conrad: Ei, está podendo falar?
conrad: na verdade, será que podemos sair para conversar?
conrad: é sobre The Journals


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conrad: Ei, está podendo falar?
conrad: na verdade, será que podemos sair para conversar?
conrad: é sobre The Journals
“Ei!” Fawn correu até @nxtasha, temendo que a amiga fosse fazer algo de que se arrependeria. “Você acha mesmo que isso vai funcionar?!” Perguntou, tentando pegar o taco de beisebol da mão da outra.
Conrad esperava por Natasha do lado de fora do estabelecimento, não sabendo muito bem o que dizer para a loira quando de fato a encontrasse. Durante o tempo que passara no The Journals, sempre sentira que havia certa tensão entre eles, não sendo algo necessariamente positivo. Porém, a indiferença em seu sangue londrino o fazia não ser tão preocupado com aquilo. Algumas pessoas se davam bem, outras nem tanto e estava tudo bem, enquanto a banda estivesse fazendo música. Era a paixão pela arte que os guiava, qualquer desentendimento menor parecia irrelevante para o rapaz. Subitamente, foi puxado para fora de seus pensamentos. “Pensei que você não fosse mais sair”, comentou, apagando o cigarro na parede ao vê-la estremecer levemente pelo frio. @nxtasha
“Ei @nxtasha!” Disse ao ver a loira passar na escada, correndo pelo corredor pra a alcançar. “Eu preciso falar com você, fiquei sabendo de um boato, queria saber se é verdade!”
“ is there anything else you want to say to me? ” (Natasha)
“I don’t know, is there anything else you wanna say to me?”, perguntou, passando a mão pelos fios de cabelo de forma um tanto nervosa. Era como se toda a tensão que Natasha e ele fingissem não existir durante a época da banda tivesse retornado, sendo que, dessa vez, estava quase palpável. “Porque você me olha de um jeito que parece ter muita coisa a dizer e eu estou cansado disso, sabe? Se você tem algo a dizer, então diga logo, porque eu ainda não aprendi a ler mentes”. Tirou um cigarro do bolso e o acendeu, parte de si aliviada por falar tão francamente com a outra. Não aguentava mais os diálogos passivo-agressivos. “Você sabe que eu não me sinto muito confortável perto de você, mas isso porque você nunca permitiu que eu pudesse me aproximar de verdade. E isso cansa”, confessou, puxando um trago do cigarro para poder manter o tom baixo. “Cansa estar constantemente tentando conquistar a amizade de uma pessoa que não está interessada. Ou não sei, parece estar interessada, mas só em certos momentos. E você tem essas suas mudanças de humor, ao menos quando se trata de mim, que eu não consigo entender”. Soltou o ar, exasperado, querendo que Natasha lhe dissesse alguma coisa, qualquer coisa, que o fizesse compreender o porquê dela não ter ido com a cara dele.
@nxtasha
"Eu estou vendo essas pessoas vestidas com os suéteres de Natal e eu percebo que eu realmente não sou nada festiva." Confessou para @nxtasha, com uma careta. Fawn não gostava tanto assim do Natal, pela distância dos pais, mas, mesmo assim, ela ainda estava presente nas comemorações, talvez para não se sentir tão sozinha assim. "Você acha que eu deveria arranjar um suéter feio para me enturmar?"
-𝕞𝕚𝕤𝕤𝕚𝕟𝕘 𝕜𝕚𝕕
with the one and only @nxtasha
Oliver estava sentado em um banco no parque, com George ao seu lado, entretido em sua caixinha de suco de laranja. O menino agora com quase três anos, apesar de quase não falar muita coisa, os pés trabalhavam em uma velocidade incrível para alguém tão pequeno. Olly, apesar de ter aprendido muita coisa durante todo esse tempo, ainda não tinha um par de olhos a mais como sua mãe parecia ter. Em um segundo George estava ao seu lado, e no segundo seguinte que Olly checou uma ligação perdida em seu celular, o menino havia sumido.
O sangue pareceu congelar nas veias de Oliver, parecia simplesmente não correr mais. Com a respiração acelerada, ele se levantou do banco, fitando para todo o canto. -George? Ele perguntou em voz alta, e no segundo seguinte, repetiu o chamado, desta vez em um grito. Ele fitava em todas as direções, e a única coisa que lhe vinha a mente era seu pai foragido da polícia, conseguindo encontrá-los e levando George embora. -GEORGE! Repetiu o chamado mais alto, já pegando o seu celular do bolso e se preparando para ligar aos seguranças providos pelo Programa de Proteção a Testemunhas.