A beleza dele não é apenas essa que você consegue enxergar. Tenha paciência. É tudo muito novo e assustador para ele também. (...) Observe essas mudas. Depois que uma rosa murcha, o que resta? (Os espinhos.) E quando os espinhos caem? (Não sobra nada.) Exatamente. Infelizmente, as rosas são frágeis e egoístas. Cobram um preço muito alto se quisermos a sua companhia: poucas horas para termos o prazer de observar a sua beleza exuberante e muitos dias acompanhando sua deterioração. De repente, elas nos deixam apenas seus míseros espinhos... Estas plantas, no entanto, desabrocham e florescem com a adversidade. Esquisitas e até feias, murcham e morrem sem chamar a atenção quando permanecem no seu solo de origem. Mas são guerreiras inatas. Fazem questão de nos presentear com a sua própria morte, caso queiramos a sua companhia. Quando começarem a murchar, seus espinhos caíram e uma flor lindíssima brotará de seu caule. Esta rara flor, a qual chamo de Drahcir, é forte e resistente, e nos dá o prazer de admirá-la por meses a fio. Quando, por fim, sua beleza começar a se esvair, ela novamente nos presenteia com um chá de sabor maravilhoso, que nos proporciona a cura de muitos dos nossos males. Não se deixe enganar pelas aparências... Aguarde até os espinhos dele caírem (...) e terá muito a ganhar.