Omnia Paratus
A sensação do teu olhar no meu é como um domingo quente no fim de tarde na praia. A pele arde, e o vento frio chega como um carinho, um alívio imediato. A pele sensível pela flor vaporizada, a boca molhada da água de coco, o céu colorido de laranja, o barulho constante do mar.
Quando o teu olhar encontra o meu e vem acompanhado de um sorriso, é desconcertante. Esqueço como mandar comandos para o corpo. Preciso me concentrar para me manter de pé. Perco o raciocínio, fico boba, fico burra, fico perdida.
Quando você me encosta, é como se eu estivesse prestes a colapsar. Meu corpo reage como um ímã. Por pouco não te abraço, por pouco não te beijo. É como se eu já soubesse todo o caminho, como se já tivéssemos feito isso antes, em algum lugar, num outro momento, que só o meu corpo parece lembrar.
Quando não acontece nada, minha cabeça preenche a tua ausência com saudade. De dia eu lembro, de noite eu sonho, e quando fico em silêncio imagino como seria.














