Oi! Este não é meu idioma nativo, então peço desculpas se houver algum erro 🥹. Eu gosto do que você escreve, já faz tempo que tenho uma ideia na cabeça, você poderia realizá-la para mim? 🙏😭 Eu entenderei se não puder.
O pedido é sobre Pi Han Wool: a família do leitor e a família de Han Wool são velhos amigos, e eles decidem que o leitor e Han Wool devem se casar. O leitor pensa que Han Wool é contra o casamento e tenta não se aproximar muito dele, sem saber que ele gosta muito dela. No final, ele mostra seus sentimentos quando outro rapaz começa a dar atenção a ela, e Pi Han Wool fica muito ciumento de sua futura noiva, deixando claro para todos que ela já está comprometida.
Espero ter explicado direitinho, mal posso esperar, muito obrigada ❤️
notas da autora: obrigada pelo pedido! <3 eu me diverti escrevendo, espero que goste!...
casamento arranjado ── .✦
personagens: pi han-wool x fem!leitor
sinopse: presa em noivado arranjado, você acredita que seu noivo, pi hanwool, é completamente contra a ideia, mas um acesso de ciúmes o força a confessar seus sentimentos por você.
avisos: levemente sugestivo (no final), ma minhwan
a página quatorze. pela quinta vez, você estava tentando ler a mesma frase na página quatorze. era uma frase perfeitamente simples, algo sobre o céu estar de um azul melancólico, mas as palavras se recusavam a se fixar em sua mente. a culpa era do bombardeio sonoro de explosões digitais, gritos de vitória exagerados e o ocasional — "ah, qual é!" que emanava da pessoa esparramada ao seu lado no sofá de couro.
ele estava praticamente deitado, com os pés apoiados na mesa de centro de vidro, o celular seguro a centímetros do rosto, os polegares se movendo em uma velocidade frenética. o som estridente do jogo era irritante, mas o que realmente a incomodava era o cotovelo dele, que balançava incessantemente, batendo contra sua cintura a cada dois segundos.
você suspirou, fechando o livro com uma força um pouco maior do que a necessária. mentalmente, você adicionou mais um item à sua crescente lista de "desvantagens do casamento com hanwool". no topo da lista, é claro, estava o seu próprio noivo indiferente, pi hanwool. mas logo abaixo, em negrito e sublinhado, estava o fato de que ele vinha com um brinde indesejado: seu amigo irritante. onde quer que hanwool estivesse, minhwan estava por perto, como uma sombra barulhenta e irritante.
e como suas famílias agora insistiam que você e hanwool passassem mais "tempo de qualidade" juntos, isso significava que sua cota de paciência com minhwan estava sendo testada até o limite. — "você poderia, por favor...?" você começou, a voz tensa. minhwan nem olhou para você. — "shhh! quase quebrei meu recorde!" ele murmurou, a língua presa entre os dentes em concentração.
você revirou os olhos com tanta força que doeu e soltou um suspiro profundo e exasperado, direcionando ao garoto jogado ao seu lado um olhar que, se pudesse, faria o celular dele superaquecer e derreter em suas mãos. ele continuou alheio, completamente imerso em seu universo pixelado. sua raiva, no entanto, não era apenas por ele. era um sentimento mais profundo, uma frustração que borbulhava sob a superfície, e sua mente, como que por instinto, fugiu da irritação presente para a fonte original de todo aquele incômodo.
a memória ainda estava fresca na sua mente, a noite em que seus destinos foram selados, há alguns meses. um restaurante caro e exclusivo, o som suave de taças de champanhe se tocando. seus pais e os pais de hanwool estavam radiantes, brindando ao "futuro", à "união" e a uma série de outros clichês que soavam como sentenças de prisão para você.
você se lembra de ter procurado desesperadamente o rosto de hanwool do outro lado da mesa, buscando qualquer sinal de protesto, qualquer vislumbre de pânico que espelhasse o seu. você não encontrou nada. ele estava recostado em sua cadeira, perfeitamente relaxado. ele ouviu o anúncio com uma calma impassível, sem demonstrar nada. nem pânico, nem raiva, nem alegria ou qualquer outra reação minimamente humana.
e quando seu pai perguntou, — "e então, hanwool, o que você diz? feliz em se juntar à nossa família?", ele simplesmente pegou sua taça de água, deu um gole e respondeu com uma voz suave e controlada. — "se é o que os mais velhos desejam, eu não tenho objeções." sem objeções. foi isso. naquele momento, seu coração afundou. ficou claro para você que ele via aquilo exatamente como você: uma obrigação. um fardo a ser carregado em nome da família. sua indiferença era quase mais cruel do que a raiva seria. pelo menos a raiva significaria que ele se importava. a apatia dele simplesmente dizia que você não era importante o suficiente para merecer uma reação.
o grito exagerado de minhwan a arrancou bruscamente de suas lembranças sombrias. ele pulou no sofá, fazendo as almofadas afundarem e você balançar. o celular foi jogado para o lado e ele se virou para você com um sorriso triunfante estampado no rosto. — "eu te disse! novo recorde! você devia ter visto, foi épico!" ele te cutucou nas costelas com o dedo. — "qual o problema? você parece que chupou um limão." ele cutucou de novo, com mais força. — "vamos, noivinha, um sorriso não vai te matar."
foi a gota d'água. a combinação das memórias, a irritação contínua do compromisso e agora a provocação infantil de minhwan fez algo dentro de você estalar. em um movimento rápido, impulsionado pela pura fúria, você se esticou e agarrou a orelha dele com firmeza. — "ai! ai, ai, ai! o que foi isso?!" minhwan gritou, sua arrogância desaparecendo instantaneamente, substituída por um gemido de dor. ele tentou se afastar, mas seu aperto era de ferro. — "eu te pedi, por favor, para parar", você rosnou, torcendo levemente, sentindo uma satisfação sombria com o ganido dele. — "mas você não escuta, não é? você nunca escuta!"
— "tá bom, tá bom, eu parei! me solta!" ele choramingou, tentando afastar sua mão com a dele. mesmo em meio à dor, um sorriso zombeteiro surgiu em seus lábios. — "você tem garras!" ele provocou, o tom de dor misturado com uma diversão genuína. — "hanwool vai ter trabalho!" a menção ao nome dele só serviu para apertar ainda mais seus dedos. — "cala a boca, minhwan!" e ele desafiou de volta, — “me obrigue!”
e então, seus olhos brilharam com malícia. com a mão livre, ele avançou repentinamente, não para a sua mão, mas para a sua cintura, onde seus dedos começaram um ataque impiedoso de cócegas. uma risada involuntária escapou de você, quebrando sua concentração e afrouxando seu aperto na orelha dele. foi a única abertura que minhwan precisou.
o que se seguiu foi uma "briga" completamente infantil. almofadas foram jogadas, pequenos tapas eram trocados, beliscões eram dados, vocês dois rolando pelo sofá como duas crianças, enquanto ofensas eram trocas. você estava no meio de uma tentativa de prender o braço dele quando um pigarro seco cortou o ar, o barulho morrendo automaticamente.
o silêncio que caiu na sala era tão abrupto que chegava a ser desconfortável. você e minhwan se separaram, o garoto ao seu lado parecendo completamente despreocupado em consideração ao desespero que você estava sentindo. você arrumou sua saia, e tentou em vão alisar o cabelo com as mãos, sentindo o calor subir pelo seu pescoço até as bochechas.
hanwool continuava parado na porta, uma silhueta imponente ainda vestida com o uniforme impecável da yusung high, a gravata perfeitamente alinhada, o suéter escuro contrastando com o blazer. para um observador casual, sua expressão era de puro tédio. o rosto relaxado, os olhos semicerrados, a postura tranquila. mas você, que passou a vida inteira observando-o de longe, notou algo mais. havia uma rigidez em seus ombros que não estava lá antes, uma tensão na linha de sua mandíbula que traía a fachada de calma. por baixo daquela superfície fria, algo fervia.
minhwan, completamente alheio à tensão que emanava de hanwool, bocejou e se esticou, pegando o celular do chão como se nada tivesse acontecido. ele se jogou de volta no sofá, a uma distância segura de você desta vez, e seus polegares imediatamente voltaram a voar pela tela, o som irritante do jogo preenchendo o silêncio pesado. — "ela é selvagem", minhwan murmurou, — "você precisa dar um jeito na sua noiva, cara. ela é maluca."
a palavra "sua" pairou no ar.
o olhar de hanwool se moveu de minhwan para você. ele viu suas bochechas coradas, seus lábios entreabertos enquanto você recuperava o fôlego, o brilho em seus olhos que era resultado da briga de antes. e por dentro, um fogo invisível se acendeu. ele estava queimando. queimando de ciúme.
ele tinha acabado de chegar, esperando encontrá-la lendo silenciosamente, como sempre fazia. em vez disso, encontrou seu melhor amigo em cima de você, as mãos dele em sua cintura, arrancando de você risadas que ele mesmo nunca tinha ouvido. você, que era sempre tão contida e distante com ele, que o tratava com uma polidez fria que o enlouquecia, estava ali, desgrenhada e vibrante, rolando no sofá com outro cara. com Minhwan. e o pior de tudo, parecia que você estava se divertindo. uma parte irracional e possessiva dele queria cruzar a sala e arrastar o outro garoto para longe de você. queria gritar e dizer que era ele quem deveria estar ali, que era ele quem deveria fazê-la rir daquele jeito.
mas pi hanwool não gritava. ele não perdia o controle.
hanwool permaneceu em silêncio por mais um longo momento, a sua presença preenchendo o espaço deixado pela ausência de barulho. então, sem desviar o olhar de você, ele se dirigiu ao amigo. — "minhwan." o tom era baixo, quase um murmúrio, mas cortou o som do jogo como uma faca. — "hum?" o garoto respondeu, ainda focado na tela. — "já está tarde. vá para casa", hanwool disse. não foi uma sugestão, foi uma ordem disfarçada de polidez. havia uma finalidade em sua voz que não deixava espaço para argumentos.
pela primeira vez, minhwan pareceu sentir a mudança no ar. ele olhou de hanwool para você e de volta, finalmente percebendo que o clima havia evaporado completamente. ele bufou, mas desligou o jogo e se levantou, espreguiçando-se. — "tanto faz. já estava ficando chato mesmo", ele resmungou. pegando sua mochila do chão, ele caminhou em direção à porta. ao passar por você, ele se inclinou e, em um último ato de provocação, mostrou a língua rapidamente antes de sair e fechar a porta atrás de si.
e então, o silêncio retornou. e novamente não era um silêncio confortável. era pesado, denso, preenchido por todas as coisas não ditas entre vocês. você permaneceu sentada na beirada do sofá, dolorosamente ciente de cada movimento, cada respiração dele. você não ousava olhá-lo, em vez disso, focou em um fio solto na almofada ao seu lado.
hanwool não se moveu. ele apenas ficou lá, observando você. a raiva gelada que ele sentira ao entrar começou a se dissipar, sendo lentamente substituída por algo muito mais complicado. seus olhos, que antes eram cortantes, agora traçavam suavemente o contorno do seu rosto. ele se perdeu na visão à sua frente: seu cabelo ainda levemente bagunçado, as bochechas ainda com um tom rosado, a maneira como você mordia o lábio inferior, um claro sinal de nervosismo.
você parecia tão viva, tão real. e ele a queria. era um desejo profundo e persistente que ele carregava há anos, um sentimento que ele enterrou sob camadas de indiferença e autocontrole. ele a queria de uma forma que ia muito além de uma simples obrigação familiar. ele queria aquela risada solta que você deu a minhwan. ele queria aquela fúria espirituosa que fez você puxar a orelha dele. ele queria ver cada faceta sua, não apenas a fachada educada e distante que você sempre lhe mostrava. olhar para você agora, tão perto e, ainda assim, tão inatingível, era uma forma de tortura doce e silenciosa. ele se perguntou se você algum dia olharia para ele da mesma forma que olhou para seu amigo naquele momento de caos despreocupado. a dúvida o corroeu, alimentando a frustração que ele tão cuidadosamente escondia do mundo.
— "você nunca ri assim comigo", ele disse, a voz baixa, quase uma acusação, mas tingida com uma melancolia que você nunca tinha ouvido dele antes. a declaração inesperada pairou no ar, atingindo você com mais força do que qualquer grito faria. seu coração deu um salto doloroso no peito. o que você deveria dizer? que era difícil rir quando sentia que sua presença era uma mera obrigação para ele? que a indiferença dele criava um abismo entre vocês que parecia impossível de cruzar? as palavras se embolaram em sua garganta, presas por meses de suposições e mágoas silenciosas.
o peso do olhar dele sobre você era quase físico, uma pressão que a deixava sem ar. o silêncio se esticou, tornando-se insuportável. o nervosismo tomou conta. você precisava sair dali. — "eu...", você começou, a voz saindo fraca e trêmula. você se levantou abruptamente, pegando seu livro da mesa de centro com as mãos um pouco trêmulas. você não conseguia encontrar os olhos dele. — "está ficando tarde. é melhor eu ir para casa."
você fez menção de se mover, quebrando o transe em que ele estava. ele se aproximou, um passo hesitante, depois outro, diminuindo a distância entre vocês. você recuou instintivamente, o livro apertado contra o peito como um escudo. — "não. não vá." a voz dele era rouca, quase um sussurro, e a súplica nela a pegou desprevenida. era a primeira vez que você o ouvia soar tão... vulnerável.
você balançou a cabeça, as palavras dele a atingindo como uma onda. a proximidade dele, a intensidade em seus olhos, tudo era demais. você precisava de espaço, precisava escapar daquela bolha sufocante de emoções não ditas. — "eu… eu preciso ir." você tentou passar por ele, mas, num movimento rápido e inesperado, a mão dele se estendeu. não foi um puxão agressivo, mas um toque firme e gentil em seu pulso, impedindo sua fuga. um arrepio percorreu seu corpo e a fez congelar. seus olhos se arregalaram enquanto ele a puxava de volta, seu corpo girando até que você estivesse de frente para ele, o livro escorregando de suas mãos trêmulas e caindo no chão com um baque abafado.
seus rostos estavam a centímetros de distância, os olhos dele, antes tão distantes e indecifráveis, agora eram um turbilhão de emoções conflitantes: desejo, frustração, uma melancolia profunda. você podia sentir o calor de seu corpo, o cheiro sutil de sua colônia amadeirada, e o ritmo acelerado de sua própria respiração ecoava em seus ouvidos. o ar entre vocês parecia vibrar com a tensão, preenchido por tudo o que não havia sido dito em anos.
as palavras dele giravam em sua mente, desfazendo meses de certezas dolorosas. tudo o que você acreditava saber sobre ele, sobre a situação de vocês, estava se desintegrando naquele instante. a confissão dele era tão contrária à imagem que você construiu que seu cérebro lutou para processá-la. confusão e uma pontada de raiva pela incompreensão de tudo aquilo borbulharam dentro de você.
— "por quê?", você sussurrou, a voz trêmula, mal reconhecendo-a como sua. você o empurrou levemente no peito, mais um gesto de frustração do que uma tentativa real de se afastar. — "por que você está dizendo isso agora? por que fingir? você não se importa! eu vi no seu rosto naquela noite.”
a dor em suas palavras pareceu atingi-lo fisicamente. a mão que segurava seu pulso apertou por um segundo, e a outra subiu para segurar seu queixo, forçando-a a manter o olhar no dele. a vulnerabilidade de antes foi substituída por uma urgência feroz. — "não me importo?", ele repetiu, a voz baixa e carregada de uma emoção crua. — "você realmente acredita nisso?" ele balançou a cabeça, um olhar de descrença em seu rosto. — "tudo o que eu faço é por você. cada decisão, cada movimento... sempre foi pensando em você."
a confissão pairou no ar, pesada e irrefutável. ele se inclinou ainda mais, o hálito quente roçando sua bochecha. — "eu não me importo?", ele continuou, a voz quebrando com o peso de sentimentos contidos por tanto tempo. — “eu me importo tanto que, naquela noite, quando vi o medo em seus olhos, a única coisa que consegui fazer foi construir um muro ao meu redor para não te assustar ainda mais . eu pensei que, se eu fosse indiferente, se eu tratasse isso como uma obrigação, seria mais fácil para você aceitar."
ele soltou seu queixo, a mão deslizando por sua bochecha em uma carícia hesitante. o olhar dele suavizou, a ferocidade dando lugar a uma vulnerabilidade que desarmou você completamente. — "eu amo você", ele confessou, as três palavras saindo com uma simplicidade devastadora. — "eu amo você desde que éramos crianças. e esse casamento... não é um fardo para mim. é a coisa que eu mais quis na vida."
as últimas palavras dele caíram no silêncio, quebrando a última barreira de sua resistência. você podia ver a verdade nua e crua em seus olhos, uma honestidade tão profunda que fez seu coração doer de alívio e arrependimento. todos os meses de distância, de mal-entendidos, de dor silenciosa... tudo se desfez diante daquela confissão. le estava com medo. medo de te perder, assim como você estava com medo de ser um fardo para ele. toda a frustração, toda a raiva que você sentiu, se transformou em uma onda de carinho tão intensa que a deixou tonta.
reunindo toda a coragem que tinha, você se colocou na ponta dos pés. suas mãos, que antes o empurravam, agora subiram pelo peito dele, contornaram seu pescoço e se entrelaçaram em seu cabelo macio. você o puxou para baixo, fechando os últimos e agonizantes centímetros entre vocês. seus lábios se encontraram. foi um beijo faminto, urgente, a liberação de meses de tensão e desejo não ditos. os lábios dele eram macios e, ao mesmo tempo, firmes, movendo-se com uma paixão que incendiava a sua.
você sentiu as mãos dele deslizarem de seus quadris para sua cintura, puxando-a ainda mais para perto, o corpo dele pressionando o seu. o cheiro dele a inebriava, misturado ao calor que irradiava de sua pele. o beijo se aprofundou, e as mãos de hanwool desceram, uma delas encontrando a curva de sua coxa, e ele a ergueu sem esforço. Você enrolou as pernas em volta dele por instinto, e ele a girou, fazendo-os cair no sofá. o impacto foi suave, seus lábios se separaram apenas para um suspiro ofegante, enquanto vocês se encaravam por um momento.
os olhos dele estavam escuros de desejo, os lábios inchados e vermelhos dos seus. o cabelo dele estava uma bagunça por causa de seus dedos, e você tinha certeza de que sua própria aparência não era muito melhor. um pequeno sorriso surgiu nos lábios de hanwool, uma visão tão rara e genuína que fez seu coração tropeçar. ele se inclinou para beijá-la novamente, quando um som repentino fez os dois congelarem.
a porta da sala se abriu. — “esqueci meus fones de ouvido..." a voz de minhwan ecoou pela sala silenciosa antes que ele entrasse completamente e parasse abruptamente. o tempo pareceu desacelerar. o garoto ficou parado na entrada, com a mão ainda na maçaneta, os olhos arregalados como pires. seu olhar viajou da sua posição, ainda deitada no sofá com as pernas emaranhadas nas de hanwool, para hanwool, que estava pairando sobre você.
em um instante, o momento foi quebrado. você se debateu, tentando se sentar, o rosto queimando com um nível de humilhação que você nunca tinha experimentado antes. a irritação que você sentia por minhwan voltou com força total. de todas as pessoas, de todos os momentos, tinha que ser ele. hanwool, no entanto, moveu-se com uma calma assustadora. ele não parecia nem um pouco envergonhado. ele se sentou lentamente, bloqueando parcialmente a visão de minhwan sobre você, um gesto sutilmente possessivo. hanwool ajeitou a gola da camisa, a expressão voltando à sua máscara impassível de sempre, exceto por um brilho perigoso em seus olhos.
o choque inicial de minhwan rapidamente se transformou em uma diversão maliciosa. um sorriso lento e provocador se espalhou por seu rosto enquanto ele finalmente soltava a maçaneta e entrava na sala, caminhando despreocupadamente em direção à mesinha lateral onde seus fones de ouvido brancos estavam jogados.
— "uau", ele disse, arrastando a palavra, os olhos dançando entre você e hanwool. — "quando eu disse que você precisava 'dar um jeito nela', não era exatamente isso que eu tinha em mente." ele pegou os fones de ouvido, balançando-os pelo fio. — "mas, ei, quem sou eu para julgar?” a humilhação e a raiva borbulharam dentro de você. sem pensar duas vezes, você agarrou a almofada mais próxima e a arremessou com toda a força na direção dele.
— "some daqui!" você gritou, o rosto completamente vermelho. ele riu, desviando da almofada com facilidade. ela bateu inofensivamente contra a parede atrás dele. — "tudo bem, tudo bem! já estou de saída!" com uma última piscadela na sua direção e um aceno de cabeça para hanwool, ele se virou e finalmente saiu, o som de sua risada ecoando pelo corredor.
a porta se fechou, mergulhando a sala em silêncio mais uma vez. um silêncio agora carregado de constrangimento. você afundou no sofá, cobrindo o rosto com as mãos, desejando que o chão pudesse engoli-la. hanwool se virou para você, o olhar pousando em seu rosto escondido. — "ele tem um talento especial para o drama", ele comentou, a voz calma. então, ele se aproximou, gentilmente afastando suas mãos de seu rosto.
as mãos dele eram quentes e firmes, segurando as suas com uma delicadeza que contradizia a intensidade de momentos atrás. você ainda se sentia exposta, o constrangimento colorindo suas bochechas, mas ao encontrar o olhar dele, não viu zombaria ou raiva. viu apenas uma afeição tranquila e aquele brilho divertido que ainda dançava em seus olhos. — "não se esconda", ele murmurou, a voz dele envolvendo-a. ele entrelaçou os dedos nos seus, um gesto simples que parecia incrivelmente íntimo. — "não de mim. nunca mais."
a sinceridade em seu tom acalmou o resto de sua agitação. — "ele é insuportável." um pequeno sorriso finalmente encontrou seus lábios. —"ele é", hanwool concordou sem hesitação, e o fato de ele não defender o amigo fez seu sorriso se alargar. — "mas," ele acrescentou, inclinando-se um pouco mais perto, o hálito dele fazendo cócegas em sua pele, — "você vai ter que se acostumar." ele sorriu, depositando um pequeno beijo na sua testa, antes de se aninhar com você no sofá bagunçado.