Shinobumonogatari". A primeira história, "Hitagi Bufê", é um conto curto escrito há quase quinze anos, o que faz com que ele dê a volta na nostalgia e pareça algo novo. Ao compilar essas histórias, considerei reorganizá-las de várias maneiras, como ordená-las cronologicamente ou agrupá-las por personagem, mas, no final, decidi compilá-las na ordem em que foram escritas. O conteúdo também permanece basicamente o mesmo de quando foi escrito. É difícil não considerar as circunstâncias da publicação de cada história, mas suponho que experimentar a passagem do tempo também faça parte das novels. Ou talvez, não seja exagero dizer que você pode observar o progresso feito ao escrever um mundo que fica entre o animê de Monogatari e os romances originais. Se quiser, aproveite as histórias comparando-as com a lista de primeiras publicações no final deste livro. Aliás, tive o privilégio de escrever mais contos curtos para cada edição especial do mangá de "Bakemonogatari" (todos os vinte e dois volumes!), e imagino que continuarei a escrevê-los de alguma forma no futuro. Mesmo neste volume, há quatro novas histórias, "Yotsugi Domo de Neve", "Ougi Filme de Estrada", "Sodachi Penalidade" e "Shinobu Esta Noite", escritas com a intenção de voltar às origens. Respectivamente, as histórias apresentam Araragi-kun durante seu tempo no Colégio Naoetsu, Araragi-kun após a graduação, Araragi-kun durante seu tempo na Universidade Manase e Araragi-kun depois de se tornar um adulto trabalhando. Além disso, "Nadeko Passado" e "Shinobu Futuro" foram duas histórias escritas para a produção do tema de encerramento da Off & Monster Season. Só por isso, minha gratidão e apreço não conhecem limites, mas não seria exagero dizer que a escrita dessas duas histórias foi o catalisador para a publicação deste livro, o que torna minha gratidão e apreço ainda mais infinitos. Na capa, Yotsugi Ononoki aparece mais uma vez, desenhada por VOFAN-san, inspirado por essas duas histórias. Em algum momento, essa garota acabou se tornando uma personagem indispensável para a série Monogatari também. Muito obrigado! E assim, para poder continuar com os contos curtos, eu realmente gostaria de escrever a próxima parte da série principal, o segundo volume da Family Season, "Tsugimonogatari". Eu me pergunto, quem será o protagonista?
NADEKO PASSADO
Conto: Nadeko Past — Mijikanamonogatari Fonte: Polaris Translations Tradução: Kiilo — Monogatari BR
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"De alguma forma, não consigo me livrar da sensação de que estou constantemente em batalha com meu eu do passado. Como um fantasma que já morreu há muito tempo, que eu não posso tocar e nem mesmo quero tocar... Um eu do passado completamente transparente em seu ser."
Foi o que Sengoku Nadeko disse, deitada de costas em um sofá com as mãos entrelaçadas sobre o estômago — não que ela tivesse se deitado de forma desleixada no sofá, mas sim que o sofá havia sido projetado com a suposição de que seria usado nessa posição. Eu, Yotsugi Ononoki, estava ao lado daquele sofá, ou talvez ao lado daquela Nadeko Sengoku, sentada em uma cadeira giratória e fazendo anotações em uma prancheta com um gráfico.
Em outras palavras, estávamos brincando de fazer uma sessão de terapia de faz de conta. Como Nadeko Sengoku era um alvo de observação, eu poderia dizer que era natural, como especialista, conduzir uma entrevista com ela, mas se fosse realmente algo natural, então não haveria necessidade de eu dizer isso.
"Seu eu do passado. Você está se referindo aos episódios em que você foi uma idiota?"
"Não me chame de idiota. E além disso, não é como se eu fosse tão inteligente assim agora. Se for para dizer algo, sinto que estou ficando mais burra desde que parei de ir à escola."
"A escola não é um lugar para te deixar mais inteligente, sabia?"
"Ouvindo isso, eu me sinto ainda mais uma..."
"Escola é um lugar para melhorar a sua vida."
"Absolutamente horrível."
Pensando bem, eu era uma monstruosidade sem emoções. Não havia trabalho neste mundo que fosse mais inadequado para mim do que a terapia. E talvez até mesmo no outro mundo.
Os corações dos humanos estavam envoltos em trevas para mim.
Embora isso possa ser verdade para qualquer um.
"Basicamente, você está dizendo que sente que está sendo comparada à versão de você com franja longa, em que era fofa e mimada, e isso se tornou um complexo para você?"
"Então você entende, afinal!"
"Não importa o quanto você se esforce, não importa o quanto se dedique, não importa o quanto se empenhe para mudar a si mesma, você sente que nunca será capaz de superar a versão de você que foi completamente mimada apenas por estar lá, sem ter que fazer nada. É isso que você está dizendo, certo?"
"Não, eu não queria ir tão longe, e depois de ouvir você, na verdade, isso me faz querer proteger meu eu passageiro do passado, em vez disso. Estou plenamente ciente de que aquela versão de mim mesma estava desesperada à sua maneira, entende?"
"Isso foi quando você não se referia a si mesma de forma pretensiosa com 'eu', e em vez disso, ficava gritando seu próprio nome constantemente, certo?"
"Eu não falava toda hora."
Hm, Hng, gemeu Nadeko Sengoku no sofá — como se estivesse gemendo em seu sono por causa de um pesadelo. Poderia ser que ela estivesse tentando confrontar as difíceis memórias de seu passado, como se estivesse passando por uma hipnose regressiva? [1]
Em vez de difíceis, acho que eram memórias dolorosas.
Não que eu soubesse o que era dor.
"Embora eu possa ser facilmente influenciada pelo que está ao meu redor, sou, em última análise, um cadáver que, fundamentalmente, não experimenta mudanças, então seus sentimentos são difíceis de entender. Mas não é realmente algo ruim confrontar seu próprio passado dessa maneira, certo?"
"Não é confrontar meu próprio passado, mas confrontar meu eu do passado que é tão tediosa." [2]
"Que tipo de retórica é essa?"
"Chamar ela de fantasma pode ter sido exagero, mas, basicamente, nenhuma parte do meu eu do passado existe mais dentro de mim. E ainda assim, da perspectiva de quem está ao meu redor, é como se aquela versão de mim ainda estivesse firmemente presente. É como se eu fosse a transparente, e eles estivessem me vendo e olhando para a versão de mim que estava no início."
Uma imagem mental dela que se tornou fixa.
Essa era, essencialmente, a imutabilidade das aparições monstruosas — eu nunca tinha ouvido falar de um vampiro cujo status mudasse dependendo do dia.
Ou, suponho, dependendo de qual noite fosse.
Embora eu suponha que a condição deles pudesse mudar se fosse lua cheia ou lua nova. Por outro lado, se eles fossem vulneráveis ao sol, fazia mais sentido que a lua cheia fosse mais difícil para eles do que a lua nova.
"Entretanto, é da natureza humana buscar constância em um sujeito. O ato de desassociar seu eu do passado de seu eu do presente, quando visto de fora, é frequentemente chamado de 'sair de personagem'."
"Você está me dizendo que eu não deveria crescer?"
"Claro que não. Do meu ponto de vista, envelhecer é algo a ser invejado."
Eu não queria mentir, mas essa não era exatamente a verdade. Porque "inveja" era uma emoção que eu não possuía. "Inveja" poderia estar ligada ao sentimento de "eu quero ser assim", e, portanto, estava próxima de um desejo de mudança.
Não havia como eu ter algo assim.
Eu não era uma garota mágica, afinal.
"Mesmo assim, você não diria que prefere seu amado Koyomi-onii-chan como ele era no passado? Que ele sempre fosse a mesma pessoa?"
Embora eu pudesse dizer que esse desejo se tornara realidade, ironicamente. Depois de ter se transformado parcialmente em um vampiro, aquele cara conseguiu manter uma constância que não condiz com a humanidade — na verdade, é minha opinião como especialista que isso está diretamente ligado à sua obstinação incompreensível, e isso produziu o efeito colateral problemático de ele não conseguir mudar seu ponto de vista.
"Eu não sei. Pelo menos, quando nos encontramos de novo, eu acho que queria que ele visse o quanto eu havia crescido.”
"No entanto, tudo o que aquele cabeçudo conseguiu ver foi, em última análise, a versão de você do fundamental. Seus sentimentos românticos eram uma coisa, mas ele falhou em notar sua inveja e fúria, sua preguiça e astúcia, todas aquelas emoções desagradáveis que são naturais de se ter."
Bom, se houvesse uma pequena coisa com a qual eu pudesse me simpatizar com o demô-maninho, seria que ele era bastante difícil mudar a primeira impressão que se tem de álguem. Não importava o que ela fizesse, Nadeko Sengoku nunca poderia ser mais do que "a amiga da irmã" para o demô-maminho — era difícil mudar essa imagem mental uma vez que ela se estabeleceu. Era como abrir um selo de segurança: ainda deixaria vestígios no rótulo.
"Isso é verdade. Não estou tentando desdizer o que eu disse, mas houve uma época em que eu realmente enfatizava mais do que o necessário essa parte do meu eu do passado na frente daquele cara. Ou, tipo, eu deixava isso me dominar —"
"Neste caso, se a questão é saber se você teria conseguido cativar aquele cabeçudo se deixasse seus pensamentos obscuros virem à tona, então provavelmente isso não teria sido possível. Basicamente, eu acho que, ao permitir que o passado te dominasse, ao encenar seu eu mais jovem, você realmente se beneficiou."
“Entendo o que você quer dizer. Mas não é errado me beneficiar da minha glória passada? Isso não faz parecer que meu eu atual está se sustentando no meu eu do passado?”
"Sentir-se possuída é uma coisa, mas sentir-se sustentada pode ser bem difícil. Mas esse tipo de complexo de inferioridade vem do fato de que você não conseguiu superar seu eu do passado, certo? É verdade que a sensação de 'as coisas eram melhores naquela época' é geralmente apenas uma interpretação errônea tingida pela nostalgia, mas não é necessariamente o caso de que uma renovação ou um aprimoramento sempre será um vetor apontando em uma direção melhor. Há coisas assim para você também, certo? Como mangás que você gostava no início, mesmo antes da arte melhorar."
"Tem, sim."
Nadeko Sengoku olhou para o céu — ou assim eu diria, exceto que ela estava deitada de costas desde o começo.
"Eu odeio quando isso acontece comigo, mas estou fazendo a mesma coisa com os mestres que eu tanto respeito, né? Pensando assim, não sou muito decente, sou? Como estou agora. A maneira como meu eu do passado lia mangás era muito mais fofa. Ela conseguia aproveitar os mangás, apenas por serem mangás."
"Além disso, tem vezes em que um romance de sete anos é adaptado para anime em vez de qualquer outra obra mais nova, certo?"
"Você não deveria dizer isso."
"Você quer voltar para o passado?"
“O quê?”
"Se você pudesse voltar a ser seu eu do passado, você faria isso? Nunca se sabe, mas eu poderia ter esse tipo de poder."
Não tenho.
Um poder que poderia voltar no tempo — a antiga Heartunderblade havia usado isso para viajar no tempo, mas, pelo que eu sei, isso era um pouco mais do que só transportar o seu eu para o passado.
"É como aquele teste psicológico, se você pudesse refazer sua vida, com que idade gostaria de começar? Você diria que atingiu seu auge no segundo ano do ensino fundamental e escolheria esse período, ou escolheria seu segundo ano do ensino médio? Você gostaria de voltar até sua vida passada antes de nascer? Ou preferiria nem ter nascido?"
"Essa é uma pergunta difícil. Que filosófica."
"É apenas conversa fiada. Além disso, a maioria das pessoas atinge seu auge no segundo ano do fundamental."
"Em vez de voltar, eu desejo pular para frente no tempo. Para cerca de quarenta anos. Uma idade em que não haveria nada de novo na vida."
"Mas sempre tem coisas novas. E claro que haveria para alguém na casa dos quarenta. Há coisas novas até mesmo para uma tsukumogami de um cadáver de cem anos. Bom, pode não haver nada novo para uma vampira de seiscentos anos."
"Então, eu gostaria de pular para os seiscentos anos."
"Mas, uma vez que você tiver seiscentos anos, não vai acabar pensando, 'As coisas eram melhores quando eu tinha quinze, eu brilhava tanto naquela época'?"
“Hmm.”
Eu tinha dito isso como uma piada, mas Sengoku moveu as mãos que estavam unidas em seu estômago para uma posição de braços cruzados.
"Do ponto de vista do meu eu futuro, meu eu presente e meu eu passado parecem um grande emaranhado, não é?"
Ela disse.
"Mesmo que eu sinta que mudei, eu acabarei sendo a mesma. Embora eu ache que cresci ao passar por algo grande, isso acabaria se nivelando com o que veio antes e o que vai vir depois, não é?"
Meu eu do passado não é um inimigo.
É mais como um espelho, que reflete a luz com atraso.
Parece que ela chegou às suas próprias conclusões, mas não estava tão longe da verdade — afinal, um espelho é uma ferramenta indispensável para se maquiar, escovar os dentes ou arrumar a própria aparência.
Sem ele, você não poderia mudar seu presente.
Enquanto você pensar em querer mudar o passado, não conseguirá crescer. O que você deve mudar é o seu eu presente.
Se você quiser mudar.
Se você está com a impressão de que está em conflito, então seu objetivo não deve ser a vitória, mas a reconciliação.
"Em outras palavras, o fato de você sentir que seu eu passado é como um fantasma é um sinal de que seu eu presente conseguiu mudar. Seja para o melhor ou pior."
"Não é bom ter mudado para pior, certo?"
"Está tudo bem, mesmo que você tenha mudado para pior."
Mesmo que o barato saia caro, mesmo que você receba o que pague. [3]
Em vez de um passado que precisa de processamento, esse é um sinal de que o presente está vivo e bem.
[1] 唸る (unaru) e 魘される (unasareru). Ambos significam "gemer" ou "murmurar", mas o último é geralmente usado apenas no contexto de gritar durante o sono. [2] É um pouco difícil de expressar isso de forma natural. Aqui, Nadeko compara 自分の過去 (jibun no kako), "o passado de mim mesma", com 過去の自分 (kako no jibun), "meu eu do passado". [3] Uma modificação de 安かろう悪かろう (yasukarou warukarou), que significa literalmente "quanto mais barato, pior". A frase é usada no sentido de "você recebe o que paga". [4] 過去 (kako) significa "passado", enquanto 加工 (kakou) significa "processamento". E 現在 (genzai) significa "presente", e 健在 (kenzai) significa "vivo e bem".
SHINOBU FUTURO
Conto: Shinobu Future — Mijikanamonogatari Fonte: Polaris Translations Tradução: Kiilo — Monogatari BR
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“Tenho tido a sensação de que não há esperança para mim no futuro, mesmo que eu continue a viver por mais tempo. Não é o caso de que nunca mais haverá momentos brilhantes e maravilhosos para acontecerem na minha vida?”
A antiga Kissshot Acerolaorion Heartunderblade — a ex-vampira de sangue de ferro, ex-sangue quente, ex-sangue frio, a quem o demô-maninho se referia como Shinobu Oshino — expressou suas preocupações para mim enquanto deitada de bruços no sofá.
Calma aí, você já não deveria ter superado isso?
Essas preocupações insignificantes.
“Para começar, não seria uma ‘vida’, seria? Seus seiscentos anos não foram passados em vida como humana, mas em morte como um monstro.” [1]
“De quem você está dizendo que passou seiscentos anos em morte como um monstro?”
Bem, é verdade que fui morta, de certa forma.
Pelo meu mestre.
Foi o que a antiga Heartunderblade disse.
Em outras palavras, o tempo que ela passou em morte como um monstro era o que a mantinha viva, o que era um pouco irônico.
“Ah, essas coisas realmente exigem sessões regulares de terapia, afinal. No fim, sempre há a chance de recuperação.”
“Parece mesmo que estou ouvindo as divagações de uma velha madame. É como algo que eu preferiria ouvir enquanto sentada na varanda, não em uma sala de terapia. Bem, é verdade que se você viveu por seiscentos anos, provavelmente já experimentou a maioria das coisas que podem acontecer —”
No entanto, o avanço da tecnologia não era algo que causava constante surpresa? Lâmpadas, televisão, celulares — e espaçonaves.
O mesmo se aplica às armas.
Descobertas impressionantes, que transformavam a história até aquele ponto em mero passado, surgiam regularmente — certamente foi assim durante o século em que estive viva (ou melhor, morta).
Um futuro deslumbrante.
E um futuro vertiginoso.
“Lembre-se, antiga Heartunderblade. Mesmo que você tente parecer que sabe tudo o que há para saber, você ficou bastante surpresa com a invenção do papel, não ficou?”
“Eu não vivi uma vida tão longa. No entanto, embora você possa ser apenas um simples pintinho do meu ponto de vista, eu suponho que você ainda seja uma monstruosidade imortal. Eu estava certa em falar com você sobre isso.”
“Se é assim que você vai me elogiar, então não posso deixar de pensar que, sim, você realmente envelheceu.”
“Oh, cale a boca. Mas veja, boneca morta. A verdade é que eu me acostumei demais com essa produção de singularidades que ocorre regularmente. Uma grande nova invenção que virará o mundo de cabeça para baixo? Para mim, é apenas um acontecimento comum. É fácil para mim classificá-la pensando, ‘Ah, sim, então se enquadra nesse padrão.’”
“Não é como se você fosse a responsável por todas essas grandes novas invenções.”
Talvez fosse como se o que é universal fosse imutável. [2]
“Voltando assunto, isso pode significar que a incapacidade de sentir a mudança levou à incapacidade de sentir o futuro. Bom, não importa quão grande fosse uma invenção, para você, isso poderia não ser mais do que uma continuação da cadeia ininterrupta da história. Na verdade, seria impossível encontrar algo verdadeiramente novo — não importa o quanto você o polisse.”
“Não importa o quanto brilhasse. Ou cintilasse.”
“Ao mesmo tempo, não é que o futuro não esteja mudando, mas você mesmo? Se você for tão sem brilho quanto é, e não tentar se polir, então, é claro, o futuro também não acabará polido.”
“De fato!”
“Hmm, é um pouco incômodo você realmente se convencer disso.”
“Não estava tentando ser emocionalmente comovente ou algo assim.”
“Sério, você ficou fofa.”
“Viver uma vida longa também significa aprender a evitar atritos. Mas parece que, como resultado, eu esqueci como me polir.”
“Bem, no passado, era mais como se a sua existência fosse o próprio arquivo. Além disso, ‘atrito’ e ‘polimento’ usam kanji diferentes.” [3]
“Você pode escrevê-los usando o mesmo kanji. Diferente de você, eu vivi uma vida longa, e é por isso que eu sei disso.” [4]
“Mesmo quando acho que mudei, acabo repetindo as mesmas coisas de novo, ao que parece. Como dizem, ‘a alma de uma criança de três anos é a mesma aos seiscentos anos’.” [5]
“Mais do que uma regressão, uma ressurreição do passado. Depois de seiscentos anos, pode ser difícil saber se você se acostumou com novos estímulos, ou se seus sentidos se tornaram menos sensíveis a novos estímulos. Embora eu tenha certeza de que há plantas que viveram mais do que você. Como cedros de mil anos.”
Falando nisso, o demô-maninho, que foi servo da antiga Heartunderblade, uma vez falou sobre querer virar uma planta. Com os anos de adolescência sendo preenchidos com novas surpresas e descobertas todos os dias, isso soava como algo que um adolescente diria — um adolescente que foi forçado a passar por mudanças, quisesse ele ou não.
Pode parecer uma declaração iluminada, mas também pode ser vista como uma confissão de um ser delicado demais para suportar estímulos.
“Também é possível que você esteja apenas com medo de entrar em pânico e, por isso, esteja se refugiando em sua própria concha. Afinal, se você está determinada a mudar o futuro, então você está livre para mudá-lo o quanto quiser. Pelo menos, para o pior.”
“De que serve mudar para o pior?”
“Não tem problema, mesmo que seja para o pior.”
Hm?
Já não tínhamos chegado à mesma conclusão, mas com outra pessoa?
Mesmo que devêssemos estar falando sobre algo completamente diferente.
“Mesmo para alguém como você, que foi adorada como uma deusa e viveu no Polo Sul, ainda deve haver muitas coisas que você não experimentou. Você já leu todos os livros que foram escritos neste mundo?”
“Não importa qual livro eu leia, para mim, todos são iguais.”
“Que grande besteira.”
Bem, era verdade que, quando a quantidade de livros é tão vasta, essa vastidão acabaria nivelando tudo. Se você tivesse um aglomerado de pedras preciosas e pedras comuns, as joias e as velharias acabariam se misturando e sendo vistas da mesma maneira.
Em resumo, era porque o tamanho da amostra era muito grande.
“Nesse caso, e esse pode ser um argumento diferente do anterior sobre novas invenções, se o que você vê, ouve e saboreia parece tudo igual para você, isso não seria, em última análise, porque você na verdade não conhece essas coisas tão bem? Aparentemente, para aqueles que se especializam no campo, é possível diferenciar cada um de cem peixinhos dourados.”
Os jovens podem ver todas as apresentações tradicionais como iguais, e os idosos podem tratar todas as subculturas como semelhantes.
“Se por acaso você reencontrar um velho amigo depois de muito tempo e ele disser: ‘Você não mudou nada’, isso não é porque você realmente não mudou. Pode apenas significar um distanciamento, onde seu amigo simplesmente não sabe o quanto você mudou nesse meio tempo. Bom, não que você tenha amigos.”
“Cale-se. Eu tenho amigos.”
“Oh? Que intrigante.”
“Isso é o que você é.”
“Esse futuro estava completamente além das minhas expectativas. Considerando que você uma vez esteve perto de me matar.”
Certamente, nunca esperei que o futuro envolvesse uma sessão de terapia sobre as preocupações insignificantes da Rei das Monstruosidades, esticada no sofá.
Como ela disse, eu vivi apenas um sexto da expectativa de vida da antiga Heartunderblade, mas isso ainda era um período relativamente longo — portanto, eu podia garantir que o futuro não era certo.
Por outro lado, como especialista em monstruosidades imortais, não podia negar que era apenas uma variação pacífica do jeito que as coisas deveriam ser.
Era, afinal, apenas uma maneira de falar.
Um consolo explicativo.
“Porque as coisas continuam a se sofisticar, aquela experiência mental onde o futuro parece mais entediante do que o passado pode realmente se tornar realidade.”
“Mm? O que você quer dizer? Você está se referindo ao fato de que algo pode ser polido tanto que não pode ser mais reduzido?”
“Em termos literários, os livros do passado costumavam ser bem desorganizados, não é? Segundo Nadeko Sengoku, isso era uma coisa boa, mas livros antigos nem sequer tinham uma composição ou desenvolvimento adequados de história, ou mesmo qualquer distinção entre gêneros. Comparado a isso, os livros atuais seguem um formato muito refinado.”
“Quem diabos é Nadeko Sengoku?”
“Nooossa.”
“Não deveria ser ‘Nadeshiko’?” [6]
“Que reação nova. Chega a parecer fresca.”
“E, no momento em que um novo formato se estabelece, isso não acaba colocando o futuro em seu devido lugar?”
“Como o padrão 5-7-5-7-7, que é considerado o epítome do refinamento? Bom, até mesmo as guerras costumavam ser bastante rudimentares no passado. Eles brandiam armas cegas enquanto berravam gritos de batalha. Hoje em dia, você pode controlar um drone graciosamente de uma sala com ar-condicionado e atacar com total segurança.”
“Ainda é bastante rudimentar, não? É isso que eu tenho dito. Mesmo que tenha sido refinado, a essência disso não mudou.”
“Quando algo é presumido como vampirismo, mas na verdade se revela ser raiva, isso também é uma forma de refinamento, ou suavização. Se você está ciente da emocionante e angustiante era em que o mundo estava cheio de espíritos malignos impossíveis de entender, o presente dominado por padrões de conformidade parece muito mais sem valor, não parece? Que pena.”
“Não diga quaisquer coisas para depois demonstrar pena. Além disso, se você for mencionar padrões de conformidade, então não é o passado ou o futuro que vai passar por refinamento, mas eu mesmo.”
“Nesse caso, eu também não estou exatamente na zona de segurança. Afinal, sou uma boneca de um cadáver de uma menina pré-adolescente.”
Antes que percebam, aparições monstruosas podem acabar se tornando nada mais do que relíquias do passado — nada mais do que cadáveres do passado. [7]
Bom, não, acho que já nos tornamos isso.
Pelo menos, nas ilustrações infantis de como as coisas poderiam ser no futuro, não há mais espaço para representar monstros.
“O mesmo com seus servos, em comparação a primeira geração de quatrocentos anos atrás, a segunda geração dos tempos modernos se revelou bastante dócil. O servo de segunda geração pode parecer um idiota imprudente para aqueles que só o conhecem, mas ele não é nada comparado ao quão grosseiro e decadente a primeira geração foi, certo?”
“Oho, entendi. Quando você coloca assim, é difícil simplesmente dizer que o passado foi sempre melhor.”
Talvez esse “meio de vida” pacífico, sem estímulos, seja o que realmente me estimula agora — disse a monstruosidade lendária, com uma observação bastante madura. Como uma planta cujos ramos e raízes não cresceriam mais.
“Mas, na verdade, nem ‘viver’ nem ‘crescer’ se aplicam a você.”
“Deveria ser ‘morte’ e ‘destruição’.” [8]
“Bom, a razão pela qual os livros do passado costumavam estar por toda parte pode simplesmente ser o fato de que era difícil voltar e reescrevê-los, se necessário. O papel costumava ser extremamente valioso, afinal.”
“Ka ka. Nesse caso, eu certamente viverei o máximo possível, até a invenção de um aplicativo que possa reescrever minha vida.”
Embora esse dia possa não estar muito distante.
Até mesmo esta conversa que estávamos tendo poderia ser um passado que foi cuidadosamente reescrito no futuro.
[1] A palavra “jinsei” (人生), traduzida como “vida”, refere-se mais precisamente à duração da vida de alguém, do nascimento à morte. Composta pelos kanji de “humano” (人) e “vida” (生). [2] Ambos “universal” (普遍) e “imutável” (不変) se pronunciam “fuhen”. [3] Ambas as palavras, “fricção” (摩擦, masatsu) e “polimento” (研磨, kenma), possuem kanji com leitura “ma”. [4] “Polimento” pode ser escrito como 研摩 (kenma), que realmente usa o mesmo 摩 (ma) de “atrito” (摩擦, masatsu). [5] O ditado original é 三つ子の魂百まで (mitsugo no tamashii hyaku made), “A alma de uma criança de três anos é a mesma aos cem anos”. [6] A forma mais usual de se ler o nome de Nadeko, 撫子, é “Nadeshiko”, que significa “garota adorável”. [7] As palavras “relíquia” (遺物) e “cadáver” (異物) se leem como “ibutsu”. [8] Aqui, “vida” (生, sei) e “viver” (活, katsu), traduzido como “crescer”, juntos formam “meio de vida” (生活, seikatsu). E “morte” (死, shi) e “destruição” (滅, metsu) juntos formam “extinção” (死滅, shimetsu).
主題歌 YOASOBI「UNDEAD」原作小説
Nisio wrote two short stories based on yoasobi’s undead. When they’re translated I’ll give an update
It seems the stories may be the thought to be Mijikanamonogatari exclusive nadeko past and shinobu future!