Fernanda Ocáriz, Julia Regina, Luiza Munhoz Marina Bonassi, Matheus Bernardino e Sara Luna
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Fernanda Ocáriz, Julia Regina, Luiza Munhoz Marina Bonassi, Matheus Bernardino e Sara Luna
No mundo do papelão
História do papelão
O papelão surgiu na China entre 3 e 4 mil anos atrás, quando os chineses da dinastia Han começaram a usar folhas feitas de casca de amoreira para embalar e preservar alimentos. O papelão começou a chegar até o Ocidente através da Rota da Seda e das relações comerciais estabelecidas entre a China e a Europa.
A primeira menção ao papelão de que se tem notícia na Europa data do século 17 e foi encontrada em um manual de impressão chamado Mechanick Exercises,no entanto, o livro não se refere a um tipo de papel utilizado para a produção de caixas, mas sim sobre o qual se podia escrever e imprimir.
A primeira menção de caixas de papelão é de 1817, quando elas começaram ser usadas comercialmente. Assim existem evidências que apontam para um industrial britânico chamado Malcolm Thornhill como o primeiro a produzir caixas feitas com uma única lâmina de papelão.
As caixas no formato que conhecemos atualmente surgiram no acidente em 1879 graças a Robert Gair, o criativo dono de uma fábrica de sacolas de papel. Para fazer as caixas, os fabricantes pegavam as lâminas de papelão e marcavam todas elas com uma prensa antes de dobrar e fazer todos os recortes necessários à mão, o que resultava em um processo que, além de demorado, era bem caro.
Após a revolução industrial, que se deu início no século 18, expandiu-se com vigor no século 19 houve invenções que mudaram o rumo da história do desenvolvimento como locomotivas a vapor e lâmpada. Consecutivamente na indústria surgia o conceito de linha de produção e montagem, sistema que acelerou muito a produção de bens de consumo em grandes quantidades, com isso vinha a necessidade de algum tipo de embalagem que tivesse larga escala.
Com a revolução era necessário transportar alimentos frescos por longas distâncias, que seria impossível naquela época sem o desenvolvimento das caixas de papelão ondulado.
No século 19 surgiu o papelão ondulado, inicialmente projetado como proteção interna de chapéus, na Inglaterra de 1856. As características de proteção e a facilidade de trabalho deste versátil material foram logo adaptadas para o uso em embalagens. Em 1871, o americano Albert L. Jones patenteou embalagens produzidas em papelão ondulado para envolver produtos frágeis, como garrafas de vidro.
Não se sabe ao certo como ele utilizava sua invenção para proteger os frascos de vidro que despachava. Supostamente as garrafas de vidro eram envolvidas com o papelão, que também preenchiam os espaços vazios dentro de caixas de madeira.
Em 1856, dois ingleses, Healey e Allen, patentearam a primeira forma de papelão ondulado. E criaram as máquinas utilizadas para a fabricação do papelão ondulado denominadas "onduladeiras”.
Características da máquina:
-Feita a mão
-Composta por dois rolos corrugados para a pressão.
Logo depois o americano Oliver Long descobriu que uma folha plana colada ao papel ondulado mantinha sua forma e aumentava a resistência, denominou face simples.Com esta percepção de aumento da resistência, nasceu a indústria de papelão ondulado.
A companhia chamada Thompson & Norris começou a trabalhar com as patentes em 1875, seguido por outra companhia, Robert Gair em 1878. Inicialmente ambas nos Estados Unidos e poucos anos depois na França, Inglaterra e Alemanha.Gair descobriu que pelo corte e vinco de um papelão poderia fazer cartões pré-fabricados. Estender o uso desse papelão ondulado foi algo natural quando o material ficou disponível. Porém a indústria de papelão ondulado não decolou até 1914.
Novas aplicações foram surgindo; entre elas a de Will Keith Kellogg que fez as primeiras caixas de papelão usadas para armazenar cereais e flocos de milho, que mais tarde começaram a ser comercializadas para o público em geral com sua própria marca. Isso marcou a origem da caixa de cereais e do papelão como armazenamento de alimentos, embora nos tempos atuais o saco plástico selado, mantido dentro da caixa, e não fora, que é utilizado.
No século 20, o papelão ondulado continuaria sendo a matéria-prima mais utilizada no mundo para proteger, transportar e expor mercadorias, permeando a cadeia de produção de produtos de consumo.
Caixa de papelão ondulado
A caixa de papelão ondulado tornou-se uma das mais importantes e conhecidas embalagens nas últimas décadas. Resistente, leve e de fácil obtenção, tem a maior parte de sua produção advinda da recuperação do papel velho. A produção mundial de 1998 foi de 1 bilhão e 600 milhões de toneladas. Dentre seus maiores consumidores estão as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, eletrodomésticos, fruticultura e avicultura.
No século XIX aconteceram muitas mudanças e um progresso notável na melhoria de matérias-primas, nos equipamentos, nos processos de produção, e nas técnicas de impressão em embalagens de papelão. Algumas mudanças são: - O número de qualidades de papel para a produção de papelão ondulado está aumentando continuamente. - A velocidade de produção aumentou significativamente com a melhoria do equipamento, assim como a procura do usuário por embalagens de papelão. - O uso do computador revolucionou a indústria, conseguindo produções contínuas e evitar paradas de máquina, que tinham um impacto considerável na produção. - Na última década, as novas técnicas de impressão melhoraram a qualidade das embalagens de papelão. - A embalagem de papelão ondulado passou a ter a função de logística e comercialização.
História do papelão no Brasil
1935- A primeira fábrica de papelão ondulado foi constituída pelos Srs. João Costa e Ribeiro, que introduziram no nosso mercado o ondulado parede simples, até então importado da Alemanha. A produção de embalagens de papelão ondulado mostrou um rápido crescimento, acompanhando a Revolução Industrial e respondendo à pronta demanda por mais embalagens de transporte, caminhando paralelamente às atividades econômicas.
1974- Foi fundada a ABPO - Associação Brasileira do Papelão Ondulado. No seu primeiro Anuário.
1987 - Manual de Controle de Qualidade que tem servido a usuários e fabricantes de embalagens e produtos de papelão ondulado.
1999- Glossário sobre Papelão Ondulado, que é de grande valia como instrumento de consulta aos profissionais do setor e aos usuários de embalagens de papelão ondulado.
2002- Folder Meio Ambiente, informativo sobre a contribuição das embalagens de Papelão Ondulado à proteção ambiental. 2003- Cartilha Papelão Ondulado - Conheça a produção e os cuidados com o papelão ondulado.
Utilização
Onde é mais utilizado ?
O uso do papelão aumentou muito nos últimos anos, fazendo com que não se deem canta de tanto que se usa o papelão no dia-dia, como desde as embalagens de cartão de inúmeros produtos de limpeza e detergentes aos cadernos e livros, passando pelo papel de embrulho e pelas embalagens de alimentos líquidos, onde muitos possuem as fibras do papel na sua composição. Dentre seus maiores consumidores estão as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, eletrodomésticos, fruticultura e avicultura.
O papelão também é bastante utilizado em outras atividades econômicas, como por exemplo industrias de:
- Gráfica e transportadora de papel
- Embaladora.
- Distribuidora.
- Electrónica.
- Telecomunicações.
- De uso especiais, como para papel de cigarro e filtros.
Consumo Aparente de Papel e Cartão (Un. 1000 toneladas)
Fonte:Boletim Estatístico da CELPA, 2011
Produção de Papel por Tipos (Un. %) em 2011
Fonte:Boletim Estatístico da CELPA, 2011
Especificações técnicas
- Descrever o produto a ser acondicionado (tipo do material, tamanho, peso, etc);
- Empilhamento (determinação do tipo de coluna da caixa);
- Tipo de transporte a ser utilizado (rodoviário, aéreo, marítimo ou ferroviário);
- Mercado de destino (distância e se doméstico ou exportação);
- Condições climáticas (antes, durante e após o transporte);
- Condições de movimentação;
- Dimensões da caixa;
- Peso do material embalado;
- Manuseio da caixa durante o processo logístico;
- Quantidade de vezes que a caixa será transportada;
- Tipo de paletização;
- Tempo e local de armazenamento;
- Nível de fragilidade do Produto;
- Tipo de fechamento (manual, colado, fita)
- Quantidade de cores de impressão;
- Dizeres legais da caixa.
Embalagem de papelão ondulado:
- Papelão Ondulado é uma estrutura cujas propriedades são expressas em termos de Resistência à Compressão de Coluna, Resistência ao Arrebentamento, Resistência ao Esmagamento, Espessura da Estrutura e outras.
- Resistência à Compressão de Coluna e Resistência ao Arrebentamento têm sido as duas referências mais usadas em tabelas de especificações em vários países.
A Resistência de Coluna, por estar ligada à resistência da caixa à compressão é considerada o parâmetro mais importante para o desempenho no empilhamento.
- A Resistência ao Arrebentamento, está ligada à resistência da caixa a rompimento por manuseio rude, choques ou quedas.
- Resistência de Coluna e Resistência ao Arrebentamento não são parâmetros que se relacionam diretamente, isto é, nem sempre um aumento de uma corresponde a um aumento na outra
Propriedades
- Espessura
- Gramatura
- Textura
- Resistencia
- Cor
A espessura varia muito e está relacionada a grossura do papel variam de acordo com o fabricante e o tempo de “vida” do rolo ondulador.
A gramatura vai variar de acordo com a espessura do papel.
A textura está relacionada ao aspecto da superfície do papel conforme se apresenta lisa ou rugosa.
A resistênciados papéis depende, geralmente, da espessura. Assim, os papéis finos são mais frágeis do que os mais grossos. O papel grosso corta-se com mais dificuldade do que o papel fino, porém rasga mais fácil. Conclui-se que a resistência depende da dificuldade ou a facilidade de corte e dobragem do papel.
Caixa de papelão é a embalagem que se tornou mais importante nas últimas décadas resistente, leve e de fácil obtenção.
Diferente das outras caixas de papelão, a caixa de papelão ondulado é feita de varias combinações, compondo a capa e seu miolo.
O papelão Ondulado é um material comumente utilizado como caixa de transporte de produtos, embora com a evolução tecnológica, venha apresentando opções também em embalagens primárias (em contato direto com o produto).
Sua engenhosa combinação de “capa” e “miolo” proporciona um material leve, resistente e versátil, com ampla utilização na produção de embalagens para os mais variados tipos de produtos, facilitando o transporte, a armazenagem e a exposição no ponto de venda.
O papelão ondulado é um material 100% reciclável e 100% produzido a partir de fontes de matérias-primas renováveis. É completamente sustentável.
Em relação ao custo X benefícios o papelão ondulado se torna o material mais utilizado para a fabricação de embalagens, é responsável por aproximadamente 75% dos produtos embalados no mundo.
Tipologia
Tipos de papelão ondulado:
O Papelão Ondulado é composto de três partes, sendo elas:
- Capa Externa ou Forro Externo: esta parte é composta por um papelão fino que tem intenção de revestir e proteger a caixa de papelão e a parte interna, o Miolo;
- Miolo ou Papel Corrugado: esta parte é onde está “escondido” todo o segredo do papelão ondulado. O miolo é composto de papel ondulado, onde espaços abertos com ar são propositalmente colocados para aumentar a resistência do produto.
- Capa Interna ou Forro Interno: esta parte é muito similar à capa externa, sendo utilizada como forração para o miolo de papel corrugado central.
No Brasil são produzidos cinco tipos de papelão, recebendo sua denominação de acordo cm a quantidade e espessura de suas ondulações:
- Face simples – Estrutura formada por somente o miolo colado na capa
- Parede simples – Estrutura formada pelo miolo envolto em duas capas, uma de cada lado.
- Parede dupla – Estrutura formada por três elementos planos (capas) colados a dois elementos ondulados (miolos), intercalados.
- Parede tripla – Estrutura formada por quatro elementos planos (capas) colados em três elementos ondulados (miolos), intercalados.
- Parede múltipla – Estrutura formada por cinco ou mais elementos planos (capas) colados a quatro ou mais elementos ondulados (miolos), intercalados.
Ondas:
A quantidade e o sentido das ondas estão diretamente relacionados com o desempenho do material.
França.
NaFrança, existem oito tipos de papelão, sendo eles denominados apenas pela sua espessura:
- Miolo K ou D, chamado também de “Miolo Gigante”, mede mais de 7 mm ( Seria o equivalente a “Parede Múltipla” no Brasil) ;
- Miolo A, também chamado de GC, mede em geral mais de 4,5 mm;
- Miolo C, também chamado de MC, mede de 3,5 a 4,5 mm ;
- Miolo B, também chamado de PC, dmede de 2,5 a 3,5 mm ;
- Miolo E, também chamado de “Micro-Miolo”, mede de 1,5 a 2 mm ;
- Miolo F, também chamado de “MiniMicro”, mede 1,2 mm ;
- Miolo G ou N, chamado de “Nano-Miolo”, mede 0,8 mm ;
- Miolo O, mede 0,5 mm;
É possível a produção de Miolos combinados, sendo feitas tais combinações para obter melhores resultados mecânicos e um tempo de uso possível maior.
Dentro as combinações as principais são:
Face Simples ou SF.
Face Dupla ou DF.
Miolo-Duplo ou DD.
Miolo-Triplo ou TC.
Máquina de produção francesa:
Reino Unido:
A espessura de um papelão padrão começa em 125 gm² e progride para 150 g/m², 200 g/m² e 300 g/m². Diferentes caneluras e pesos são disponíveis e dependem da necessidade de Resistencia do material.
Os tipos de papelão ondulado são:
Canelura Micro:750 - 900 mícrons (0.75mm - 0.9mm) de espessura e é usado para cartões impressos de alta qualidade, pode ser impresso diretamente em litografia e é normalmente usado para embalagem pronta para prateleira de alta qualidade.
Canelura “E”:1100 - 1200 mícrons (1,1 mm - 1,2 mm) de espessura e oferece excelente resistência ao esmagamento e resistência à compressão. Ele fornece uma superfície de alta qualidade para imprimir e é mais comumente usado em embalagens menores e em aplicações de corte de matriz.
Canelura “S”:2300 mícrons (2,3 mm) de espessura. Usada normalmente para materiais de mais resistência como sinalizações de trânsito.
Canelura “B”: 2700 - 2900 mícrons (2,7 mm - 2,9 mm) de espessura e provavelmente o tipo mais comum de miolo.
Canelura “C”:3500 - 3700 mícrons (3,5 mm - 3,7 mm) de espessura, oferece uma maior resistência à compressão do que a canelura "B", proporcionando uma resistência ao empilhamento ligeiramente melhor para produtos mais leves.
Canelura "EB":3800 - 4100 mícrons (3,8 mm - 4,1 mm) de espessura, este é um material de parede dupla que combina a Canelura fina "E" e a Canelura comum "B". Os resultados proporcionam um excelente nível de desempenho em acabamento de impressão e proteção contra impacto.
Processo
Processo de fabricação do papelão
Das categorias de papéis para embalagem, a que apresenta maior crescimento e importância é do papelão ondulado, devido principalmente a sua grande utilização nos setores alimentício, avicultura/fruticultura, químicos e derivados, farmacêutico, etc.
A produção feita pelas bobinas de papel, tem como matéria–prima basicamente “aparas” (resto) e pasta químico–mecânica. São produzidos três tipos de papel denominados: Papel “kraft liner” e papel “test liner” e papel miolo.
O papelão ondulado, conforme a Norma NBR 5985/83 – “Papelão Ondulado e Caixas de Papelão Ondulado – Terminologia”, o papelão ondulado é definido como uma "estrutura formada por um ou mais elementos ondulados (miolos) fixados a um ou mais elementos planos (capas) por meio de adesivo aplicado no topo das ondas"
- Miolo – Papel fabricado com pasta semiquímica e/ou aparas (geralmente com 120 a 150g/m²). Usado para ser ondulado na fabricação de papelão ondulado.
- Capa de 1ª – Papel fabricado com grande participação de fibras virgens, (geralmente com 120g/m² ou mais), atendendo as especificações de resistência mecânica requeridas para construir a capa ou forro das caixas de papelão ondulado.
- Capa de 2ª – Papel semelhante ao “Capa de 1ª” porém com propriedades mecânicas inferiores, consequentes da utilização de matérias–primas recicladas em alta proporção.
Descrição dos processos Matéria–prima A matéria–prima é recebida na forma de fardos e constitui–se basicamente de aparas (papel para reciclagem adquirido de terceiros) e pasta químico–mecânica.
Preparação da massa
O processo inicia, com a matéria–prima sendo colocada em uma esteira e transportada até o equipamento denominado Hydropulper. Neste equipamento é acrescida de água efetuando–se a desagregação, isto é, a matéria–prima é transformada em pequenos pedaços de papel, formando uma suspensão fibrosa chamada de massa.
Matéria prima
hydropulper
No Hydropulper e seus equipamentos, a matéria–prima sofre também um processo de pré–depuração com a finalidade de remover impurezas como grampos, clipes, pedras, arames, plásticos, metais e tecidos.
Hydropulper interno
Após a desagregação a massa é bombeada para o tanque de descarga e em seguida para o processo de depuração. Este processo consiste na remoção de impurezas menores da massa tais como: areia, plástico, palitos, isopor e pastilhas de papel.
Após a depuração a massa segue para os engrossadores, onde é extraída a água, conferindo à suspensão fibrosa consistência em torno de 5%, posteriormente a massa é estocada nas torres de massa.
Quando a massa é extraída das torres, esta sofre a adição de água para baixar a consistência, seguindo daí para os tanques e equipamentos de refinação.
Nos refinadores a fibra passa pelos discos rotativos onde são hidratadas.
Após a refinação, segue para os tanques de estocagem da máquina de papel.
A máquina de papel é composta das seguintes partes:
Caixa de entrada: equipamento que recebe a massa depurada e distribui uniformemente sobre a mesa plana.
Mesa plana: equipamento composto de uma tela e caixas de vácuo que têm a finalidade de formar a folha de papel e remover parte da água utilizada na diluição da massa; após formada, a folha de papel passa para a prensagem.
Prensas: equipamentos compostos por rolos, entre os quais a folha de papel passa sob pressão, sendo compactada e parte da água é removida. Após a prensagem passa para os secadores.
Secadores: conjunto de rolos aquecidos com a injeção de vapor, sobre os quais passa a folha de papel, removendo a quantidade de água ainda presente e deixando–a nas especificações de umidade. Após a secagem a folha de papel é enrolada na “enroladeira”.
Enroladeira: equipamento composto de braços pneumáticos, aos quais é preso um rolo de diâmetro pequeno, chamado estanga onde é enrolada a folha de papel que está sendo produzido; depois de enrolado, o papel está pronto, porém ainda necessita ser cortado na largura especificada, o que é feito na rebobinadeira. Rebobinadeira: equipamento composto de rolos e facas e que têm a finalidade de receber o rolo de papel bruto e cortá–lo na largura especificada, sendo cortada uma tira de papel de cada lado do rolo bruto, chamada refile, dando o acabamento final no produto.
Após rebobinado, o papel é pesado, identificado e enviado para a expedição.
Os impactos da produção do papel são maiores que os de sua disposição pós consumo. Como o papel é biodegradável, a maior preocupação está na derrubada de árvores e plantio de “monoculturas” para sua produção e nos resíduos gerados durante seu processo de fabricação. A diminuição da biodiversidade é uma das causas de aumento da probabilidade de desequilíbrios ecossistêmicos. Desta forma, incentivos para a reciclagem abrangem não só aspectos econômicos como, também, de sustentabilidade.
Ciclo de vida do papelão
1. Gestão Florestal Sustentável – As árvores são plantadas para um dia serem colhidas e utilizadas pela Indústria.
2. Produção de Pasta -Transformação da madeira em pasta papeleira.
3. Produção de Papel - Transformação da pasta papeleira em papel (nesta fase podem entrar no processo os papeis usados para reciclagem).
4. Transformação de Papel/Cartão – Corte, impressão e acabamento do papel em diferentes formatos de acordo com as diversas utilizações que pode assumir, tais como envelopes, caixas, sacos, etc.
5. Consumo – O Papel/Cartão é utilizado pelos consumidores, em forma de livros, cartas, jornais, revistas, bilhetes de cinema, sacos para compras e outras embalagens.
6. Recolha – Os resíduos depois de recolhidos são selecionados e triados, seguindo diretamente para os pulpers para reciclagem.
7. Reciclagem – Finalmente o ciclo é fechado com o processo de reciclagem, onde o papel usado gera papel novo.
Sustentabilidade em foco
Mundialmente, a indústria do papelão ondulado tem o compromisso de constantemente reduzir o impacto causado por suas embalagens ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, manter a funcionalidade e a economia do produto por ela embalado.
As embalagens de papelão ondulado são feitas de matéria-prima de origem renovável, o que causa baixo impacto ambiental em todos os estágios do ciclo de vida. Este ciclo de vida constitui uma cadeia fechada, na qual a embalagem usada é reciclada e novamente utilizada na fabricação de novas embalagens. A contribuição das embalagens de papelão ondulado à proteção ambiental em seu ciclo de vida, pode ser resumida da seguinte forma:
- Reduz as perdas pela diminuição do manuseio dos produtos embalados; - Evita a propagação de pragas entre lavouras pela não reutilização de suas embalagens; - São biodegradáveis e com alta taxa de reciclagem; - Protege a saúde dos consumidores, pois cada embalagem é utilizada nova e limpa uma única vez.
(Monomi Ohno)
Com a maior demanda por produtos de consumo decorrente do aumento da população mundial, aliada às mudanças climáticas causadas pela emissão de gases do efeito estufa, a prática da sustentabilidade ganha prioridade na gestão das empresas, nas políticas governamentais e na decisão de consumo de cidadãos cada vez mais conscientes.
O papelão ondulado é um material 100% reciclável, 100% biodegradável e 100% proveniente de fontes renováveis, atende às exigências da sociedade contemporânea por embalagens sustentáveis. Por esta razão, o uso do papelão ondulado como embalagem de transporte cresce em todo o mundo.
Extração da natureza
Manejo Florestal Sustentável
Os papéis respeitam a natureza, pois são produzidos a partir de florestas 100% plantadas e renováveis.
“O manejo florestal da visa o abastecimento das fábricas em madeira, proveniente de florestas 100% plantadas e renováveis. O processo contempla a produção das mudas, o plantio e a manutenção das florestas, a colheita e o transporte da madeira. A competitividade e a sustentabilidade são garantidas pelas certificações de manejo florestal (CERFLOR, FSC), qualidade, meio ambiente, saúde e segurança do trabalho (ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001), e por programas estruturados de inovação tecnológica e melhoria contínua dos processos florestais. “ (Fonte: International Paper)
A paisagem dos hortos florestais da é composta por florestas plantadas e por áreas destinadas a conservação da natureza. Este “mosaico florestal” permite a harmonia entre matas nativas e florestas comerciais, proporcionando melhorias na geração de produtos e serviços das florestas, como a preservação de habitat e a conservação da biodiversidade. Para cada 3 hectares de eucalipto, a empresa conserva 1 hectare de ecossistema natural. Dessa forma, a paisagem florestal permanece com mais equilíbrio ecológico, sendo já identificadas 350 espécies de árvores nativas e mais de 400 espécies de animais da fauna brasileira.
Eucalipto
Como manejamos nossos recursos
Como funciona a reciclagem de papel
A reciclagem é fundamental na busca pela sustentabilidade. Uma tonelada de aparas pode evitar o corte de 10 a 12 árvores provenientes de reflorestamentos e o uso de aparas para a reciclagem leva à economia de insumos, em especial da água utilizada nos processos de produção a partir da celulose.
O setor de papéis vem apresentando um aumento significativo no uso de reciclados; em 2000, o uso de recicláveis representou 45% da produção mundial de papel. No Brasil, apenas 37% do papel produzido vai para a reciclagem. De todo o papel reciclado, 80% é destinado à confecção de embalagens, 18% a papéis sanitários e apenas 2% à impressão.
Estima-se que na fabricação de aproximadamente 1 tonelada de papéis corrugados, são necessárias, aproximadamente, 2 toneladas de madeira (o equivalente a cerca de 15 árvores), 44 a 100 mil litros de água e de 5 a 7,6 mil KW de energia. A produção desta mesma quantidade de papel gera, ainda, 18 Kg de poluentes orgânicos descartados nos efluentes e 88 Kg de resíduos sólidos. Os poluentes são compostos por fibras, breu (material insolúvel) e celulose (de difícil degradação). Já no processo de reciclagem, o volume de água utilizado cai para 2 mil litros e o consumo de energia cai para 2,5 mil KW. Reciclar o papel, ao invés de fabricá-lo a partir da celulose, pode levar a uma redução de consumo de energia, emissão de poluentes e do uso da água, além de redução da percentagem de papel descartado como resíduo sólido.
O processo de reciclagem depende do tipo de apara/papel pós-consumo a ser processado e do tipo de papel a ser fabricado.
Processo de Reciclagem
Os papéis coletados geralmente chegam a fábrica misturados com outras substancias. Na primeira parte do processo, todo o material coletado é triturado formando uma pasta de celulose. Feito isso, esta pasta é peneirada para retirar todos os tipos de impurezas contidas na pasta como fitas adesivas, plástico, e alguns metais.
A retirada de tintas da pasta de celulose é feita então com a adição de compostos químicos (água e soda cáustica). Nos refinadores acontece um processamento da pasta para melhorar a ligação entre as fibras de celulose para que esta finalmente possa ser branqueada e seguirem para as máquinas de fazer papel.
Para que o papel seja passível de reciclagem com qualidade, ele não pode estar “contaminado” com materiais tais como ceras, plásticos, manchas de óleo e tintura, terra, pedaços de madeira, barbantes, cordas, metais, vidros, etc…, que podem dificultar o processo de reciclagem. Por isso, adota-se uma subdivisão indicativa para papel reciclável e papel não reciclável.
A reciclagem do papel, além dos fatores econômicos que propicia, contribui para a preservação dos recursos naturais (matéria-prima, energia e água), redução da poluição e dos resíduos sólidos urbanos gerados. Apesar de proporcionar todos estes benefícios, a indústria da reciclagem também consome energia e polui. Portanto, é fundamental o uso racional do papel e o consumo sustentável em paralelo, é imprescindível a estruturação da coleta seletiva e da logística reversa, e o desenvolvimento de novas tecnologias de reciclagem.
Comparação e integração dos processos
Ao reciclar papel, passamos a utilizar os recursos naturais de maneira mais responsável e não precisamos desmatar tanto. Um outro fator de muita importância para o meio ambiente é a economia no uso de água para a fabricação de papel. Para se fabricar uma tonelada de papel tradicional é necessário usar 100.000 l de água. A fabricação de papel através da reciclagem por outro lado, só precisa de 2.000 l por tonelada de papel fabricado. Com isso, também existe uma redução considerável no consumo de energia, algo em torno de 50 a 80% de economia de energia em relação ao processo tradicional.
Apesar do fato de a produção de papel a base de papel reciclado ser muito mais barata que o método tradicional, o preço final do papel reciclado era muito caro. A falta de uma logística eficiente e uma coleta seletiva capaz de levar para as fabricas os papeis velhos assim como a falta de estímulo a um consumo consciente por parte das empresas e população, não contribuíam para a popularização deste processo e o preço do papel reciclado muitas vezes chegava ao dobro do papel de fabricação tradicional.
Como é o papelão no Brasil
A partir de 2010, (quando a Lei 12.305, a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS foi sancionada), houve um crescimento acentuado na coleta seletiva de papelão e alto estímulo ao consumo de papel reciclado. A PNRS obriga todos os órgãos públicos a consumirem preferencialmente material reciclado e com o aumento da demanda, o preço do papel reciclado tende a cair bastante e finalmente a reciclagem de papel se tornar um dos melhores investimentos do setorno Brasil.
A qualidade do papel está diretamente relacionada com o comprimento das fibras de celulose, dessa forma, quanto mais o papel for reciclado, mais curtas suas fibras vão ficando. Estima-se que o papel pode ser reciclado até 6 vezes. Com a reciclagem repetida, as fibras curtas precisam ser removidas do circuito. No entanto com a introdução continua de fibras virgens oriundas de revistas (triturada) e celulose entrando na circulação, nunca acontece um colapso na reciclagem, mesmo com a reciclagem repetida.
Segundo a BRACELPA, 45,5% de todos os papéis que circularam no Brasil (em 2011) foram encaminhados à reciclagem. Com a aplicação da PNRS e o estimulo a produção e consumo sustentável o Brasil espera repetir o sucesso de reciclagem de alumínio onde já consegue hoje reciclar quase 100% de todo alumínio produzido no país.
Shigeru Ban
Shigeru Ban é um arquiteto especialista em estruturas de papel feitas com tubos de papelão oco, realiza construções de baixo impacto ambiental, leves, de baixo custo e com material descartáveis e recicláveis. Normalmente, seus projetos são voltados às vítimas de catástrofes ambientais e de guerras. Por tal fato, ganhou o prêmio Pritzher 2014. Alguns exemplos de suas obras com papelão são:
Catedral de Papelão da Nova Zelândia
Após um terremoto de magnitude 6,3 atingir em 2011 a cidade de Christchurch, a catedral anglicana da Nova Zelândia foi destruída e Shigeru Ban foi contrato para construir uma provisória no lugar da antiga, ele optou pelo material papelão, no qual é especialista. A Igreja foi inaugurada apenas 2 anos depois em 2013, podendo durar uma média de 50 anos.
O telhado da catedral foi construído com 86 tubos de papelão de 600mm cada, feitos a partir de tubos de alumínio onde o papel reciclado é enrolado, colado e tratado com poliuretano à prova d’água, tal cobertura retarda incêndios, sendo fundido ao chão com ciumento, a base do telhado é feita de vigas de aço e de madeira
Ela possui forma triangular e simples, possuindo 24 metros de altura e capacidade para 700 pessoas sentadas. Sua atração são os vitrais triangulares coloridos os quais foram reciclados de outras igrejas.
Casas Paper Log
Em 1995, ele construiu casas com tubos de papelão para os desabrigados do terremoto que passou pela cidade de Kobe.
A fundação das casas é feita com caixas de cerveja que foram doadas e preenchidas por sacos de areia, as paredes são de tubo de papelão de 4 mm de espessura e 106 de diâmetro, já o teto é de material usado em barracas. As construções têm espaçamento de 1,8 metros e ele serve de espaço comum para os habitantes. O isolamento é feito com fita de esponja à prova d’água feita com adesivos e colocada entre os tubos. São fáceis de desmontar e seguro para o caso de terremotos.
Sistema 4 de partição de papelão
Aos Japoneses afetados pelo terremoto e tsunami em 2011, fez abrigos temporários levando em consideração que a maioria deles tiram a privacidade das pessoas que lá ficaram por um tempo. Com isso, resolveu fazer divisórias de tubos de papelão, com uma estrutura de oito tubos cada e foram colocados panos.
Escola primária temporária Hualin – Chengdu, China
Foi construída com a colaboração entre universidade japonesas e chinesas nas férias de verão de 2008. Cerca de 120 voluntários japoneses e chineses ajudaram e ficou pronta em 40 dias. O complexo é composto de 3 edifícios, 9 salas cada um deles.
Além desse renomado arquiteto, a empresa o escritório holandês Fiction Factory, que surgiu em 1989 como um estúdio de interiores e cenografia e transformou-se em um de arquitetura inovadora que renovou o mundo das construções ao projetar a Wikkelhouse(wikkelen- embrulhar).
Esse é um modelo de micro-habitação, possui caráter migratório podendo ir ao lugar desejado e, além disso, caráter flexível por ser composta de módulos de 5 metros quadrados (1,2 metros de profundidade, 4,6 de comprimento e 3,5 de altura), os quais o cliente escolhe a quantidade, com isso, ela se adapta ao usuário. Pode incluir cozinha, banheiro, chuveiro, instalação de janelas e acabamentos personalizados de acordo com as necessidades e vontades do comprador.
Cada módulo é composto de fibra virgem de papelão corrugado, obtidas de árvores escandinavas, que são coladas com uma supercola ecológica a qual cria uma estrutura resistente e isolante, formando, assim, anéis modulares. São revestidos com uma camada externa de madeira e alumínio que protege de qualquer fenômeno meteorológico. Em seu interior, a madeira utilizada é a compensada que dar um ar aconchegante ao local. Além disso, possui uma fachada de vidro que permite o total fechamento da casa. Após a fabricação, cada módulo é revestido com uma camada de Miotex que permeabiliza ao mesmo tempo que permite a respiração da mesma e, também, dá durabilidade.
A maior vantagem dessa obra é que pode ser 100% reciclável após o uso. Ela respeita até três vezes mais o meio ambiente que as construções normais. Pode possuir durabilidade de 100 anos, mas tem garantia de 50. O preço de até três segmentos é de 25 mil euros. Entretanto, só está sendo fabricada em Amsterdã (cidade onde localiza-se a cede do escritório) podendo ser transportada para os seguintes países: Dinamarca, Luxemburgo, França, Holanda, Belgica e Rússia. Isso porque seus criadores querem acompanhar seu desempenho de perto. No momento, estão trabalhando numa versão “of grid”, ou seja, com sistema de energia e água mais autônomos.
Além do uso em construções, alguns arquitetos usam esse material na decoração. Como no caso do Vaumm que usou várias caixas de papelão em um ponto de entrega do site Deskontalia. Do design que o arquiteto criou pode-se tirar vários conceitos interessantes, a exemplo do baixo custo, a aparência provisória que condiz com as características do site (que oferece ofertas por um pequeno prazo), sua assimetria e descontração permitem com que outras caixas de entrega sejam ali colocadas sem com que pareçam que não deveriam estar ali ou que o ambiente está bagunçado.
Há também os que usam papelão no design de móveis. Como o arquiteto canadense Frank O. Charles que, entre 1969 e 1972, fez uma linha experimental de materiais de papelão ondulado, chamada Easy Design. Ela é composta de 14 móveis, eles são leves, robustos, macios e sua textura e linguagem formal são próprias. Eram obras de baixo preço e a exposição foi organizada pela Vitra Design Museum na quarta bienal de arquitetura de São Paulo. Graças ao baixo preço e ao sucesso, ele resolveu desativar a linha por medo de afastar-se da arquitetura.
Após 15 anos, ele iniciou outra linha de móveis de papelão a Experimental Edges. As obras dessa diferiam bastante da primeira, com móveis mais volumosos e compactos, contornos rudes e acabamento rugoso. A edição foi limatada e eram vendidos em galerias de artes com altos preços.
O canadense utilizava duas formas de tratar o papelão: a primeira era unindo as lâminas por meio de parafusos embutidos e a outra por meio da colagem de volumes predeterminantes unidos.
Já Eric Guiomar e DY Creations, em 1980, fizeram móveis com o papelão usado inteiramente como fabricado, queriam mostrar sua resistência, leveza, potencial estético e criativo.
Daniella Bueno, construiu a marca de móveis 100’t pois queria objetos de baixo custo, duráveis, com design e recicláveis. Ela usa em suas obras apenas recorte e dobraduras o que simplifica a montagem e o armazenamento das peças.
O artista Richard Sweency e o design de móveis Liam Hopkins produziram o Sofá Radiolara e a Bravais Poltrona com papelão ondulado. Fizeram experimentação com formas colunares de estruturas que são encontradas na natureza, incluindo ninhos de vespas e uma estrutura cristalina de organismos microscópios do mar (Radidaria).
O processo de produção foi da seguinte forma: fizeram o desenho no computador, uma composição de colunas triangulares (orientadas a utilizar as propriedades básicas do papelão, depois elas foram transformadas em layouts planas e impressos, por fim cortados a mão e colados juntos.
Impermeabilidade do papelão
1- Caixa de papelão ondulado impermeável para armazenar alimentos e objetos
Papelão impermeável é aquele, no qual nenhum fluido o ultrapassa.
Segundo a Cartosul, empresa que atua no ramo de produção de embalagens de papelão ondulado, a cada 60% de umidade relativa, uma caixa assim perde cerca de 10% de sua resistência, e a 80% acarreta 32% menos de “força”. Com isso, são realizados ensaios com o intuito de se obter uma caixa com 100% de sua resistência. Isso se concretiza com 50% da taxa de umidade relativa e 23°C de temperatura.
Assim, são realizadas experiências de absorção de água buscando justificar a necessidade de se impermeabilizar o material para aumentar a vida útil. Nesses ensaios, foram utilizados tubetes de papelão, pois apresentam forma tubular agregando resistência e estabilidade. Esses foram submetidos a, aproximadamente, 105°C e com revestimento de alguns materiais.
Resultados das experiências:
Pela visualização do gráfico, pode-se concluir que o melhor resultado de impermeabilização foi apresentado pelo verniz marítimo aplicado em 3 demãos.
Sem recobrimento
Verniz acrílico 2 demãos
Verniz acrílico 3 demãos
Termolina 2 demãos
Termolina 3 demãos
Verniz marítimo 2 demãos
Verniz marítimo 3 demãos
Tinta acrílica 2 demãos
Tinta acrílica 3 demãos
Tinta esmalte 2 demãos
Tinta esmalte 3 demãos
Resina multiuso 2 demãos
Resina multiuso 3 demãos
Os tubos sem recobrimento (Figura 6A) apresentaram manchas de infiltração, aumento da espessura da borda e camadas internas descolando; aqueles recobertos com verniz acrílico (Figura 6B) tiveram infiltração principalmente na porção próxima às bordas dos tubos, e percebeu-se um aumento na espessura; os revestidos com termolina (Figura 6C) tiveram algumas infiltrações localizadas, e pequenas rachaduras; os corpos de prova revestidos com verniz marítimo (Figura 6D) apresentaram poucas manchas de infiltração e não demonstraram fragilidade ou amolecimento; aqueles recobertos com tinta acrílica (Figura 6E) e esmalte (Figura 6F) tiveram enrugamentos e inchamento nas áreas próximas às bordas; os recobertos com a resina multiuso (Figura 6G) estavam amolecidos, inchados, com manchas de infiltração, com as camadas soltando-se e com rachaduras em vários pontos (detalhe na Figura 6H).
Portanto, pode-se concluir que o papelão tende a perder resistência com o aumento do teor de umidade incorporada.
Além desses fatores apresentados no esquema acima, a umidade relativa e o tempo de estocagem interferem, diretamente, na resistência à compressão durante o período de armazenamento.
Armazenamento do papelão
A representação abaixo indica os fatores, que devem ser considerados antes de armazenar esse material.
(Fonte: Perfil Embalagens)
Essas imagens obedecem às especificações técnicas da ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado).Ao considerar que a quantidade de ondas está relacionada à resistência à perfuração;e o sentido da ondulação é fundamental para o bom desempenho desta embalagem no transporte, principalmente para a estocagem, devendo ficar na vertical funcionando como pilares de suporte.
As caixas de papelão ondulado devem ser armazenadas em locais secos e arejados, sobre paletes e a uma distância mínima de um metro das paredes. Reduzindo assim, a absorção de umidade.
Relatório ponte de papelão
Trabalho realizado pelo grupo a respeito de uma ponte em um vão de 1,30m.
Nessa imagem, observa-se uma composição de figuras geométricas. Antes de projetar, o grupo realizou testes em partes de papelão ondulado. Esses experimentos permitiram perceber que as formas triangulares em conjunto com pequenos cilindros constituíssem uma estrutura estável. Com isso, utilizou-se cola e fita dupla-face para prender essas estruturas na base inferior e superior.
Durante essa etapa, percebeu-se o quão importante é a organização do sentido das ondulações desse material, sendo que devem estar posicionadas na mesma direção, para maior resistência. Nesse momento, houve a confecção das bases, as quais possuíam 1,5m devido a necessidade de superar o vão de 1,3m.
Na fase de apresentação, compreendeu-se que a estrutura fez com que o trabalho não rompesse. No entanto, a ponte encurvou devido a pequena dimensão de altura da estrutura.
Apesar de terem sido feitos testes e reflexões sobre a distância entre as mesas, o grupo pensou de forma equivocada que quanto menor a estrutura, maior seria a resistência. Contudo, pôde-se inferir que esse pensamento não funciona quando se trata de um vão.
Portanto, conclui-se que a estrutura em si ficou conforme o planejado, porém sua dimensão resultou em um erro, o qual prejudicou a estabilidade do trabalho como um todo, visto que com poucos pesos se curvou e não rompeu.