Uma nova vida :1
O dia estava bonito, céu limpo, as árvores na beira da estrada, bem, tudo estava lindo e muito perfeito, no caso, lá fora, porque o clima dentro do carro com certeza não estava nos seus melhores dias. Tá bom, talvez eu esteja exagerando, porém sinto que meus avós não estão dispostos a conversar comigo, e mesmo se estivessem não estou afim de conversar.
Estou cansado , foi tudo tão rápido , o acidente, o funeral e as burocracias de vai pra lá e vai pra cá, e bem, aqui estamos nós , onde eu estou, não queria largar minha vida , minhas paixões, porém vou ter que dar um tempo até me recuperar, até porque um braço quebrado não se concerta do dia para a noite.
Haaa... de certa forma tenho uma nova vida. Não gosto de pensar nisso, novas pessoas, novas amizades... Isso não me anima muito, mas tá bom, vamos aceitar a nossa nova realidade agora.
Começo a prestar atenção na estrada, que aos poucos começa a perder sua qualidade e fica cada vez mais esburacada à medida que nos adentramos no estado de São paulo e os carros indo e outros vindo, mas , uma coisa que amo ver é a natureza nas laterais das avenidas. São bonitas, delicadas , porém muito fortes, e também é algo que me traz calma, um aconchego... é bom.
- William! - Tomo um susto, estava pensando no além. -William, meu amor você quer alguma coisa pra comer?- Minha avó se vira para o banco traseiro onde eu estou e me olha fixamente com seu sorriso doce e amigável.
Apenas dou um pequeno sorriso - Não , não vou! Deus abençoe a senhora , mas não quero não...
-Mas tem certeza meu amor? Você só comeu aquele pouquinho hoje de manhã já se passou quatro horas, tem certeza que não quer comer um biscoitinho de polvilho, um bolinho de milho, ou um cafezinho?- Ela insiste mais um pouco, e eu comeria , se não fosse pelo fato de que eu realmente não estou com fome.
Suspiro mentalmente e faço minha melhor voz de simpatia com um sorriso .
- Não vó, Deus lhe abençoe, mas não quero. -
- Mas tem certeza meu netinho?- Minha avó insiste mais uma vez, tento dizer que não mas antes de eu conseguir argumentar meu avô entra no meio.
- Mas que coisa! Já tá bom! O menino ja disse que não quer, mas que coisa Toninha!- O esposo da Senhora diz já sem paciência
- Só estou cuidando do meu neto! Faz tempo que não vejo ele! Que coisa! Não pode nem mais oferece nada pros' outros também Marcos!- Ela responde na mesma altura que meu avô
-Mas ele não quer Antonia.- Meu avô me olha pelo retrovisor do meio e apenas me encara rapidamente e volta a prestar atenção na estrada. Já minha avó para provar que está certa,a digníssima vira para mim e me pergunta pela última vez - você não quer nada mesma Will - ela me encara com um olhar de "ou você aceita ou você aceita", é, eu só tenho uma escolha.
- Si, sim vó... 'gaguejou' - A senhora me olha com seu maravilhoso sorriso, e rapidamente abre o pote cheio de polvilho, e enche uma xícara bem generosa de café me dá tudo de uma vez.
- Só não derruba no banco do carro viu... 'suspira'- Acho que meu avô não queria que eu sujasse o carro mesmo... tenho quase toda certeza.
Pego um por vez, coloco o pote no meu colo e deixo a xícara na minha mão esquerda, foi meio difícil, não é muito fácil comer e beber ao mesmo tempo com um braço quebrado, mas dá para se virar. Isso é meio chato, tudo que você faz de tarefa cotidiana normal na sua vida parece mil vezes mais difícil sem um braço em bom estado, ainda bem que sou canhoto,então não sofro tanto sem minha mão direita, porém mesmo assim faz falta.
Aos poucos vou comendo e cada mordida no biscoito percebo que realmente eu estava com fome... avó não estava tão errada, assim como até acabar com o café e pote de polvilho ficar pela metade, é realmente eu estava com fome, agradeço minha avó e devolvo o as coisas para ela a qual a mesma me devolve um sorrisinho meigo.
Me viro novamente para a paisagem da janela, será que vai demorar muito ainda? Vou prestando atenção na estrada para ver uma placa e não demora muito para aparecer a placa "Rio Branco á 12 km", Finalmente estamos chegando! Não aguento mais, minha bunda deve estar quadrada depois de todo esse tempo sentado...
Estamos quase chegando, então vocês já vão arrumando organizando as coisas-
O Vô Marco nos avisa e então eu e a Vó Toninha " gosto de chamá-los assim" começamos a nos arrumar para sair. Após alguns minutos passamos pelo arco da cidade, ela é bonita, as árvores nas calçadas e a praça limpa e cheia de pessoas conversando aparentemente felizes e também como toda a cidadezinha do interior de São Paulo não podia faltar os edifícios antigos que sinceramente , eu amo, acho lindo demais a estética passada,o renascentismo, o barroco, o rococó e todo quer tipo de estética arcade por ai, são umas das minhas paixões que se alguem me perguntar sobre passo horas a fio dizendo tudo o que eu sei... E pensar nisso também me faz lembrar dos concertos, estou com saudades deles, amo me apresentar, mostrar o que eu sei e o que posso fazer e os aplausos então é realmente é incrivel... E tentar acreditar que eu não vou pder fazer isso por uns 3 meses até meu braço recuperar e meus avós acertarem toda a papelada... Ai ai, saudades do meu piano, desde do acidente não cheguei nem perto dele, e acho que vai demorar um pouco até o caminhão do frete trazer ele. Será que vou aguentar todo esse tempo? Nunca fiquei uma semana inteira sem tocar, imagina três meses! Provavelmente vou ficar horrível! Vou ter que redobrar a rotina de estud...
-Chegamos! Vem William, vamos descer do carro e descarregar as malas.-
Diz minha Avó saindo do carro rapidamente, o Vô vai logo atrás dela e vai tirando as coisas do carro que estavam atrás. Não perco muito tempo, penso rápido e vou ajudar levando algumas malas para dentro, eles abrem a casa e adentro nela e é como se eu voltasse para minha infância, tudo estava do mesmo jeito de sempre as poltronas a TV quadrada o tapete as plantinhas na janela, tudo igual até o cheirinho de aconchego e férias de um tempo que tudo era melhor. Fico parado em meio a sala apreciando o local de tantas risadas até meu avô chegar.
-Faz tempo que não vinha aqui né? Faz uns que, talvez uns dez anos. É bastante tempo não?- O mais velho me olha com um sorriso de canto, meio triste. Eu apenas consigo ficar quieto. - Quer conhecer seu novo quarto?- aceno com a cabeça e começo a o segui-lo.
Paramos em uma porta fechada, que rapidamente Marcos abre para que eu veja.
Esse era o quarto da sua mão de quando ela era ainda moça, está limpinho, Toninha deixou brilhando para que quando chega-se, você já pode-se dormir aqui.-
O quarto era até que espaçoso, uma cama, um guarda roupa cheio de adesivos coloridos nas portas, um tapete e um espaço enorme do lado da cama . Entramos no quarto e coloco minha mala, que não é tão grande assim, em cima da cama.
-Sua mãe quando ela se casou, levou a maior parte das coisas do quarto dela, então o quarto ficou meio vazio...Espero que goste do quarto, é aqui que você vai ficar-
- Eu gostei Vô fica em paz. Obrigado.- Nós dois nos olhamos e o mais velho põe a mão em minha cabeça ao sorrir. -Denada garoto.- E me puxa para perto e me dá uma abraço tão forte que meu braço chega a dar uma pequena latejar de dor- Agora eu e a Toninha vamos ter companhia- Não consigo conter os meus olhos de lacrimejar e uma lágrima escorre do meu rosto,tento abraçá-lo também porém meio desajeitado por conta do gesso além de que faz tempo que não ganho um abraço... não sei o que falar...
- HaHa sua avó vai amar ter você aqui!- me aperta ainda mais e com dois tapinhas na minha cabeça bagunça meu cabelo vai afrouxando o abraço lentamente até nos separar,, tento secar o parar de fazer cara choro quando o mais velho me olha- Calma William, está tudo bem... - O mais velho sorri e logo ouvimos a voz alta e estridente da minha avó - Vamos comer, fiz um café agorinha e tá quentinho!- E o meu avô já grita também que já vamos, ele me chama e começa a ir em direção da cozinha, e eu apenas vou atrás dele, ainda digerindo tudo que acabou de acontecer.
...
É com certeza Dona Toninha, mais conhecida como minha avó, é a melhor cozinheira do mundo! Porquê , meu deus, é muito bom mesmo!!! Como já era umas 4 horas da tarde, comemos um bolo de fubá com manteiga, que não é manteiga e sim margarina, e um cafézinho pra completar. Sinceramente, sinto saudades desses momentos, todos ao redor da mesa , rindo e conversando coisas simples e engraçadas que aconteceram no dia. Isso é realmente bom...
-William, amanhã estou vendo de irmos ao médico para dar uma olhada no seu braço, tem que ver isso se não pode dar alguma coisa. - uhum- respondo fazendo movimento de sim.
-
O dia estava bonito, céu limpo, as árvores na beira da estrada, bem, tudo estava lindo e muito perfeito, no caso, lá fora, porque o clima dentro do carro com certeza não estava nos seus melhores dias. Tá bom, talvez eu esteja exagerando, porém sinto que meus avós não estão dispostos a conversar comigo, e mesmo se estivessem não estou afim de conversar.
Estou cansado , foi tudo tão rápido , o acidente, o funeral e as burocracias de vai pra lá e vai pra cá, e bem, aqui estamos nós , onde eu estou, não queria largar minha vida , minhas paixões, porém vou ter que dar um tempo até me recuperar, até porque um braço quebrado não se concerta do dia para a noite.
Haaa... de certa forma tenho uma nova vida. Não gosto de pensar nisso, novas pessoas, novas amizades... Isso não me anima muito, mas tá bom, vamos aceitar a nossa nova realidade agora.
Começo a prestar atenção na estrada, que aos poucos começa a perder sua qualidade e fica cada vez mais esburacada à medida que nos adentramos no estado de São paulo e os carros indo e outros vindo, mas , uma coisa que amo ver é a natureza nas laterais das avenidas. São bonitas, delicadas , porém muito fortes, e também é algo que me traz calma, um aconchego... é bom.
- William! - Tomo um susto, estava pensando no além. -William, meu amor você quer alguma coisa pra comer?- Minha avó se vira para o banco traseiro onde eu estou e me olha fixamente com seu sorriso doce e amigável.
Apenas dou um pequeno sorriso - Não , não vou! Deus abençoe a senhora , mas não quero não...
-Mas tem certeza meu amor? Você só comeu aquele pouquinho hoje de manhã já se passou quatro horas, tem certeza que não quer comer um biscoitinho de polvilho, um bolinho de milho, ou um cafezinho?- Ela insiste mais um pouco, e eu comeria , se não fosse pelo fato de que eu realmente não estou com fome.
Suspiro mentalmente e faço minha melhor voz de simpatia com um sorriso .
- Não vó, Deus lhe abençoe, mas não quero. -
- Mas tem certeza meu netinho?- Minha avó insiste mais uma vez, tento dizer que não mas antes de eu conseguir argumentar meu avô entra no meio.
- Mas que coisa! Já tá bom! O menino ja disse que não quer, mas que coisa Toninha!- O esposo da Senhora diz já sem paciência
- Só estou cuidando do meu neto! Faz tempo que não vejo ele! Que coisa! Não pode nem mais oferece nada pros' outros também Marcos!- Ela responde na mesma altura que meu avô
-Mas ele não quer Antonia.- Meu avô me olha pelo retrovisor do meio e apenas me encara rapidamente e volta a prestar atenção na estrada. Já minha avó para provar que está certa,a digníssima vira para mim e me pergunta pela última vez - você não quer nada mesma Will - ela me encara com um olhar de "ou você aceita ou você aceita", é, eu só tenho uma escolha.
- Si, sim vó... 'gaguejou' - A senhora me olha com seu maravilhoso sorriso, e rapidamente abre o pote cheio de polvilho, e enche uma xícara bem generosa de café me dá tudo de uma vez.
- Só não derruba no banco do carro viu... 'suspira'- Acho que meu avô não queria que eu sujasse o carro mesmo... tenho quase toda certeza.
Pego um por vez, coloco o pote no meu colo e deixo a xícara na minha mão esquerda, foi meio difícil, não é muito fácil comer e beber ao mesmo tempo com um braço quebrado, mas dá para se virar. Isso é meio chato, tudo que você faz de tarefa cotidiana normal na sua vida parece mil vezes mais difícil sem um braço em bom estado, ainda bem que sou canhoto,então não sofro tanto sem minha mão direita, porém mesmo assim faz falta.
Aos poucos vou comendo e cada mordida no biscoito percebo que realmente eu estava com fome... avó não estava tão errada, assim como até acabar com o café e pote de polvilho ficar pela metade, é realmente eu estava com fome, agradeço minha avó e devolvo o as coisas para ela a qual a mesma me devolve um sorrisinho meigo.
Me viro novamente para a paisagem da janela, será que vai demorar muito ainda? Vou prestando atenção na estrada para ver uma placa e não demora muito para aparecer a placa "Rio Branco á 12 km", Finalmente estamos chegando! Não aguento mais, minha bunda deve estar quadrada depois de todo esse tempo sentado...
Estamos quase chegando, então vocês já vão arrumando organizando as coisas-
O Vô Marco nos avisa e então eu e a Vó Toninha " gosto de chamá-los assim" começamos a nos arrumar para sair. Após alguns minutos passamos pelo arco da cidade, ela é bonita, as árvores nas calçadas e a praça limpa e cheia de pessoas conversando aparentemente felizes e também como toda a cidadezinha do interior de São Paulo não podia faltar os edifícios antigos que sinceramente , eu amo, acho lindo demais a estética passada,o renascentismo, o barroco, o rococó e todo quer tipo de estética arcade por ai, são umas das minhas paixões que se alguem me perguntar sobre passo horas a fio dizendo tudo o que eu sei... E pensar nisso também me faz lembrar dos concertos, estou com saudades deles, amo me apresentar, mostrar o que eu sei e o que posso fazer e os aplausos então é realmente é incrivel... E tentar acreditar que eu não vou pder fazer isso por uns 3 meses até meu braço recuperar e meus avós acertarem toda a papelada... Ai ai, saudades do meu piano, desde do acidente não cheguei nem perto dele, e acho que vai demorar um pouco até o caminhão do frete trazer ele. Será que vou aguentar todo esse tempo? Nunca fiquei uma semana inteira sem tocar, imagina três meses! Provavelmente vou ficar horrível! Vou ter que redobrar a rotina de estud...
-Chegamos! Vem William, vamos descer do carro e descarregar as malas.-
Diz minha Avó saindo do carro rapidamente, o Vô vai logo atrás dela e vai tirando as coisas do carro que estavam atrás. Não perco muito tempo, penso rápido e vou ajudar levando algumas malas para dentro, eles abrem a casa e adentro nela e é como se eu voltasse para minha infância, tudo estava do mesmo jeito de sempre as poltronas a TV quadrada o tapete as plantinhas na janela, tudo igual até o cheirinho de aconchego e férias de um tempo que tudo era melhor. Fico parado em meio a sala apreciando o local de tantas risadas até meu avô chegar.
-Faz tempo que não vinha aqui né? Faz uns que, talvez uns dez anos. É bastante tempo não?- O mais velho me olha com um sorriso de canto, meio triste. Eu apenas consigo ficar quieto. - Quer conhecer seu novo quarto?- aceno com a cabeça e começo a o segui-lo.
Paramos em uma porta fechada, que rapidamente Marcos abre para que eu veja.
Esse era o quarto da sua mão de quando ela era ainda moça, está limpinho, Toninha deixou brilhando para que quando chega-se, você já pode-se dormir aqui.-
O quarto era até que espaçoso, uma cama, um guarda roupa cheio de adesivos coloridos nas portas, um tapete e um espaço enorme do lado da cama . Entramos no quarto e coloco minha mala, que não é tão grande assim, em cima da cama.
-Sua mãe quando ela se casou, levou a maior parte das coisas do quarto dela, então o quarto ficou meio vazio...Espero que goste do quarto, é aqui que você vai ficar-
- Eu gostei Vô fica em paz. Obrigado.- Nós dois nos olhamos e o mais velho põe a mão em minha cabeça ao sorrir. -Denada garoto.- E me puxa para perto e me dá uma abraço tão forte que meu braço chega a dar uma pequena latejar de dor- Agora eu e a Toninha vamos ter companhia- Não consigo conter os meus olhos de lacrimejar e uma lágrima escorre do meu rosto,tento abraçá-lo também porém meio desajeitado por conta do gesso além de que faz tempo que não ganho um abraço... não sei o que falar...
- HaHa sua avó vai amar ter você aqui!- me aperta ainda mais e com dois tapinhas na minha cabeça bagunça meu cabelo vai afrouxando o abraço lentamente até nos separar,, tento secar o parar de fazer cara choro quando o mais velho me olha- Calma William, está tudo bem... - O mais velho sorri e logo ouvimos a voz alta e estridente da minha avó - Vamos comer, fiz um café agorinha e tá quentinho!- E o meu avô já grita também que já vamos, ele me chama e começa a ir em direção da cozinha, e eu apenas vou atrás dele, ainda digerindo tudo que acabou de acontecer.
...
É com certeza Dona Toninha, mais conhecida como minha avó, é a melhor cozinheira do mundo! Porquê , meu deus, é muito bom mesmo!!! Como já era umas 4 horas da tarde, comemos um bolo de fubá com manteiga, que não é manteiga e sim margarina, e um cafézinho pra completar. Sinceramente, sinto saudades desses momentos, todos ao redor da mesa , rindo e conversando coisas simples e engraçadas que aconteceram no dia. Isso é realmente bom...
-William, amanhã estou vendo de irmos ao médico para dar uma olhada no seu braço, tem que ver isso se não, pode dar alguma coisa. - uhum- respondo fazendo movimento de sim. E meu avô Marcos já acresenta enquanto toma uma xícara.
- O seu piano já está vindo, o camião do frete disse que no final da semana que vem ou só no final do mês
"SÓ NO FINAL DO MÊS! MAS QUE CASTIGO É ESSE?!?!" não consigo conter minha cara de decepção...
-Tem mesmo que demorar tanto assim? Não dá pra trocar uma ideia com o cara pra ele vir mais cedo?-Falo olhando o mais velho.
- Eu tentei mas não consegui, de qualquer forma, você também não tá bem pra tocar, seu braço está engessado, e de jeito nenhum você vai tocar desse jeito... - e termina sua frase com mais um gole de café
Aproveito o assunto e já pergunto - vô, vô... e sobre os concertos? Vou poder continuar tocando quando melhorar ou vou ter que para? - Tá talvez parar seja demais... mas eu realmente me importo com a resposta dessa pergunta... olho para cada um, meu avô fica meio receoso não sabendo o que falar de fato já minha vó suspira e me encara até tomar a coragem necessária.
- Então William, era isso que queiramos conversar com você... Pelo o que eu vi, você tinha mais de treze concertos para esses últimos meses mas aí aconteceu tudo o que aconteceu... Olha Will, enquanto você estava em coma, eu e seu avô cuidamos das papelada e uma coisa que decidimos, era que você não iria tocar por seis meses, tanto para sua recuperação tanto para dar uma pausa. Sabemos que seus pais pegavam pesado com isso, então... - "ela dá um sorriso e pega uma das minhas mãos que esta sobre a mesa" - Descanse um pouquinho meu bem, não cancelamos os de Dezembro, caso você quisesse voltar. -
Eles me olham com uma compaixão... mas sinceramente, eu não queria que eles cancelassem, por quê não esperaram eu acordar para perguntar? Se eu ficar parado por todo esse tempo, meus contratos pode ser desfeito. Meu coração dispara, não sei o que falar.
Eles notam minha cara de, talvez, desespero. calma respira William, aja como a mamãe ensinou, respira ,inspira e mantenha o auto controle na frente dos outros.
- William está tudo bem?- respiro fundo e falo com a voz mais mansa e cama que conseguia fazer no momento.
- Vocês cancelaram meus contratos?-
- Não, William, não não, não cancelamos apenas pedimos uma pousa no contrato. Eles disseram que iram mandar uma carta quando faltasse cem dias para a renovação do contrato- A mais velha nem perde tempo e continua - A renovação vai ser uma prova teórica e outra pratica, fique calmo meu netinho vai dar tudo certo, fique tranquilo.- A minha ansiedade cai aos poucos e dou um pequeno sorriso a ela.
- E, aproveitando a deixa das conversas importantes, a escola pra você vai começa "pausa pro café"... nessa segunda-feira agora...- e volta a tomar mais um gole da xícara dele.
-Mas eu não estou de atestado?-
-Já faz tempo que você esta com ele meu bem, nem precisa mais de ajuda, então pode fazer suas coisas normalmente, incluindo a escola.- Pelo visto, recebi só noticia ruim essa tarde... por isso que a vó pediu pra trazer meu material escolar, e eu nem desconfiei...
De certa forma o tempo passa, e fomos entrando em conversas melhores que essas, não falei muito, como sempre, como meus avós não jantam comida mas sim apenas um café da tarde e pronto. Logo cada um foi tomar banho, se despedir e dormir.
Saio do banheiro já vestido com uma blusa preta tamanho GG, essas são as melhores, e uma calça de moletom também da mesma cor e um chinelo preto... eu gosto de preto, é uma cor meio previsível até, mas é uma cor que combina com incrivelmente tudo! E tem gente que odeia essa cor com todas as suas forças, credo... Como odiar uma cor? ... Em fim... caio na cama de costas e fico de barriga para cima.
Ultimamente não sei o que pensar, tudo foi tão rápido e já é sábado e daqui uns dias vou tirar esse gesso filho da mãe.
Não quero pensar... não quero... não mesmo, então apenas, me cubro da cabeça aos pés, fecho os olhos e finjo estar dormindo para enganar a mim mesmo e funciona aos poucos sinto sono e vou apagando.
Que amanhã seja um dia melhor.
.............................................................................
OI OI OI MEUS ANJINHOS TUDO BEM? =D estou passando aqui agradecer há quem leu até aqui e espero que tenha gostado de ler quanto eu gostei de escrever esse capítulo.
Estou escrevendo no Wattpad, porém estarei postando aqui também.
Só um aviso essa história não terá HOT, por escolha pessoal minha e espero que essa história encontre o publico certo <3
agradeço sua atenção <3
Qualquer erro de português por favor me corrijam =]
número de palavras: 3904
hasta la vista <3
^ Um bolo da dona Antonia pra você <3

















