Seguir os passos de alguém é ignorar os novos contextos, é renunciar nossa capacidade explorativa, tentar caber onde não dá. É manter o olhar em alguém e perder-se de vista enquanto isso. É contar com a inércia dos tempos, é torcer contra a evolução, é não partir nem ficar. Fez as pazes com seus pés e pernas, vestiu sapatos do seu tamanho, ergueu a vista e não tinha por que seguir pegadas. Havia outras rotas a tecer e assim andava, andava. Dessa vez, sabia que podia gerar milhares de novos caminhos -- e dando novos destinos aos pés despertos (dos pais, inclusive).
Tamara Klink, Mil Milhas











