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“Portrait de D. José Pessanha” de Columbano Bordalo Pinheiro (1885) au Musée National d'Art Contemporain du Chiado (MNAC), Lisbonne, juillet 2019.
IPOR vai lançar roteiro inspirado em Camilo Pessanha
IPOR vai lançar roteiro inspirado em Camilo Pessanha
O Instituto Português do Oriente quer lançar, no ambito da iniciativa “Junho, mês de Portugal” um novo roteiro turístico inspirado na vida e na obra de Camilo Pessanha. O objectivo do IPOR é que o novo percurso passe a integrar o leque dos roteiros turísticos reconhecidos pela Direcção dos Serviços de Turismo.
Junho é desde há três anos o mês de Portugal na RAEM, mas os responsáveis pela…
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Invisível / Visível – Camilo Pessanha. Obrigado a todos os que estiveram presentes ontem no Consulado Geral de Portugal em Macau, e em especial ao Cônsul Geral Vítor Sereno e à Presidente da Casa de Portugal em Macau Dra Maria Amélia António por terem tornado este projecto possível. Além de homenagear a obra do poeta português que viveu mais de 30 anos em Macau, a peça visa também fazer uma reflexão sobre a presença de Portugal nesta parte do mundo e o próprio contributo de Pessanha enquanto poeta, escritor e até juiz. Mas também sobre a natureza única deste longo relacionamento entre Portugal e a China e aquilo que continua a fazer deste território um lugar tão especial. Invisible / Visible – Camilo Pessanha. Thank you to all those who were present yesterday at the Consulate-General of Portugal in Macau, and especially to Consul Geral Vítor Sereno and the President of the Casa de Portugal em Macau Dr Maria Amélia António, for having made this project possible. Besides paying tribute to the oeuvre of the Portuguese poet who lived over 30 years in Macau, the piece also aims to reflect on Portugal's presence in this corner of the world and Pessanha's own contribution as poet, writer and even as judge, but also on the unique nature of this long relationship between Portugal and China and what remains so special about this territory. #vhils #macau🇲🇴 #invisivel #visivel #consuladogeraldeportugal #casadeportugal #pessanha (at Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong)
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Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar, Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo; E apesar disso, crê! nunca pensei num lar Onde fosses feliz, e eu feliz contigo. Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito. E nunca te escrevi nenhuns versos românticos. Nem depois de acordar te procurei no leito Como a esposa sensual do Cântico dos cânticos. Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo A tua cor sadia, o teu sorriso terno… Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso Que me penetra bem, como este sol de Inverno. Passo contigo a tarde e sempre sem receio Da luz crepuscular, que enerva, que provoca. Eu não demoro a olhar na curva do teu seio Nem me lembrei jamais de te beijar na boca. Eu não sei se é amor. Será talvez começo… Eu não sei que mudança a minha alma pressente… Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço, Que adoecia talvez de te saber doente.
(Camilo Pessanha)
I Tenho sonhos cruéis: n'alma doente Sinto um vago receio prematuro. Vou a medo na aresta do futuro, Embebido em saudades do presente... Saudades desta dor que em vão procuro Do peito afugentar bem rudemente, Devendo ao desmaiar do poente, Cobrir m'o coração dum véu escuro!... Porque a dor, esta falta d'harmonia, Toda a luz desgrenhada que alumia As almas doidamente, o céu d'agora, Sem ela o coração é quase nada: - Um sol onde expirasse a madrugada, Porque é só madrugada quando chora. II Encontraste-me um dia no caminho Em procura de quê, nem eu o sei. - Bom dia, companheiro, te saudei, Que a jornada é maior indo sozinho. É longe, é muito longe, há muito espinho! Paraste a repousar, eu descansei... Na venda em que poisaste, onde poisei, Bebemos cada um do mesmo vinho. É no monte escabroso, solitário, Cortas os pés como a rocha dum calvário, E queima como a areia!... Foi no entanto Que choramos a dor de cada um... E o vinho em que choraste era comum: Tivemos que beber do mesmo pranto. III Fez-nos bem, muito bem, esta demora: Enrijou a coragem fatigada... Eis os nossos bordões da caminhada, Vai já rompendo o sol: vamos embora. Este vinho, mais virgem do que a aurora, Tão virgem não o temos na jornada... Enchamos as cabaças: pela estrada, Daqui inda este néctar avigora!... Cada um por seu lado!... Eu vou sozinho, Eu quero arrostar só todo o caminho, Eu posso resistir à grande calma!... Deixai-me chorar mais e beber mais, Perseguir doidamente os meus ideais, E ter fé e sonhar - encher a alma.