Conspiracy theory, better keep it down cause the walls are thin - Nancholas [Theory]
Há algumas semanas uma nova exposição de arte abstrata francesa havia se estabelecido no Metropolitan Museum of Arts. Infelizmente, Nancy Walker não tivera a oportunidade de visitá-la em suas primeiras semanas, as tarefas de anjo tal como suas funções como humana que consistiam no último ano do colegial tal como o clube de debate e suas aulas de hipismo que consistiam mais em um entretenimento do que numa aula em si, afinal montava desde a infância então o sabia fazê-lo com maestria, ás vezes até ajudava alguma pessoa perdida e desinformada na hípica pelo mero prazer de ser útil. Mas voltando ao tempo ministrado e oprimido entre aulas, missões e os poucos minutos que guardava para si mesma, a estudante sênior da Constance Billard, se vira incapacitada de ter ido á exposição de arte contemporânea que estava em suas últimas semanas, quando enfim no final de uma tarde após uma reunião do clube do debate, que se ocupara de mediar uma reunião. Ainda trajava as roupas que utilizava para a escola, quando subira com seu par de sapatos envernizados as escadarias do museu, era de longe identificada como uma jovem da alta hierarquia social. Pendurada no ombro sua Louis Vuitton, mas a verdade era que a menina pouco se importava com aquilo, até porque tinha muito mais com o que se prepcupar, era fato, e bem, estava ali para admirar as belas obras. Como se tratava de um início de semana, tal como um horário onde as ricas senhoras do Upper East Side preferiam se reunir em algum lugar de diárias caras ou iam para o museu e ignoravam as obras enquanto caminhavam até o bistrô do local, mas não a loira que já pegara um folder sobre a descrição de todas as obras ali expostas, e suas reproduções. Pensou em convidar Eliot mas o amigo estava ocupado tentando se reintegrar. Talvez na volta passasse na padaria e depois na casa do amigo, sentia tanta a falta do rapaz, ele teria gostado da exposição tanto quanto ela. O olhar interessado da pequena percorria em todas as obras, enquanto a mesma caminhava nos corredores quase que vazios, exceto por uma ou duas pessoas. Quando por fim esperou se deparar com uma obra de Picasso, surpreendeu-se, não tinha uma pintura abstrata ali, mas do outro lado da moldura uma frase em letras garrafais. ”Through me the way into the suffering city, through me the way into eternal pain, through me the way that runs among the lost.” - Que brincadeira é essa?! - Disse num tom de voz mais alto do que deveria, mas algo em si dizia, alguém se ocupara em remover uma obra cara no museu e escrever aquilo. Ou era vandalismo, ou algo definitivamente preocupante.




