Último Biscoito Recheado, Menina!
Estou enlouquecida! Retrato meu maior sonho como fonte adquirida. Faço de tu meu maior bem, Se é que tu me reconheces também. Esses dias escrevi um poema para você Me fiz tanto, dei os preceitos Mas você, tchê! Nem notou, e a rima se refez. E torno a dizer que seu bom grado, Tirou um pedaço do meu amado, O coração confortado. Para cair de novo naquele armário Que logo me rendia. Estou cansada, quero sair! Gritava, esperneava, Achava que a vida só era boa quando você aparecia. Na verdade, meu amor Nem todas as coisas você merecia. De tanto gritar, espernear, já não me sentia viva E novamente tornava a me sentir a rainha Mas não da minha própria peça, Pois ela caía como uma pinha Caí, quando o outono chega. Sentada na escada Subia meu amado Cantando no banheiro, ou falando no sobrado Será que ele logo me tira daqui? Meu louco coração, pede um help! Quero sair, mas não tem ninguém! Por favor! Eu sei que príncipes encantados não existem, E não quero que exista alguém, Eu quero apenas, ou queria que todos soubessem Que nesse armário eu não quero mais morar, E se você pudesse fazer meu sonho realizar Que me tire desse sufoco. Porque lá fora existem os monstros Que são os príncipes com roupas caras E os caras com roupas de príncipe. Eu quero morar na minha peça Aonde eu posso moldar a mais bela Princesa ou donzela, A colorida vida de uma Cinderela. Mas torno a dizer que nesse armário eu não quero mais morar! Me confisque um beijo, Me ame de todo jeito, Cuide de mim quando eu precisar. Talvez quando eu achar que tudo isso acabou Vou olhar e dizer o quanto você me notou, E vou me apaixonar. De novo. E dizer que você foi meu último biscoito recheado. E dar para a menina dos meus sonhos Um presente bem dado Um coração cheio de amor Que eu sempre tive nos meus pensamentos. E para que tu me reconheças também, Farei de tu meu maior bem.







