AÍ Q PENSAMOS MSM, NA MORTE, Q É O FUTURO DE TODOS, POR ISSO Q EVITAMOS MAIS DE CRIAR VIDAS PRA MORRER NÉ.. KKSSK.
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AÍ Q PENSAMOS MSM, NA MORTE, Q É O FUTURO DE TODOS, POR ISSO Q EVITAMOS MAIS DE CRIAR VIDAS PRA MORRER NÉ.. KKSSK.
- A vida como ela é! Não há vivos, há os que morreram e os que esperam a vez. - Carlos Drummond de Andrade #averdadeprecisaserdita #morteevida #avidacomoelaé #reflexão #frasesepensamentos #realidade #pensarbemnosfazbem #demimpramimmesmo #dedentroprafora #reflexões #todasasvidasimportam #avidapassadepressa #desapega #nãonascemosprontos https://www.instagram.com/p/CKAOstwr8IeS0z8vOuLHYzgq9OZ4P6jTXElU2o0/?igshid=11uwa31mhzziu
Se tudo permanecesse fixo como desejamos um dia, a morte não existiria, e a vida não seria comemorada. Tudo seria fixo, mas nada teria vida. Início e fim, não seriam necessários.
A âncora que desejamos um dia como sossego, é um pesadelo feio. Então, desejo que tudo seja passageiro, porque adoro observar a paisagem pela janela do transporte que me locomove entre idas e vindas da vida.
Que nada seja eterno, porque o eterno, é um horror.
Eu, Andressa Melo"
Verdades e mentiras do ser humano. Curte Compartilha #morteevida (em Brasília DF - Capital Do Brasil.) https://www.instagram.com/p/B_6Xm27jiAh/?igshid=6kzrp4k9gze4
Capítulo 37 - A morte.
Eis que um dia, perdida nos meus devaneios, surgiu-me a ideia de abordar e desenvolver um tema, cujo título é a morte. Como de costume, anotei unicamente o título deste texto no meu whatsapp para passar depois para o computador. No entanto, houve um tropeço no caminho: eu não havia anotado o mínimo ou absolutamente NENHUMA ideia que trouxesse á tona, o motivo de escrever esta crônica. Então, caros leitores, o enredo original foi perdido para sempre e terei que improvisar outro texto com a mesma temática!
Acho que essa é a graça de se escrever, viver e conversar sobre algo específico, pontual: um mesmo tema não se restringe apenas a um ponto de vista ou uma verdade imutável. Assim como eu tenho minhas opiniões e ideias sobre a morte, você que lê estas linhas também tem e serão diferentes das minhas, ainda que se possam parecer em alguns pontos.
Meses atrás, saí para beber sozinha (como uma espécie de válvula de escape, gosto de estar só e desconectada do mundo por um par de minutos ou horas). Munida de papel e caneta, fui em direção a minha cervejaria artesanal preferida aqui, na cidade de La Plata: Crowlers. Sabia que precisaria escrever, por isso procuro sempre levar algo com que eu possa rabiscar. Após a metade de uma pinta (aqui na Argentina, uma pinta é uma cerveja servida num copo de quase 500 mL), meu eu lírico começou a despertar e me pus a escrever. Neste dia, escrevi um texto bem legal sobre a infinita dança da vida e da morte. Percebi que a morte pode e representa mil e uma coisas diferentes e aqui, a morte representa o final de algo.
Eis que, de volta ao ano de 2013, no auge dos meus 20 anos, levo uma vida medíocre. Dotada de 000,1% de pensamento crítico, eu só era capaz de reproduzir discursos prontos, de tal maneira que, se alguém me perguntasse algo mais profundo, eu ficaria mais muda que um monge que fez voto de silêncio. Naquela época, eu era preconceituosa, passava longe de ser feminista, tinha atitudes abusivas, dirigia meu carro que fora comprado e mantido pela minha mãe... Eu era alguém, no meio de dois extremos: uma rebelde sem causa (e claramente com NADA na cabeça) e uma patricinha (já que era mantida por mamãe). Ás obrigações sociais, sempre surgia assuntos polêmicos, aos quais eu me limitava somente a escutar e muito raramente, dando minha opinião robótica. Passava meus dias em casa, jogando vídeo game, comendo porcarias e turistando na faculdade de vez em nunca. Obviamente, o tempo passou e eu cresci (só o cérebro mesmo, meus centímetros permanecem o mesmo desde então). Aprendi a usufruir do privilégio que me foi dado desde cedo: ler. Com as leituras, comecei a questionar-me a razão de tantas coisas que pareciam estranhas ou erradas, no meu ponto de vista, mas que até o ano de 2013, eu só mantinha enterrado dentro de mim. Passei a ler um pouco de jornais, ver entrevistas, acompanhar telejornais e, durante as conversas, passei a destrinchar e criticar mentalmente o assunto da moda, fosse política, futebol, religião... Tudo o que era polêmica, eu ia ler, pesquisar e ver opiniões prós e contras.
Enquanto escrevo este texto, estamos no ano de 2019. Seis anos se passaram desde então. Fazendo um pequeno retrospecto, eu sou a mesma pessoa de seis anos atrás? Não. Eu mudei e, ouso dizer que mudei radicalmente. Tão radicalmente que, as pessoas que me conheceram naquela época, teriam que sentar e conversar comigo de novo, para poder dizer que me conhecem. De 2013 pra cá, venho morrendo múltiplas vezes. E renascendo em todas elas. Venho me tornando uma pessoa um pouco melhor a cada ciclo que se encerra e que se inicia. Tenho vergonha de dizer que já dei opiniões racistas, sexistas e homofóbicas (é, eu falava barbaridades!). Mas também tenho orgulho de comparar o quanto mudei, como cresci. Como, a cada nascimento, me tornei um eu melhor daquele que havia morrido.
No final das contas, morrer nada mais é que enterrar o seu velho eu, suas velhas ideias, para nascer de novo, renovado, com novas ideias e que, eventualmente, morrerão também, dando lugar ao novo.
P.S.: ao finalizar o texto com a frase acima, percebi que, sem querer, retornei o tema do texto á ideia inicial que eu pensava ter perdido... Engraçado como as coisas são, não?
Quando temos a verdadeira consciência da morte, o seu significado e a sua natureza, acreditamos que qualquer característica de superioridade que possamos ter ou ser é em vão. #viverpodenaosertaoruim #morteevida (em Oimbra, Galicia, Spain) https://www.instagram.com/p/B1TtVG3lVfC/?igshid=85r3fwubn1bv
O ciclo da vida 🌺 #flowres #florzinha #colors #linda #natureza #morteevida #floreceu (em São Lourenço do Sul, Rio Grande do Sul)