Quando nós gostamos muito de alguém, colocamos essa pessoa em primeiro lugar acima de tudo, acima de todos. Por motivos que até nós mesmos desconhecemos, e na maioria das vezes não explicamos, não deixamos saber, não deixamos ao menos entender o por que. Quando digo que ando pensativa, deliberadamente é sobre o que acho melhor para você. Eu poderia tentar te explicar todos os meus motivos, mas não tenho o direito de te pedir nada disso, e você nem merece isso.
Um relacionamento deve ser como você disse: cada qual com seu espaço, mas juntos. Nenhum dos dois deve ficar a mercê. O que você nunca soube é que quando fico pensativa, é justamente por isso. Por querer tanto você, e não saber proporcionar o que você precisa. Não porque não quero, mas porque não posso. E quando digo que não posso, jamais pense que é porque não gosto de você o suficiente para isso, porque eu gosto e muito. Jamais pense que é por falta de certeza de querer estar com você, porque essa eu tive desde o momento em que me quis como sua.
São tantas as coisas para as quais não me abri pra você, por medo, insegurança, porque não quis te perder. E não querendo te perder, te perdi! Logo no inicio, pedi que tivesse paciência e que com calma lesse todas as páginas do meu mundo. Mas somos ansiosos, ansiamos o que queremos no nosso momento, na nossa vontade e perante essa ânsia, não sei se você teve a calma e a paciência pra ler as tais páginas nos momentos certos, de acordo com o tempo necessário para que eu fosse lhe mostrando os capítulos.
Mas eu não posso te culpar, no seu lugar eu teria as mesmas ansiedades, curiosidades, pensamentos. No seu lugar, eu teria desistido há muito tempo. Mas eu torci para que nunca desistisse, para que nunca se cansasse, para que nunca se importasse com as minhas constantes crises e instabilidades momentâneas, porque no final vinham carregadas de uma carência e vontade de ser sua, só sua!
Cartas que nunca entreguei