amigas, me respondam com seriedade, se ele nao tem cara de quem chupa buceta com esse sorriso desgraçado, que nega manhoso quando vc pergunta "se ele n cansa" depois de estar lá por quarenta minutos porque você já tá vendo estrelinhas. se não tem cara de quem pede pra tirar foto com a mão no teu pescoço, ou no teu peito e usa de papel de parede (ele cortou seu rosto da foto mesmo ent n tem problema) 😫
A festa de Atlas Lancaster vinha sendo a maior provação de Genevieve em seu trabalho até então, especialmente depois que o chefe acidentalmente espalhou o convite para a cidade toda — e seus milhares de seguidores no instagram. A Hudson estava ali à trabalho, certificando-se que ninguém frequentasse os pontos da mansão que não deveriam ser acessíveis aos convidados, checando aqui e ali se o sistema de segurança estaria fazendo o que deveria fazer para, assim, assegurar que a casa do Lancaster se mantenha de pé até o fim da festa.
Dizer que Gen estava exausta era um eufemismo, subindo as escadas que levavam até uma das “áreas proibidas” após ouvir o som de algo quebrando por ali. Por favor, que não seja nenhum vaso. Por favor, que não seja nada ridiculamente caro que vá custar minha garganta. “ — Down. Now.” Ela sibilou ao casal ali, observando-os correr escadas à baixo enquanto a deixavam, suspirando de forma cansada.
Não chegara a ter a oportunidade de checar o que o objeto quebrado costumava ser; assim que Genevieve abaixara-se para pegá-lo, uma dor aguda na região do abdômen a fizera congelar na posição curvada. “ — Shit.” Esparramou a destra contra a parede, a respiração pesada com o espasmo. Vinha sentindo-se estranha o dia todo, pequenas cólicas que seu médico a garantira ser normal. Era seu corpo adaptando-se à gravidez, ou algo do tipo. Seu nervosismo com consultas médicas não a permitira escutar tudo o que ele tinha à dizer, no dia. O ponto é, Harriet vinha ignorando os sinais durante o dia, em meio à correria porque aquilo deveria ser normal. A forte dor que sentia agora, porém, ela já não tinha tanta certeza.
Aprendera a não surtar antes da hora, portanto limitou-se a endireitar o corpo e o descansar contra a parede na esperança das pontadas diminuírem. Não pensou em ligar para Joel, quem também passara o dia sentindo-se mal e ficara em casa; não iria preocupá-lo sem motivos. Tinha amigos na festa, mas quase ninguém sabia de suas… condições. Gen balançou a cabeça. “ — Stop being such a baby.” Ralhou consigo mesma, voltando a descer as escadas de volta à festa.
A dor não diminuíra. Sentia-se pior a cada minuto, e, em um certo nível, sabia que estava evitando passar no banheiro. Algum instinto, talvez? Só se deu conta disso ao trancar-se no lavabo do Lancaster e encarar o sangue na parte de baixo de sua lingerie. Sem reação, a Hudson não saberia dizer quanto tempo ficou ali, a mente em branco e o coração querendo sair do peito. Só se mexeu quando alguém bateu impacientemente na porta do banheiro algumas vezes. Voltou a congelar uma vez do lado de fora, o celular em mãos com o contato de Joel na tela aberta. Gen negou com a cabeça, colocando o aparelho de volta na bolsa e agarrando um rapaz quem sabia ser amigo de Atlas pela manga da camisa. “ — Você… você pode avisar ao Atlas que eu tive que ir embora? Diga à ele que vou voltar logo, só preciso… preciso ir fazer uma coisa.” Vou voltar logo. Mais tarde, ela riria sem nenhuma ameaça de humor das próprias palavras; sua inocência era mesmo risível.
Não sabia muito bem o motivo de querer fazer aquilo sozinha, talvez porque ter alguém ao seu lado agora, lhe dizendo que tudo ficaria bem, a faria cair a ficha de que algo poderia estar errado. Gen ainda não queria entrar em pânico ao pensar nessa possibilidade. Seu carro ficara no apartamento, então fizera seu caminho até o hospital na carona de um Uber, os olhos fechando-se no percurso com a insistente dor abdominal.
“ — Nós chamamos seu contato de emergência.” A enfermeira lhe diria alguns minutos depois, após examiná-la. Talvez a hora de entrar em pânico estivesse chegando, afinal. O namorado era seu contato de emergência, depois de passarem no hospital com as consultas do pré-natal.
“ — O quê? Por que?” Gen a questionou, ofendida. A outra mulher lhe ofereceu um olhar reprovador, cujo não demorou a suavizar. Pensou ter visto algo na sombra das expressões dela, algo que claramente não estava querendo lhe contar. A enfermeira limitou-se em dizer que ninguém deveria passar por aquilo sozinha, antes de lhe dar as costas e a deixá-la na maca. Genevieve ainda não sabia o que aquilo era, exatamente, só que não gostaria de descobrir.