Dois dias é pouco, mas melhor aproveitar antes que acabe.
_ Jú, eu estou com fome, já...
Por volta das 8h da manhã e sábado a fome dele se manifestou. Eu acatei a ideia, e preparei um pequeno café da manhã para ele. Eu gosto muito de cozinha, então sempre prefiro ficar em casa para comer em casa mesmo...
Ele foi à padaria, eu arrumei a mesa e fiz suco, café e chá. Conversávamos como se não houvesse amanhã. Falamos sobre música, sobre comida, é claro, sobre lugares que queríamos conhecer, sobre planos para o futuro, sobre o que aconteceu no mundo aquela semana... Era como se o assunto entre nós nunca fosse acabar. E isso não aconteceu. Saímos para que ele conhecesse minha cidade pela manhã, mesmo que não tenha muito movimento. Caminhamos pela minha praça favorita, tomamos um outro café naquela cafeteria que eu adoro... E mesmo que pareça estranho, mas parecia que ele gostava de tudo aquilo que eu gosto sem que ele me dissesse. Era como se fôssemos um só que foi dividido, digamos que uma suplicação de DNA. E eu amava essa sensação, amava cada segundo passado ao lado dele.
Fomos até uma livraria. Minha cidade tem apenas uma livraria que vale a pena visitar, mas garanto, é a melhor do mundo! Mostrei para ele os livros que eu gostaria de comprar, e eu descobri que assim como eu, para ele os livros eram fundamentais e uma paixão eterna.
Compartilhei meus autores favoritos e Fernando os dele. Nisso éramos diferentes, algumas coisas que eu leio ele nunca pensaria em ler e vice-versa. Mas sabe qual a melhor parte disso? Eu experimentaria coisas novas, dividindo um mesmo rumo, mas ensinando um ao outro como viver coisas novas. Para mim estava tudo valendo muito a pena...