Trabalhar como inominável era de uma responsabilidade absurda. O treinamento era cansativo, o trabalho era cinco vezes pior, e dependendo da missão, era de uma tortura psicólogica sem comparação. Independente disso tudo, gostava do que fazia. E compartilhar a vida ao lado de Arlo facilitava muito as coisas. Ele era a pessoa com quem ela poderia contar a qualquer momento, desde o momento em que se conheceram. O jeito espalhafatoso a fazia rir. Era genuíno, fazia parte da essência que tanto adorava. Sem contar em como ele era cuidadoso e atencioso. Era impossível não se apaixonar por Bulcock todos os dias.
Fazia questão de saber tudo sobre o dia dele, por mais que tivesse que o acompanhar com o olhar pela casa, porque ele não parava um segundo sequer. E mesmo que não precisasse disso tudo, porque Lisbeth não se importava em ajudá-lo, tentava não atrapalhar o que fazia porque novamente, isso partia da essência dele. Muitas vezes, acabava se pegando no flagra com um sorriso bobo no rosto enquanto o observava.
Tinha plena convicção de que uma das melhores coisas que fez em sua vida foi ter aceitado sair no baile de inverno com Bulcock, porque provavelmente sem ele, sua vida seria completamente diferente. O peso que carregava nos ombros a cada vez que saía de casa, se tornava mais leve quando sabia que voltaria e o encontraria ali, sorridente e animado, como sempre. E como ela amava o sorriso dele.
O barulho do chuveiro era audível do quarto, enquanto Morgana folheava um livro qualquer, entretanto, não conseguia realmente se concentrar porque naquele momento ela queria tanto Arlo com ela que resolveu ela mesma fazer a surpresa do dia. Deixou o livro na cômoda ao lado da cama e foi até o banheiro, tirou as peças de roupa uma a uma, enquanto observava a sombra do outro através do box do banheiro, até abrir a porta, com um sorriso sugestivo no rosto, se unindo a ele ali. – Posso? – Foi a única coisa que pronunciou, antes de inclinar o corpo para unir seus lábios aos dele em um beijo urgente. Sequer precisava dizer o quanto os suspiros escapavam de si, só por ser ele ali e o quanto sentir o pau dele duro e pronto para ela tirava sua concentração.
– Se mostra para mim – Murmurou contra os lábios dele, interrompendo o beijo. O olhar cruzou com o dele, enquanto se ajoelhava na sua frente com um sorriso ladino no rosto. Inclinou-se em direção a palma dele, esticou a língua e lentamente lambeu o dedo médio da mão dele. A língua escorregadia em virtude da água, enquanto o observava se recostar contra a parede do chuveiro. Os olhos de Lisbeth subiram pelo corpo dele, repetindo o movimento, mas sugando o dedo para dentro da boca ao final. Um a um, ela foi sugando cada um dos dedos, enquanto um sorriso permanecia em seu rosto, observando o quanto ele estava duro. Só então o colocando em sua boca. Não inseriu tudo. Concentrou-se na ponta, provocando, recuando e abocanhando um pouco mais. Esticou a língua e rodeou a ponta tão lentamente e sem pressa alguma. Somente quando percebeu o corpo dele completamente agitado, como se precisasse segurar em algo, que o colocou inteiro em sua boca, até senti-lo em sua garganta. Encontrou um ritmo inicial e foi aumentando, conforme sentia o maxilar mais confortável em acomodá-lo. A atenção totalmente no rosto e em suas reações. Quando notou que ele estava muito perto, as mãos subiram pelas coxas dele internamente, com as unhas deslizando pela região, até engolir tudo o que lhe era oferecido. Ao terminar, ela se levantou e lambeu os lábios, completamente sorridente.