Parte 01
This...this shouldn't have happened...
Be... because I had to ruin it like always...
If not...I would have...stayed there...
He would still be with us...
Proximamente...
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Parte 01
This...this shouldn't have happened...
Be... because I had to ruin it like always...
If not...I would have...stayed there...
He would still be with us...
Proximamente...
♡ Baco Exu do Blues ♡
Eu sou paciente mas tem coisa que eu não espero.
Tenho medo de me conhecer.
O seu olhar é um caminho sem saída.
Exagerado eu tenho pressa do urgente.
Se eu minto para mim, imagina pra você, meu bem.
Cê tem uma cara de quem vai fuder minha vida.
O seu olhar é um caminho sem saída.
O seu corpo é um caminho sem saída.
Somos livres como girassóis de Van Gogh.
Eu amo o céu com a cor mais quente.
Me deixe viver ou viva comigo.
Lágrimas são só gotas, o corpo é enchente.
Me mande embora ou me faça de abrigo.
Te amo aqui, mas te amo em outros lugares.
Coração partido, espero que cê repare.
Te procurei em outros corpos. Aprendi, pares são pares.
Eu não aceito sua prisão, minha loucura me entende.
Sentimento disfarçado e a cara de quem não vale nada.
Cabelo disfarçado e a cara de quem não vale.
Vento na minha cara eu me sinto vivo.
Eu sou o maior inimigo do impossível.
Eu tenho a cor do meu povo, a cor da minha gente.
Eu sou um dos poucos que não esconde o que sente.
⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀7𝑆𝐼𝑁𝑆
𝗜𝗥𝗔 ━━━ ❪ᅟ # 𝑷𝑨𝑹𝑻𝑬01ᅟ❫ ⠀
Kwak Gaeul havia criado uma tormenta imensa pelos terrenos de Avalon nos últimos dias da semana, o que com certeza deixou sua patrona caótica orgulhosa das atitudes do pupilo.
Ainda assim, o norte coreano não tivera a chance de extravasar e se livrar de toda a pressão que mantinha comprimida dentro de si. Sentia-se como uma bomba prestes a explodir sem qualquer aviso.
Porém, teve a sorte de acabar numa conversa com o capitão do time de Rugby, o cavaleiro Noah. Ele compreendia o excesso de energia e raiva do coreano e parecia disposto a ajudar, ao menos de início, já que depois mudou de ideia e Gaeul precisou pressionar o moreno para conseguir tirar dele a localização prometida. O oásis que existia em meio ao deserto que era aquela academia.
Tempo depois os dois homens se infiltravam sutilmente pelo lado obscuro da cidade, como ratos nos esgotos querendo um escape de qualquer luz ofuscante. Acabaram se deparando no lugar secreto que mantinha o tão conhecido Círculo de fogo. O ringue clandestino que mais movimentava dinheiro sujo no submundo de Avalon.
O ar ali é pútrido. Expressando a história de anos carregados de suor, sangue e outras coisas que deixavam o corpo humano por caminhos mais íntimos. As paredes escuras e gordurosas, tudo o que houvesse de ruim parecia ir descansar ali, fugindo da realidade maçante, assim como todos aqueles transeuntes que preenchiam o lugar como formigas em um formigueiro. Questionou há quando tempo o mais velho frequentava aquele lugar e, após trocarem informações sucintas, uma flor foi descartada na lixeira mais próxima. Noah parecia se desfazer de tudo o que lhe fazia especial, um scion patronado, para entrar no ringue o mais naturalmente possível, fazendo assim a futura vitória valer ainda mais.
Gaeul concordou em assistir a luta do amigo, se enfiando no meio da multidão para ter uma visão melhor e cruzando os braços sobre o peito, sinais claros de concentração no que assistia. Calculava cada movimento de Noah e seu adversário, assim como força, velocidade, massa corporal e, obviamente, as probabilidades. Não havia dúvidas de quem venceria. ━ Vinte! Aposto vinte mil no cavaleiro das rosas. ━ Anunciou para um ser estranho que passava recolhendo o dinheiro das apostas. O coreano deu o valor informado e aproveitou para dar uma boa olhada na criatura: era alta, pálida e um par de chifres grossos saiam por entre os cabelos. Gaeul nunca tinha visto algo assim antes. Seria aquilo uma nova espécie ou apenas mais uma moda da modernidade? Estranho... deixou para pensar sobre isso depois. Precisava se certificar que não perderia dinheiro. ━ VAI NOAH! DETONA ELE! ━ Berrou a plenos pulmões, incentivando o lutador.
Quando as coisas começaram a ficar realmente interessantes e estava apenas contando os segundos até que o adversário de Noah caísse inconsciente ou pedisse para desistir, Gaeul sentiu uma mão pesada em seu ombro, querendo chamar sua atenção. Por isso, já se virou raivoso para xingar quem quer que houvesse ousado tocá-lo, mas acabou se deparando com a cara frouxa do irmão mais novo.
— O que você tá fazendo aqui? Na verdade, eu nem quero saber... só volta pro quarto e vai dormir. Aqui não é lugar pra você. — Rebateu numa mistura rude de descrença e curiosidade, que rapidamente se perderam ao ouvir as palavras disparadas por Taeul. A irmã deles também estava ali? E perdida? Pelos deuses! — Como você foi trazer ela aqui e ainda perder um algodão doce ambulante? — Questionou grosseiro como sempre, mas já puxando o irmão para acompanhá-lo no início daquela busca. Em determinado momento precisaram se separar para cobrir uma área maior em menor tempo. Gaeul sabia que se algo acontecesse com sua irmã Haneul por ali não haveria exército de demônios que pudesse deter sua fúria e vingança. O sangue já fervia em suas veias só de pensar, a respiração pesada e os olhos rápidos estAvam atentos para qualquer sinal rosado por ali.
Ouviu a voz de Taeul chamando seu nome e rapidamente seguiu em direção ao mesmo, descobrindo que a Kwak perdida finalmente havia sido encontrar em meio a um dos ringues clandestinos. O nortenho xingou forte, dando tempo do mais novo agir primeiro e ir em busca da irmã deles no meio daquela luta insana. Enquanto o seguia de perto, Gaeul observava com atenção a oponente que sua irmã enfrentava, havia uma áurea alaranjada ao redor dela, como se estivesse em chamas. Parecia perigosa e feroz. O irmão foi rápido em suas ações, envolvendo Haneul numa corrente mágica antes de jogá-la sobre o ombro e começar a tirar ela dali. O mais velho pensou em acompanha-los, mas percebeu de soslaio a nova investida da garota em chamas, se metendo entre ela e os irmãos. O que acabou resultando num calor intenso contra o braço que colocou na cintura alheia, este agora parecia queimar e borbulhar, mas o príncipe não deu indícios de se afastar do caminho.
— A luta acabou, princesa. — Anunciou com firmeza, os olhos frios focados nos quentes, atentos para qualquer reação hostil que ela pudesse ter.
As palavras do norte coreano causaram uma enorme comoção no público que se juntava para fazer as bordas daquele ringue fajuto. Ninguém pareceu gostar que iriam perder os dinheiros apostados nas novadas e xingamentos foram lançados sobre Gaeul, que pouco se importava com eles, apenas se concentrava em segurar a menina a sua frente a tempo de que os irmãos se afastassem o suficiente.
— Ah, mas ela não precisa acabar aqui! — Uma voz grave ecoou em um dos lados da multidão, que abriu espaço para aquela criatura estranha que tinha visto horas atrás se aproximar. Carregava um sorriso grotesco e malicioso nos lábios pálidos, despertando os desejos mais íntimos e sujos que Gaeul poderia carregar. — O que me diz... príncipe? Vamos dar um show para seus humildes súditos, ou não quer sujar a roupinha?
Com aquela proposta, a garota que Gaeul estivera segurando acabou encontrando sua deixa e saiu de cena, deixando apenas Scion e Demônio no centro do ringue. E o rapaz não estava acostumado aquele tipo direto de ameaças e insultos; não deixaria isso passar. Havia se esquecido completamente da promessa que fizera a Noah minutos atrás, sobre não se meter naquelas brigas e apenas assistir. Não poderia se conter agora, quando o que mais queria era tirar aquele sorrisinho desgraçado do rosto da criatura. — Quem ficar inconsciente primeiro perde, não é? — Questionou com a voz grave e repleta de frieza. O que só fez aumentar o sorriso do demônio, obviamente satisfeito pelo outro ter caído em sua tentação, ao confirmar a pergunta em um aceno dos chifres.
A ira, uma ira absurda e descomunal que o protegido de Kumiho vinha carregando há anos dentro de si parecia finalmente começar a vazar, como uma fumaça esbranquiçada deixando sua pele alva, evaporando dele. E, sem se importar com o braço esquerdo queimado, que parecia estar em carne viva, Gaeul se colocou em posição no seu lado do ringue.
— Espero que esteja preparado para dormir, bodezinho! — Foi a última coisa legível que deixou os lábios rosados do coreano. Afinal, após aquilo, a briga teve seu início e apenas gemidos de dor e gotículas de sangue conseguiam escapar em meios aos golpes levados e desferidos.
Gaeul não via nada além do monstro diante de seus olhos. Sofrendo com a força descomunal da criatura, mas fazendo uso de sua agilidade e inteligência para aproveitar as fraquezas alheias e desferir golpes raivosos nas aberturas que tinha. Já não sentia mais as mãos durante a sequencia de socos que desferiu no demônio após terem levado a luta para o chão sujo e úmido do sangue deles e dos que vieram antes. Apesar do cansaço, não dava sinais de que iria desistir tão cedo. Por isso não compreendeu quando seu corpo alto foi subitamente puxado para longe do demônio. — Me solta, filho da puta! Me solta que eu vou acabar com ele! — Gritava em meio a tentativa de se desvencilhar do aperto. Até que os ouvidos reconheceram a voz que buscava lhe acalmar e os olhos roxos e inchados foram ao encontro das feições de Noah. Gaeul ficou a encará-lo por alguns segundos, com fogo assassino ainda saindo dos olhos, mas o reconhecimento e compreensão de quem se tratava rapidamente afastou qualquer sinal ameaçador. Talvez Noah estivesse certo. Era hora de deixarem aquele inferno para trás, ao menos por hoje.
Capítulo 02 - Parte 01; "Genevieve"
A dor nas minhas costas me impede de permanecer sentada na cadeira giratória da biblioteca ao qual trabalho logo nas primeiras horas do expediente. Diariamente prometo-me não mais dormir no tapete herdado da minha mãe, mas sempre que estou com algum problema é a primeira coisa que costumo fazer.
Na biblioteca central de São Francisco trabalham três bibliotecários, e um deles, sou eu, então alegando que estou com dor de cabeça permaneço do outro lado do balcão apenas a espera de algum cliente que não possa encontrar outro bibliotecário disponível me encontrar. Mas, para a minha sorte, a manhã está silenciosa e o ambiente quase vazio. Apenas um, ou dois visitantes perambulando pelos corredores.
(...)
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RBDMANÍACOS, com nossa ausência e pensando em uma maneira de recompensar isso, decidimos fazer algo representativo em que levaria todo o nosso esforço. A recuerdorbd estreia hoje o documentário RECUERDOS DE RBD, feito por nossas próprias vozes e editados com muito carinho.
Já que o documentário do RBD tão esperado nunca sai, resolvemos fazer o nosso. Ele vai ao ar toda terça-feira e contará com a colaboração e opinião de vocês em alguns momentos... Esperamos que gostem e se divirtam!
Lindos (1)
(But it’s just the price I pay) | Natal | Parte 01 |
Barth era apenas um garoto de dezessete anos, mas era mais responsável que muito adolescente. Barth era um menino, mas já sabia que a convivência com seu pai tenderia a ser piorada com o passar dos anos. Embora vivesse com o salário – que não era lá muito alto, ele era praticamente escravizado, mas valia a pena – que recebia com a bolsa de estudos na escola militar, Barth sabia que estava mais do que na hora de começar uma vida longe do seu pai. O problema disso tudo era que Barth não ia ter certeza se conseguiria sozinho manter uma casa com três pessoas com o salário de miséria. Sem falar que Barth ficava pouco em casa por causa desse trabalho como militar e de seu sonho de ser um guarda real.
O natal nos McDonald não podia ser pior, era por isso que todos os anos Barth levava os irmãos pra casa de um amigo, geralmente, os McGregor que haviam comprado o antiquário dos McDonald há algum tempo. Barth se sentia mais aliviado por algo que era tão preciso para sua mãe ter ido parar nas mãos de pessoas tão aplicadas. Ainda sentia como se aquele antiquário pertencesse à sua família.
Ele chegou ainda fardado por volta das dez da noite. Estava frio como um inferno, nevava muito do lado de fora, mas ele correu o risco de morrer congelado porque queria passar aquela noite com uma família de verdade e a sua não era uma. Sentiu-se um peixe fora d’água porque a grande maioria já estava pronta para a grandiosa ceia. Porém Edward, seu irmão, levara a roupa que ele passaria o natal. Muito mais sofisticada e bonita. O pai de Lucy gostava de Barth porque, de longe, era de se notar o quanto o menino trabalhava e era por isso que ele não reclamava do garoto estar de farda. Não havia se alistado completamente, mas já ia a missões e já havia manifestado seu desejo e vocação.
Tomou um banho e se arrumou. Camisa social dobrada até os cotovelos, calça jeans, e tênis. Barth estranhou que Lucy não ficou irritada com sua demora. Ele havia dito que chegaria pelo menos três horas antes das dez e geralmente ela estaria gritando e surtando, mas não naquele natal. Provavelmente o tinha perdoado por causa do natal, mas ele conseguia sentir que ela o escondia algo sem sequer tê-la visto ainda. Barth saiu ao encontro dos irmãos e de sua namorada. Os irmãos também ficaram encarregados de colocar os presentes debaixo da árvore quando foram para os McGregor.
Bartholomeu, educado como sempre foi, agora de banho tomado, ele cumprimentou a todos antes de ir ao encontro de Lucy propriamente dita. Ela estava sentada no sofá da sala enquanto todos os outros estavam numa outra sala. A luz ligada do lado de fora refletia na janela da sala e fazia parecer um dia ensolarado. Barth deixou um sorriso enorme aparecer e esticou os braços em direção à mulher que lhe sorriu de volta e estendeu uma taça de vinho. Barth não aceitaria em situações normais, mas sabia que, por algum motivo, não poderia contrariá-la.
“Oi.” Ele segurou o queixo dela e deu-lhe um selinho demorado. Logo esse selinho se tornou um beijo e ele sentou-se no sofá. Lucy estava escondendo algo. Isso era fato e notável, ela estava estranha. Barth tombou o corpo contra as pernas da loira e começou uma carícia toda meiga por ai. Tirou os sapatos com ajuda dos calcanhares e ficou em silêncio por um pouco de tempo. “Hoje eu to morto.”
“Você demorou.” Ela reclamou, manhosinha. “Achei que eu ia passar o natal longe do meu homem.”
“Eu demorei mais que o previsto.” Falou. “Me desculpa por isso. É que eu estou pensando em me mudar com meus irmãos e acaba sendo uma correria um pouco maior porque eu não sei quanto tempo eu vou aguentar sem dar um tiro bem dado naquele filho da puta.”
“Hey, relaxa.” Lucy falou. “Eu entendo a situação com o mr. McD.”
Geralmente, quando Barth mencionava o pai – que extremamente raro – Lucy falava que não era a hora de falar no homem, que ele não valia a pena qualquer estresse, mas, naquela noite, ela estava muito mais focada em manter Barth bem que qualquer coisa. Ela escondia algo e estava cada vez mais evidente.
“Você sempre foi contra eu sair de casa.” Barth decidiu partir pra abordagem direta, já que ela estava ainda com aquilo de esconder. “Agora não diz uma palavra sobre o quanto isso pode ser prejudicial aos garotos.”
“Minha opinião é a mesma.” Lucy afirmou categoricamente. “Você tem que esperar ser maior de idade e a coisa toda pra ter seus irmãos. Entende isso. O problema aqui é outro.”
Tudo o que Bartholomeu conseguiu pensar naquela hora foi exatamente ‘mais problemas?’, mas ficou em silêncio. Acomodou-se confortavelmente, fechou os olhos e esperou que a bomba viesse em sua direção.
“Eu quero ir morar com você.” Falou, assim, na lata. “Eu não vou deixar você enfrentar essa barra sozinho e nem sequer precisa tentar argumentar sobre você manter uma casa sozinho há mais tempo e sobre não ter conforto. Eu amo você e espero que isso esteja bem claro.”
“Eu também.” Disse. “Mas eu não vou deixar você cometer essa loucura. Você não entende que nós já seriamos um casal com filhos e nem teríamos tempo pra nós.”
“Bartholomeu...” Lucy chamou. “Meus pais vão me expulsarem assim que eles descobrirem que eu estou grávida e por mais que eles te adorem, eles queriam me ver casando com você virgem e de branco como manda a tradição. “
“Espera, uma coisa de cada vez.” Ele disse. “Você está grávida?”
“Uhum.”Choramingou.
O sonho da vida de Barth, mesmo que com dois garotos sob sua responsabilidade, era ser pai de verdade. Provar para o pai que poderia ser um excelente pai, que não precisava de bebida para ser alguém, simplesmente a força de um grande amor como de um pai para um filho seria o bastante. Quando Lucy disse aquilo, ele poderia ter somente dezessete anos, mas sentiu-se tão feliz como um homem de 30 anos recebendo a notícia do primeiro filho.
“Meu... Meu amor!” Barth não se continha de felicidade. Deixou a taça de lado e abraçou sua namorada com muita força. Começou a enchê-la de beijos e sorrir feito um bobo. Não podia ter melhor notícia para se dar numa noite espetacular. “Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado!”
“Hey, hey, o que é isso?” Riu-se, enquanto retribuía os abraços e beijos do namorado. “Eu sabia da sua vontade de ser pai, mas não sabia que era tão grande.”
“Hoje é o dia mais feliz da minha vida.” Barth abaixou-se, deu um beijo na barriga de Lucy. Ele já queria que o filho compreendesse que era o menino mais amado, mesmo antes de sua chegada. “E se seu pai me odiar, eu não ligo. Eu vou dar tudo de mim por nosso filho.”
Lucy sabia que tudo isso era utopia, mas não ia estragar a alegria de Barth. Não no natal.