- “Quizá mi teoría y mi versión del amor fueran rudimentarias, pero de todas maneras uno tiene sueños y en los sueños uno jamás es rudimentario.”
- Benedetti

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- “Quizá mi teoría y mi versión del amor fueran rudimentarias, pero de todas maneras uno tiene sueños y en los sueños uno jamás es rudimentario.”
- Benedetti
Y, aunque tenía los ojos secos, yo sabía que lloraba.
Conmigo no escatimaba su ternura; tenía un modo de acariciarme la nuca, de besarme el pescuezo, de susurrarme pequeñas delicias mientras me besaba, que, francamente, yo salía de allí mareado de felicidad y, por qué no decirlo, de deseo.
Mario Benedetti. Familia Iriarte. Montevideanos.
"A solidão é um precário substituto da amizade."
— BENEDETTI, Mario. No conto Almoço e dúvidas, presente no livro Montevideanos. Tradução de Ercilio Tranjan e Nilce Tranjan.
"- Não me interprete mal - disse ele. - A esposa é algo conhecido. Não tem aventura, entende? Outra mulher... - Eu, por exemplo. - Outra mulher, ainda que mais adiante esteja condenada a cair no hábito, tem de saída a vantagem da novidade. A gente volta a esperar com ansiedade aquela hora do dia, aquela porta que se abre, aquele ônibus que chega, aquele almoço no centro. Enfim, a gente volta a se sentir jovem, e isso, de vez em quando, é necessário. - E a consciência? - A consciência aparece quando menos se espera, quando você abre a porta da rua, ou quando está se arrumando e olha distraidamente no espelho. Não sei se me entende. Primeiro se tem uma ideia de como será a felicidade, mas depois vamos aceitando correções a essa ideia, e só quando todas as correções possíveis foram feitas, você se dá conta de que esteve trapaceando."
— BENEDETTI, Mario. No conto Almoço e dúvidas, presente no livro Montevideanos. Tradução de Ercilio Tranjan e Nilce Tranjan.
"Os anos transformam o amor em costume."
— BENEDETTI, Mario. No conto Almoço e dúvidas, presente no livro Montevideanos. Tradução de Ercilio Tranjan e Nilce Tranjan.
"Quando Mario morreu, contei, num perfil escrito para um jornal brasileiro: 'Seus versos estão em camisetas, bolsas, cartões-postais, xícaras, cartazes, e foram transformados em canções cantadas por gerações. Muitos desses versos, copiados por milhares de jovens que fingiam uma autoria imaginada, venceram amores esquivos. Cada vez que alguém dizia a Mario que tinha conquistado o grande amor graças aos seus poemas roubados, ele sorria feliz'. (...) José Saramago comentou: 'Mario Benedetti ocupava um lugar muito maior do que ele mesmo achava'. Ou seja, ele mesmo não se achava tão Mario Benedetti assim."
— NEPOMUCENO, Eric. Em prefácio para o livro Montevideanos, de Mario Benedetti. Na minha opinião, Nepomuceno é quem escreve as melhores análises sobre escritores ibero-americanos.
Mario Benedetti tem um conto delicinha, "Intuição", que é o puro suco do the boche. Narrado por uma empregada doméstica, você encontra no livro Montevideanos. Recomendo.