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NEY MATOGROSSO (2025) @neymatogrosso
📷 @guilhermenabhan
Essa colagem nasceu como homenagem a Ney Matogrosso um corpo em movimento, voz em liberdade, presença que desafia o tempo e os padrões. Depois de assistir ao filme Homem com H (disponível na Netflix), precisei traduzir em imagem o impacto da sua arte. Ney é ícone, é ruptura, é beleza essa colagem celebrar tudo que ele representa na música, na cultura e na história do Brasil.
Quando você acha uma loja e super se identifica!! 💜 Foto: Lucas (@caslu.png)
Livro de memórias de Ney Matogrosso será tema do Clube do Livro CCBB
Cantor deu depoimentos ao escitor Ramon Nunes Mello Cristina Índio do Brasil - repórter da Agência Brasil Publicado em 06/04/2025 - 15:05 Rio de Janeiro Versão em áudio
Reprodução: © Reprodução/TV Brasil Mais uma vez, a coerência pontua a vida do cantor Ney Matogrosso, contada no livro Ney Matogrosso - Vira-lata de raça - memórias. A publicação surgiu em um momento em que o cantor pensava em reunir todas as matérias publicadas sobre ele, para ver se era coerente em seu pensamento. “Foi assim que começou a história do livro”, contou em entrevista à Agência Brasil.
Embora seja um livro de memórias de passagens marcantes da sua trajetória pessoal e profissional, Ney revelou que, durante o trabalho com o organizador do livro, o escritor Ramon Nunes Mello, não teve a questão de reviver o passado, porque tudo já está muito distante no tempo. “Então, não tem, assim, movimento emocional. Não existe isso. É uma coisa que sai conversando, e eu dou total liberdade de perguntar o que quiser. Não tem problema”, afirmou, explicando que foi fácil trabalhar com Ramon, de quem é amigo desde 2011. “Ele me conhecia”.
Clube de Leitura
Todas essas histórias serão divididas com o público que estará presente no segundo Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil em 2025, no dia 9. Os encontros organizados pelo CCBB, sempre na segunda quarta-feira de cada mês, são realizados no Salão de Leitura da Biblioteca Banco do Brasil, no quinto andar do CCBB-Rio. Com entrada gratuita, a retirada dos ingressos é na bilheteria do CCBB ou pelo site. “Vamos lá sentar e conversar. Não sei nem qual é o formato da coisa. Sei que a gente vai sentar em uma mesa e começar a conversar sobre o livro. Quer dizer, o assunto é o livro, mas é de uma maneira mais geral, não é restrito a ele”, explicou Ney, disposto a conversar sobre qualquer assunto da sua trajetória. Para o artista, a elaboração do Ney Matogrosso - Vira-lata de raça - memórias, foi bem diferente da que viveu com o primeiro livro publicado sobre ele. O Um cara meio estranho, escrito pela jornalista Denise Pires Vaz, causou um certo impacto nele. “Nunca tinha falado sobre a minha vida tão claramente para um livro. Um cara meio estranho, da escritora chamada Denise, uma jornalista na verdade, me deixou meio inseguro de estar expondo tanta coisa da minha vida, mas eu também não achava outra forma de falar que não fosse a verdade. Eu fiquei meio inseguro. Já com o Ramon, não. Não tive insegurança em nenhum momento. No primeiro, eu não sabia qual seria a reação àquilo. Nesse, eu já estava mais firme, mais maduro da cabeça”, comparou. Parte dessa sensação de mais conforto vem da amizade que ele e Ramon têm há 14 anos. “O fato de ser uma pessoa com que eu tinha proximidade mudou tudo. A primeira, não. Eu não conhecia a moça. Ela, um dia, chegou para mim e disse que queria fazer um livro. Eu fiz uma entrevista para uma revista com ela e, logo em seguida, passado um tempo, ela veio com essa história de livro. Eu falei: ‘Não quero livro. Não quero falar da minha vida’, mas ela foi insistente. Nós tivemos várias brigas durante o percurso todo do livro”, comentou, concordando que a insistência de Denise foi meio Ney, em ser firme no que quer fazer. “Sim, e aí fui concedendo para ela, mas irritado. Ela queria ir muito”, disse sorrindo. Ramon destacou que ele não se coloca como autor e, sim, organizador do livro, com um trabalho de escuta de quem é o personagem da publicação. “A minha assinatura não está na capa, está na parte interna do livro. É como se o Ney tivesse contando aquela história, em um livro de memórias. Não me proponho a fazer uma biografia. Não é uma biografia. É um livro de memórias, com fragmentos de vida importantes para o Ney”, explicou.
Reprodução: Ney Matogrosso com o Ramon Nunes Mello. Divulgação/Isa Pessoa.
Saída de casa
Entre as memórias que estão no livro, estão as divergências que tinha com o pai, que tentou impor sua autoridade e moldar o seu comportamento. Foi, por não concordar com isso, que saiu de casa. “Sabe o que eu acho disso? Dessa história minha de ter saído de casa aos 17 anos? Foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Eu ousaria dizer que todos os adolescentes deveriam fazer isso. Sai de casa, vai viver sua vida. Você estuda o suficiente, sai de casa e vai viver sua vida. É uma experiência muito boa. No final da sua juventude, você vai crescendo mais seguro de si, dono da sua história, dono da sua vida. Tudo que meu pai me proibiu, depois que eu saí de casa, eu me aproximei de tudo, teatro, música, pintura. De tudo, tudo, eu me aproximei”, relatou, dizendo que, assim, teve oportunidade de expandir o seu horizonte. “Sim, porque só me interessava a arte mesmo. Era só isso”. Ney contou que este momento só reforçou a sua necessidade de viver em liberdade. “Acho que a única forma boa de viver é com liberdade total, absoluta. Claro que, na vida, a gente vai mudando. Há momentos em que você quer mais liberdade, e, outros, em que você necessita de menos, mas é isso. A liberdade sempre em primeiro lugar para mim, sempre, desde criança, dentro e fora de casa”, pontuou.
Mediadores
A mediação deste Clube de Leitura será da curadora Suzana Vargas e do Ramon Nunes Mello, com o microfone aberto para o público presente nos 30 minutos finais do encontro. Já no quarto ano de existência, o clube começou no fim da pandemia e tem mantido um público fiel. Segundo Suzana Vargas, um dos objetivos do clube é tratar a leitura de uma forma mais plural. “O Ney é uma grande personalidade da cultura brasileira e é um grande leitor. Esse é um traço que as pessoas desconhecem, veem o Ney no palco e não levam em conta o homem de cultura que ele é. A gente vai conversar também sobre os livros na vida dele. O público vai ter oportunidade de se informar sobre o Ney”, afirmou à Agência Brasil. “O Ney é um bicho livre, só faz o que deseja, não tem nenhum tipo de censura ou autocensura para absolutamente nada. Aqui no livro, ele se desnuda, o envolvimento dele com drogas, ele nomeia e dá nome aos bois e também a tudo que contribuiu para ele ser a pessoa que é hoje. Um dos artistas que mais admiro no sentido da postura existencial dele”, completou, adiantando que, durante a conversa, Ney vai ler um trecho do livro, que estará à venda na entrada da Biblioteca. “Pra mim o Ney é o símbolo da liberdade. Se você pensa na liberdade no Brasil, você pensa no Ney, esse ser que defende a livre manifestação artística, a manifestação do ser e vem com essa bandeira desde que estreou. Então, ele tem uma coerência muito grande no pensamento dele, no que acredita, no que defende, e isso no auge dos 83 anos”, afirmou Ramon, acrescentando que Ney é um multiartista, cantor, compositor, dançarino, ator de cinema, iluminador e diretor de teatro e shows, além de ativista do meio ambiente e da defesa de animais.
Filme
O Clube de Leitura com o livro do Ney Matogrosso - Vira-lata de raça – memórias ocorre pouco antes da estreia, no dia 1º de maio, de outra obra: o filme Homem com H, que conta momentos da vida do artista que quebrou preconceitos e sempre se destacou pela verdade com que conduz o seu caminho. O longa é dirigido pelo diretor Esmir Filho. A coincidência entre os dois lançamentos é que o livro foi uma das fontes para o filme. “Eles juntaram com o livro do Júlio Maria . Juntaram as informações desses dois livros e fizeram o filme”, contou o cantor. Ney já assistiu ao filme mais de uma vez e gostou de ter participado diretamente durante a produção. “Eu tinha uma única coisa que pedia ao diretor: ‘não pode ter mentira’. O filme tem que prezar somente a verdade, e trabalhamos assim, com muita liberdade. Eu li 12 roteiros do filme". O personagem principal gostou do que viu. “Eu vi o filme e confesso que na primeira vez, fiquei bastante emocionado, porque era muita coisa crua jogada na minha cara, mas eu gosto do filme, gosto muito do resultado. Os atores estão maravilhosos, todos. O diretor é muito bom”, elogiou, brincando com a diferença de linguagens entre as duas obras. “É, em um livro você imagina, no cinema você vê”, concluiu. Edição: Vinicius Lisboa
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Exposição em SP celebra 50 anos de carreira solo de Ney Matogrosso
Mostra pode ser vista a partir desta sexta no Museu da Imagem e do Som Elaine Patrícia Cruz - Repórter da Agência Brasil Publicado em 21/02/2025 - 08:19 São Paulo Versão em áudio
Reprodução: © Lucas Mello/Divulgação É por entre tecidos finos e transparentes que caem do teto e paredes repletas de fotografias que o mundo de Ney Matogrosso será mostrado ao público que visitar o Museu da Imagem e do Som (MIS), a partir desta sexta-feira (21), em São Paulo.
“Prefiro usar a expressão descobrindo Ney”, disse André Sturm, diretor do MIS e curador da nova exposição que celebra o artista Ney Matogrosso. “A escolha desses panos, desse voal, é porque o Ney, ao mesmo tempo em que é extremamente intenso no palco, é muito suave. Queria que a exposição fosse leve, mas ao mesmo tempo tivesse esse leve mistério. O Ney é esse artista que se expõe muito no palco, muitas vezes com uma tanga, mas a vida privada dele sempre foi absolutamente discreta”, afirmou o curador. A exposição Ney Matogrosso, que entra agora em cartaz no MIS da Avenida Europa, celebra os 50 anos de carreira solo do artista, desde a edição de seu álbum solo Água do céu-pássaro, um ano após sua saída do trio Secos & Molhados, em agosto de 1974. A mostra foi dividida em seis eixos, fazendo um percurso cronológico pela obra do artista. “Quisemos trazer para o público a emoção que é Ney Matogrosso”, descreveu Sturm. “O Ney é um artista que tem uma personalidade muito particular. Ele muda o jeito, muda o figurino, muda a luz do show. Todos os discos que gravou, ele gravou pensando no show”, ressaltou. A exposição privilegia a carreira de Ney, mantendo a privacidade que o cantor sempre manteve sobre sua vida pessoal. “A gente focou no Ney Matogrosso que as pessoas conhecem e admiram. Claro, aqui elas vão conhecer mais disso, elas vão ver mais fotos, vão ver shows.”, falou Sturm.
A mostra
Reprodução: Mostra celebra os 50 anos de carreira do artista. Foto: Lucas Mello/Divulgação Dividida em seis áreas, a exposição exibe figurinos e adereços de shows e videoclipes, além de documentos, capas de álbuns, pôsteres e CDs. Há ainda trechos de uma entrevista concedida por Ney Matogrosso ao programa Notas Contemporâneas, do MIS, na ocasião dos 45 anos do museu. O destaque, no entanto, são as centenas de fotografias emblemáticas de todas as fases do artista em obras de Madalena Schwartz, Thereza Eugênia, Ary Brandi e Daryan Dornelles. “Tivemos a sorte de que o Ney guardou o acerto e cuidou do seu acervo. E aí decidiu doá-lo para o Senac, que abriu as portas para a gente. Então temos aqui praticamente figurinos de todos os shows que ele fez. Temos objetos, capas de disco e, principalmente, os figurinos e fotografias”, disse o curador. O Senac São Paulo detém toda a coleção de indumentárias de Ney Matogrosso, que foi cedida pelo próprio artista para manutenção e guarda na instituição. Ao longo dos últimos anos, o Senac organizou pequenas exibições, com itens selecionados em diversas de suas unidades no estado de São Paulo. Mas, na exposição do MIS, é a primeira vez que a coleção poderá ser vista em sua integridade, com mais de 200 itens que vão de calçados a adereços de cabeça. Já os textos que permeiam a exposição foram escritos pelo jornalista Julio Maria, autor do livro Ney Matogrosso – A biografia, lançado em 2021. “O Ney Matogrosso nasce e perpassa todos os dilemas de cinco décadas ou seis décadas ereto, de cabeça levantada, quer dizer ele não cai em nenhuma armadilha que todas essas décadas colocaram para ele. A perseguição dos militares, a aids, a demonização que veio com a aids sobre a expressão do corpo e da liberdade sexual, a revolução tecnológica do CD e depois do streaming - tudo isso poderia tê-lo enterrado muitas vezes”, disse o biógrafo. No entanto, ressaltou, Ney nunca ficou no ostracismo. “Não teve um ano em que ele deixou de lançar um disco”. Para o biógrafo do artista, essa nova exposição no MIS pode ser definida com apenas uma palavra: liberdade. “Ney nasceu na fronteira entre Paraguai e Brasil. E se você perceber, é na fronteira que as coisas se misturam: as pessoas falam dois idiomas, as comidas se misturam, os cheiros se misturam e a música se mistura. E o Ney é isso. A fronteira onde as coisas se misturam está dentro dele. Então, para mim, ele tem esse transbordamento de fronteiras o tempo todo”, afirmou Maria.
Reprodução: Mostra celebra os 50 anos de carreira do artista. Foto: Lucas Mello/Divulgação “Acho que é por isso que o Ney tem 50 anos de carreira. Poucos artistas infelizmente chegam a 50 anos de carreira fazendo o sucesso que ele faz. Isso tem a ver com autenticidade, com ele ter sido provocador, sempre entregar uma experiência incrível para todo o seu público”, observou Sturm. O MIS tem entrada gratuita às terças-feiras e também na terceira quarta-feira de cada mês. Mais informações sobre a exposição podem ser obtidas no site da mostra. Edição: Graça Adjuto
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