Dispositivos, ciberespaço, novas conexões e convergências: ressignificando o lugar do educador em tempos de hibridização
Se tivéssemos que nos questionar: que contributos traz para o sistema de ensino/formação o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação? Certamente uma diversidade de reflexões e respostas iriam surgir. Das mais variadas. Partindo do pressuposto dos dispositivos físicos aos móveis, que para chegar até este ponto, uma séria de acontecimentos e transformações ressignificaram o lugar da educação em tempos ecossistemas digitais.
Diante de um cenário cada vez mais digital e que migrava das mídias de massa para a educação, houve a necessidade de atualização com a chegada de uma variedade de novos termos. Uma cultura conectada no ciberespaço que gera uma cibercultura. E falando em educação, como as TICs foram avassaladoras no processo de mudança do educador e como hoje, mais do que nunca, é urgente esta atualização para o mundo digital.
O avanço tecnológico gera convergências. Um ecossistema que promove uma série de mudanças não só tecnológicas, como sociais e culturais. E com isso promover uma educação no ciberespaço que seja aberta, flexível e inclusiva.
Mas todo esse aparato tecnólogo traz consigo contextos não tão benéficos. A pressa, o áudio com velocidade 2x, a imensa quantidade de informações e o pouco conhecimento. É válido o pensando do Bauman quando aponta um sujeito líquido. São as consequências da complexidade do mundo moderno
Por um outro lado, uma crescente de dispositivos destinados à educação conecta IES, docentes e alunos e os promovem a prosumers. Como disse Serres (1996, p. 16), pois, “Todo aprendizado é a mistura de um eu e de um outro, que resulta num mestiço, o terceiro instruído”.
Os dispositivos móveis destinados a educação, promove a docentes e estudantes uma relação híbrida de conexão. O uso do whatsapp, instagram, Google Workspace, entre outros, nunca foram tão significativos para manter, aproximar e ressignificar o processo de ensino e aprendizagem.
A realidade de transformações sociais e culturais faz necessário buscar atualização constante diante das novas possibilidades e conhecimento da diversidade de aplicativos para interação com a geração que bate na porta, a geração Alpha.
CiberVídeos, realidade aumentada, games, 0 novo perfil de aluno é denominando por Serres (2013) de a Polegarzinha e o Polegarzinho. Geração ALPHA
É preciso repensar as possibilidades de interação entre docentes e estudantes, além do espaço desta interação onde a hibridização está se tornando um caminho solidificado. A era digital trouxe ganhos significativos para a educação. São os sujeitos virtuais, conectados a rede, ávidos por tecnologia e cada vez menos espaços. Os seres do jogo vivendo a própria realidade dentro do espaço experimental. Um autêntico ator-rede.
Neste ciberespaço, qual é a nossa identidade? Será que estamos navegando no Navio de Teseu? Ora, a vida real não é um resultado, é um processo. O sujeito digital é um resultado baseado em processos? Estamos perdendo velhos hábitos, adaptando ou aprendendo novos hábitos? Se eu posso ser quem quiser no ambiente virtual, então quem sou eu? As conexões que estamos realizando, a forma como nos comunicamos, as convergências que realizamos, como apreendemos e ensinamos nos fazer reconstruir mais uma vez esse navio de Teseu?
Reflita!










