Polifásico
Ainda que pareça que eu estou falando sozinho num grande salão vazio, venho por meio deste dizer: "olá a todos".
Meu nome é Guilherme, moro em São Paulo e tenho 23 anos até segunda-feira (dia 09/09/2019). Sou um chocólatra que ama idiomas (atualmente estudo francês e japonês), cinema, séries, listas, arquitetura, história da arte, decoração, teorias científicas, palavras e outras coisas mais que aos poucos ficará bem claro.
Sou formado em Jornalismo e Comunicação, mas não estou aqui por isso. Ao menos, não inicialmente. Eu sequer trabalho na área, apesar de algumas vezes, quando estou com preguiça, eu contar para algumas pessoas que atuo na área com freelances de matérias culturais (prefiro evitar expressões que mostrem pena quando pensam que escolhi uma área sem sorte, então crio uma persona que possa parecer ter mais sucesso). Trabalhei até junho como professor de inglês numa das maiores escolas de inglês por aqui e atualmente estou em estado letárgico e desocupado.
Faz alguns anos que não escrevo num blog, mas minha história com a blogosfera não data de pouco tempo. Pelo contrário, eu escrevo desde mais ou menos meus 12 anos e já tive vários blogs neste meio tempo. Por isso, hoje vim sistematizar minhas 5 fases de blogueiro.
Primeira fase de blogueiro: o criador de conteúdo e difusor de opiniões
O Magnífico Reino do Príncipe Gui, no Webbloger
Blogs esquecidos (e.g. Anime no Sekai), no Blogger, MSN e outras plataformas
Me no neko, no LiveJournal
Lembro até hoje que criei meu primeiro blog com minha prima Priscila. Acredito que ela tinha um ou estava no processo de fazer um pra ela (ela era mais velha e gostava muito de música dos anos 2000. Lembro que ela era fã de uma banda chamada Lasgo, então acho que o blog dela era sobre isso), e acabei tendo interesse em criar o meu. Na época, eu era ávido por animes e mangás, e foi por esse caminho que segui.
O processo criativo é maravilhoso. Ideias vêm aos montes, sites com adereços para os blogs surgem (amava o Vicky's, e meu blog era feito no já falecido Webbloguer, então eu pegava umas coisinhas bem bobas para colocar no html do blog, como tevêzinhas, reloginhos, plaquinhas, contadores de acesso, avatares, fanlistings etc.), e oportunidades surgem para muitas coisas. Amava o processo decorativo. Acho que foi ali que comecei a criar gosto por deixar as coisas bonitas para mim.
O nome do meu blog teve uma certa influência da minha mãe, ele era: "O Magnifíco Reino do Príncipe Gui". Em muitos momentos futuros, achava essa lembrança bem vexativa. Contudo, pensando no que me traz aqui e na minha história com blogs, eu acho interessante a análise.
Um blog para mim representava um território cujo domínio era única e exclusivamente meu. Os possíveis leitores seriam meus visitantes e, como bom anfitrião, eu me sentia no papel de entreter, informar e, portanto, criar conteúdo (eu não era um monarca maldoso, viu). Eu criava posts falando sobre animes que gostava, dando minha opinião e trazendo recomendações para os leitores.
Depois de um tempo postando sobre mangás e usando alguns templates (principalmente de InuYasha) que baixava nesses sites para as plataformas antigas, eu conheci um cara que se chamava Roger (acho que o nome dele é Rogério de Sá). Ele hospedou meu site num prédio de blogs (pois é) chamado Digitama. Era sobre Digimon, como dá pra ver. Ele era bem bacana, tinha aspirações a escritor e fez umas três versões de templates para mim que eu achava lindas. Ele foi um ótimo amigo no mundo dos blogs.
Além dele, também fiz uma amiga que chamava de Grazi. Ela morava no Guarujá e foi por conta dela que comprei minha primeira webcam. Nem consigo imaginar sobre o que a gente falava, mas era muito legal fazer amigos por lá. Acredito que ela foi uma das primeiras a comentar no meu blog e ela me ensinou algumas coisinhas importantes.
Mais pra frente, acredito que em outro blog, eu tinha o propósito de criar uma programação de animes. Eu pegava links dos sites de episódios para baixar na época, e criava um post de blog em que trazia os links para o que os leitores deveriam ver em cada horário (totalmente não funcional, até porque além de eles terem que abrir o blog na hora de ver alguma coisa, eles teriam que baixar os episódios, vai entender. Mas as intenções eram boas, vai).
Acho que também cheguei a criar um que tinha como linha diretriz falar sobre animes. Nem lembro se postamos algo. Ele se chamava Anime no Sekai, e foi criado por mim e pessoas que conheci num grupo do MSN (também sem lembrar muito mais). Outros blogs existiram, mas não lembro mais. O único que lembro além dos mencionados, foi um pela plataforma do MSN, em que eu fazia entrevistas com personagens de animes que eu via, eu acho.
Por fim, na época em que conheci o LiveJournal do ChibiYuuto (porque eu amo o CLAMP, que é um grupo de mangakás), eu decidi criar o meu também. Ele se chamava Me no Neko, como a cafeteria que aparecia numa das sagas do anime e mangá que eu amava na época: Tsubasa Chronicles. Nele, segui pela mesma linha do primeiro blog: falar sobre minhas opiniões a respeito de animes, personagens e, desta vez, até filmes. O influencer, só que não. Relembrei recentemente que eu inovei nele pelo fato de introduzir frases da minha amiga imaginária (escolhi o nome de uma personagem de anime que gostava - a Kobato, colocava um ícone dela na primeira frase dos posts, e quando ela tinha algum comentário pra fazer, colocava entre aspas. Meio bizarro? Sim, mas inegavelmente criativo, não podemos negar hahaha.
Além disso, durante o meu período no LiveJournal, eu estava desenvolvendo histórias de ficção bem bobinhas. Ali começava minha segunda fase de blogueiro, que seria continuada em outro blog, depois de eu parar de atualizar aquele blog por um tempo.
Segunda fase de blogueiro: o escrito de ficções
The Eyes of Fantasy, no WordPress
Dream's Wings, no WordPress
Talvez antes mesmo do LiveJournal, eu postei minha primeira história (que escrevi com minha amiga Ana, com quem falo até hoje e ainda escrevo o romance) num fórum (cujo nome não sei qual é mais) que pertencia ao Roger. Algumas pessoas liam e era bem gostoso ver aquele tipo de coisa surgindo por meio de uma história nossa. Fomos criando outras, mas deixamos de postar no fórum.
Durante meu ensino médio eu voltei a um outro momento de blogueiro. Desta vez eu tinha histórias mais concretas de minha autoria, histórias de ficção que queria apresentar para outros. Foi meu maior e melhor blog até hoje (neste momento estou pensando em reativá-lo ou trazer as histórias para cá, ou para outra plataforma). Ele se chamava The Eyes of Fantasy. Além de prosas nas quais eu lançava capítulos sempre que havia um novo, eu postava contos e fanfics (a de Pokémon era a maior história que eu tinha neste campo). Eu compartilhava esse momento com as pessoas da minha sala e até com professores, ou seja, estava bem entusiasmado.
Até tentei criar um WordPress para as histórias em coautoria com minha amiga Ana. Ele se chamava Dream's Wings. Mas foi numa época em que queríamos amadurecer nossas histórias antes de postas, e o processo criativo ficava mais lento naquela fase em que eu estava no final do ensino médio e, ela, no cursinho para Medicina.
Terceira fase de blogueiro: o escritor intimista em um turbilhão de emoções
O Príncipe Esquecido, no Wordpress
Neopasárgada, no Wordpress
O Diário de Silvereyes, no Tumblr
Mas eu nunca me saciei com uma coisa só, e fui criando outros blogs no WordPress e no Tumblr (que surgira naquela época), e fui levado para um lado mais emocional. No The Eyes of Fantasy, eu comecei a trazer os capítulos com menos assiduidade, e a falar mais nos posts e até em alguns contos sobre meus sentimentos de amor platônico e outras confusões emocionais e ideológicas. Eu estava apaixonado por um menino da minha sala, Diego. Até escrevi uma carta me declarando, mas ele não era gay, então, não deu em nada. E isso, como é de se imaginar, afetou meu modo de escrever e meu comportamento nos blogs.
Criei outros blogs no WordPress em que expressava minhas angústias com ele e com amizades complicadas na escola. Eram blogs que eu fazia em segredo e logo morriam, como "O Príncipe Esquecido" (em referência ao nome do meu primeiro blog) e este, o Neopasárgada, que estou revivendo hoje.
Também criei meu primeiro Tumblr para postar imagens de coisas que me interessavam e um outro para postar minhas insatisfações e sofrimentos com aquela paixão platônica. Ele serviu muito bem, até eu contar dele pras minhas colegas e eu apagar o blog depois de elas lerem. Acho que ele se chamava algo como "O Diário de Silvereyes", não me lembro exatamente. Tinha criado uma conta no Last.fm com esse nome (achava a ideia de olhos brilhantes bem legais para meus personagens fictícios, e adotei hahah). Mas foi por meio deste primeiro contato com o Tumblr que comecei a nutrir um apreço pela estética e o poder da imagem.
Quarta fase de blogueiro: o amante das imagens que preza pela estética e que arrisca no lírico
Phosphor-us, no Tumblr
The Boy Who Dreamt, no Tumblr
Boys' Flavour, no Tumblr
Me no neko, no Tumblr
Chocólatra Notívago, no Tumblr
Onixes, no Tumblr
Continuei a compartilhar fotos no primeiro Tumblr. Algumas vezes postava alguns poemas ou frases minhas. Raramente postava algum posts comentando sobre meu dia, até que parei de vez e só compartilhava fotos, gifs e frases de outros. O que mais era importante era compor um blog esteticamente bonito e com conteúdos imagéticos e frases que condiziam com o que eu gostava ou pensava.
Aos poucos, fui criando outro blog só para fotografias da cidade (que me inspirou demais no meu atual hobby: a fotografia). Depois, outro só para pornografia (claro, né). Outro só para animes. Outro para postagens que não ficariam legais no primeiro blog, mas que eu achava engraçadas ou legais. E um último com coisas esteticamente bonitas que serviriam de inspiração para minhas histórias, na esperança de um dia voltar a escrever.
Quinta e atual fase de blogueiro: o explorador de ideias indeciso
Hoje, por fim, estou voltando à blogosfera porque eu não aguento mais ter notas no meu celular de ideias de coisas que quero tentar criar ou conduzir. Tenho vontade de continuar e/ou melhorar minhas histórias antigas. Vontade de contar sobre os meus dias. Vontade de registrar alguns dos meus sonhos, como eu costumava fazer num caderninho quando criança. Vontade de talvez conhecer um novo amigo pelos comentários. Vontade de compartilhar minhas opiniões como um bom amante de filmes e séries, até de animes, mangás e livros. Vontade de explorar as fases antigas com uma bagagem totalmente nova. Vontade de falar dos restaurantes e das comidas que posto nos Stories do Instragram depois de conhecer.
Por que eu estou escrevendo sobre isso? Não, isso não vos interessa provavelmente, e eu estou ciente disso. Mas esta é uma fase nova para mim e este é um espaço que eu preciso para me expressar. Eu quero me explorar em termos de criatividade e potencialidade.
No próximo post eu vou trazer algumas ideias em forma de lista, porque eu amo listas. Eu quero compartilhar com este salão vazio gigantesco o que eu estou com vontade de fazer, o porquê e tudo mais.










