Bactérias e bacterioses
Pododermatite infecciosa bovina: Uma das doenças que mais acomete bovinos, causa apodrecimento do casco
Etiologia: Fusobacterium necrophorum, bactéria anaeróbia e gram-
Fatores de agressão: Toxina necrosante e endotoxina potente
Está presente na microbiota do rúmen
Vias de transmissão: Penetração da bactéria por lesões podais, transmitido através do pus que saí dos cascos
Fezes, ambientes sujos e bretes alagados
Epidemiologia: Acomete herbívoros e suínos e é causado pela falta de higiene
Tem alta morbidade e baixa mortalidade, causando grande perda econômica
Tipos de criação: - Extensiva, animais criados soltos
- Intensiva, animais criados presos
- Semi-intensivo, passam parte do dia solto e de tarde/noite são presos
Patogenia: A bactéria que está presente em ambientes sujos contendo fezes e lama acaba infectando o animal quando ele pisa em locais assim e apresenta alguma lesão no tecido da sola ou espaço interdigital, ela então libera toxinas necrosantes após se multiplicar e acaba causando inflamação no animal, prejudicando a mobilidade dele, ele começa a claudicar por evitar pisar com a pata atingida. Os animais que apresentam lesões crônicas geralmente precisam amputar parte do casco.
Sinais clínicos: Postura e comportamento anormais, claudicação, atrofia muscular
Diagnóstico clínico: Teste de sensibilidade no casco
Tratamento: Contenção do animal, lavagem com água e sabão neutro do ferimento para visualizar o grau da lesão, retirar a carne morta e lavar com iodo, aplicação de pasta com antibiótico e subs. cicatrizante, uso de bandagem com gaze e depois fazer a impermeabilização com piche, repetir o processo de 5 à 6 dias. Utilização de anestesia para o procedimento (bier), vacas 10 ml e touros 15 ml de lidocaína
Medidas profiláticas: Higienização de currais não deixando acúmulo de fezes e urina, bom solo para pastagem dos animais para eles não machucarem os cascos, bom alimento com nutrientes necessário para o cuidado dos cascos
Garrotilho: Enfermidade altamente contagiosa que afeta equinos, causa lesões no aparelho respiratório superior e linfonodos vizinhos
Etiologia: Streptococcus equi, gram+, beta hemolítica, possuí cápsula
Vias de transmissão: Transmissão por via direta através de lambidas, indireta através das fômites, corrimento nasal, via aérea ou digestiva
Epidemiologia: Acomete equídeos mais jovens, quando há superpopulação e chegada de animais de outros lugares
Morbidade de 100%,período de incubação de 1 à 3 semanas
Patogenia: Pode ser garrotilho típico que é o mais comum, a bactéria após a infecção vai colonizar o epitélio respiratório superior e vai liberar toxinas que provocam danos no tecido. A presença da cápsula irá prejudicar a ação das células de defesa e algumas toxinas conseguirão chegar nos linfonodos próximos, se multiplicar e liberar mais toxinas que irão causar destruição do tecido. Esse processo causa formação de pus, que acaba sendo uma maneira da bactéria se disseminar numa criação de animais e caso não seja tratado há tendência de ocorrer uma fístula na região do linfonodo afetado
atípico, a bactéria nesse caso consegue atingir os capilares sanguíneos e chega a corrente sanguínea, se tornando uma infecção generalizada e de difícil controle, causa hemorragias, necrose e edema
Sinais clínicos: Febre, diminuição do apetite e debilitação, então começa a apresentar uma secreção seropurulenta nas vias nasais que provoca dificuldade de respiração
Alguns dias depois os linfonodos submandibulares aumentam de tamanho e acabam deixando o animal com dificuldade para deglutir, o linfonodo acaba fistulando e liberando a secreção para fora
O animal pode se recuperar sozinho em alguns casos mas pode voltar a ter a doença depois de algum tempo e a doença pode voltar mais grave
Diagnóstico: Não é necessário mas é feito para diferenciação do MORMO
meio de cultura, secreção hemolisina, é semeado com agarsangue
Tratamento: Rafe, limpeza com soro fisiológico e iodo
Medidas profiláticas: Isolar animais doentes, higienizar ambiente, vacinar o animal depois dos 4 meses mesmo não sendo obrigatório












