11 de janeiro de 2012 Uma madrugada de quarta-feira que insiste em não passar
Oi, vida.
É bom ter notícias suas. Todo esse tempo eu venho procurado saber se você, minha vida, está bem. Se já partiu ou se por algum milagre, talvez, resolveu ficar... E quando eu menos esperei (hoje), o vento me sussurrou que notícias suas chegarão. E chegaram.
É bom saber que está bem, que anda sorrindo e rindo, que tem sido feliz. É boa esta nossa conversa não ter sido vazia, como todas as outras... Me trouxe uma certa paz, um certo conforto, e uma certa saudade de tantas coisas, de tantos os seus abraços, de tantos os seus beijos, e de tantas as suas palavras doces. Uma certa saudade bem conhecida por você; a mesma de sempre... Porém, dessa vez talvez mais forte.
Eu queria ter lhe falado mais além das meras palavras de sempre. Eu queria compartilhar as angústias de outros amores que passam por mim. Eu sei que tu ainda tens o melhor abraço do mundo; aquele onde a gente mergulha e esquece de todo o mundo. Eu sei que as tuas palavras ainda são as mais doces e se ditas ao meu ouvido, então... Que delírio. Eu sei que se tu limpas as minhas lágrimas, eu sorrio. Eu sei que os teus olhos negros, escuros e profundos contam as mais lindas histórias, e os meus olhos cor de chocolate pouco amargo para você, ainda fazem parte delas.
Desculpa se o chocolate dos olhos meus parece ter um gosto mais amargo para você. A saudade o deixou assim. Mas ainda gosto de ouvir as histórias que os teus olhos têm para me contar. Eles me fazem rir.
Hoje eu ouvi a nossa música e lembrei de você me cantando ela. Eu senti uma saudade doída. Eu chorei; confesso. Você conhece a boba que te ama. E me pergunto se a nossa história acaba por aqui; uma carta mal feita, escrita às pressas de alguém que chora tua falta, jorrando emoção e saudade entre letras rabiscadas em uma folha amassada (por causa da lágrima, pingada).
A resposta paira no silêncio de um quarto que ainda tem teu cheiro.
Engano meu pensar que nossos caminhos se separarão algum dia. Construímos uma estrada juntos, afinal. O silêncio sussurra-me que qualquer dia desses a gente volta a se encontrar... O caminho tem cheiro de terra molhada, se trilhado ao seu lado.
Tu sabes que te espero. Com o coração pulsando, olhos cheios de lágrimas, a voz e as pernas trêmulas... Te espero. Hoje, estarei aqui. Amanhã, procurando por ti no horizonte da nossa bela estrada. Nos próximos anos, ainda aqui; talvez com uma flor na mão ou só minhas meras palavras embaçadas (mas não para ti; que não lê as minhas palavras, e sim, me lê por completo). Numa eternidade, aqui (e gosto de pensar que estarei contigo).
E posso dizer quantas vezes (bobas) for, que irei jogar todas estas cartas ao nosso caminho e isso é tudo que sobrará dele; mas sabes que quando chegares, estarei com mais uma folha rabiscada de amor e com cheirinho de lavanda para te dares.
Vou acreditando que voltarás. Vou acreditando que tudo isso é verdadeiro e permanecerá, como rege a lei. Vou acreditando e conforto a dor.
Vou te querendo. Te quero muito e tão bem, sempre.
Aquele mergulho nos teus braços que me levam para a nossa estrada...
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Doce Baiana











