Igual que cuando corres en un sueño, no avanzas!! 😅😅😂

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Igual que cuando corres en un sueño, no avanzas!! 😅😅😂
Obsesionado con lo obeso que me veo en estás fotos, hay #facereveal en mi IG 👀
I'm a very submissive pig looking for a feeder
That can handle all my fat
Voy a regresar de mis vacaciones tan gordo, que voy a necesitar el GPS para encontrar mi cintura.. !! 😔😣😫
Antonius Soules 💊
Así es el esqueleto de una persona obesa. Lo que da una idea del esfuerzo que soporta.
A Baleia (The Whale-2022)
ATENÇÃO: O CONTEÚDO DESSE FILME E DESSE TEXTO PODEM CAUSAR GATILHO. CONTÉM CONTEÚDO SENSÍVEL.
Diretor: Darren Aronofsky
Roteiro: Samuel D. Hunter
Toda vez que eu termino um filme que me impacta muito de alguma forma, eu fico desnorteada, atordoada e é quase automático o meu ato de pegar o celular e pesquisar críticas sobre esses filmes. Foi o que aconteceu com "A Baleia", do Darren Aronofsky, a mesma cabeça e olhos de "Requiém Para Um Sonho" e "Mãe!", duas obras viscerais e loucas que mexeram muito com meu psicológico. Quando terminei de ler a primeira crítica -e única que eu li- eu me senti tão nauseada como várias vezes que eu vi diversas críticas sem sentido e pouco inteligente sobre obras que, na minha opinião, foram maravilhosas e mal avaliadas. Eu senti que eu precisava fazer todo esse tumblr e principalmente esse texto, para não só criticar filmes, mas criticar essas críticas e seus autores.
"A Baleia" é um filme ganhador de dois Oscars em 2023, inclusive de melhor ator com o maravilhoso Brendan Fraser, que mesmo que tenha ficado famoso pelo seu papel em "A Múmia", tem em suas costas "Crash-No Limite", que não é qualquer coisa, é um filme ganhador de um Oscar também. Além de Fraser, esse filme tem um elenco de ouro, atores muito competentes que conseguiram me emocionar do início ao fim. Inclusive, em especial para a Sadie Sink, que é conhecida por papeis mais teens e eu nunca ia imaginar vê-la fazendo um papel tão denso e pesado como esse, me impressionou e eu quero mais dela por aí.
Enquanto eu lia essa crítica, me incomodou muito que o autor não fazia ideia do que estava escrevendo e eu nem sei de verdade se ele assistiu ao filme. Enquanto ele focava no que pode ou não ser politicamente correto, eu conseguia ver nas suas "entrelinhas" seus próprios preconceitos ao ponto de comparar a gordofobia com crime de ódio à pessoas pretas ou judias. Começando pelo título: Apesar de "baleia" ser uma palavra usada para diminuir e fazer piada com pessoas gordas, no filme, a baleia é uma metáfora (não tão metáfora) para fazer uma relação com o livro Moby Dick. O filme inteiro, o personagem Charlie se apega a um resumo do livro que ele guarda com amor na sua gaveta. Ele não é a baleia porque ele é gordo, ele é a baleia porque ele tenta se matar o filme inteiro como o Capitão Ahab tenta matar Moby Dick durante a história, sua filha é a baleia, o missionário Thomas também é, todos os personagens importantes na história são de alguma forma.
Esse filme me pegou de jeito, quando ele mostrou os últimos dias de um homem sofrido, depressivo que por causa de todos esses problemas desenvolveu obesidade mórbida, uma doença que é fatal e que nós sabíamos pelo seu estilo de vida (e já nas primeiras cenas) que ele morreria no final da semana. Enquanto o crítico se preocupava como o diretor devia abordar o tema ou se era gordofóbico, eu vi a realidade nua e crua jogada na minha cara de forma extremamente visceral e dolorosa. Não porque o personagem estava morrendo aos poucos, mas porque o que eu estava vendo era literalmente a realidade, não só de pessoas obesas moribundas, mas de pessoas gordas em geral. A sociedade costuma tratar essas pessoas com desprezo, com nojo, as vezes até como animais, dói mesmo ver que ninguém pediu pra ser assim quando o padrão de beleza é ser magro, choca mesmo ver o que acontece em casa quando você tá sofrendo e ninguém tá vendo.
Quando as pessoas pensam em distúrbios alimentares, o que vem em mente são pessoas extremamente magras e com aspecto esquelético. Tá tudo bem falar sobre essas pessoas desde que elas sejam magras e bonitas, não é mesmo? Afinal é muito menos ofensivo ver corpos magros que sofrem pra ser o que esperam deles do que o contrário. O que as pessoas normalmente não sabem, é que boa parte dos bulímicos, por exemplo, vomitam porque comem demais, chama-se compulsão alimentar. Mas e se essas pessoas não vomitam, o que acontece? Charlie acontece.
As reações dos estudantes quando ele se mostra na webcam pela primeira vez ao final do filme não foram exageradas, essa é a reação que a sociedade tem todas as vezes que veem algo que sentem nojo. É a reação que eu vejo todos os dias quando algumas pessoas falam (e zoam) da dançarina, influenciadora digital e ativista Thaís Carla ou de qualquer outra pessoa de gordinha a obesa que faz sucesso na internet (e até as que preferem anonimato). Apesar de todo esse body positive, nenhuma delas escolheu ser assim, seja por algum problema na saúde física ou psicológica (as vezes até pelos dois). Independente de qual motivo que trás a obesidade para a vida de uma pessoa, o fato é que é realmente duro lidar com a verdade e ela não é pra todas as pessoas.
A arte não precisa ser o tempo todo uma metáfora, não precisa falar nas "entrelinhas", como diz o autor da crítica que eu li. Ela pode vir como um tapa na cara e um grito enquanto você empatiza com o personagem. E é o que o Darren Aronofsky faz nas suas obras. Ele conta histórias reais, te coloca no lugar do personagem e te faz sentir absolutamente tudo. Ele te faz julgar o personagem e se julgar pelo que você está julgando. Mesmo em "Mãe!" que tem todas umas alegorias e metáforas no meio, ele mastiga tudo pra você e te faz engolir a seco e isso sufoca mesmo, eu passei 1 semana deprimida depois de assistir "Requiem Para um Sonho". Se você não está preparado pra a realidade, você não está preparado para a arte.