Um Passeio por Paris e pela História
Como começar a falar desse livro? Ele junta algumas das minhas coisas favoritas, um livro! Uma história quase policial (se você considera a resolução de um plano para acabar com a espécie humana como uma história policial...), uma boa dose de ficção científica e Doctor Who.
Pra quem não sabe, Doctor Who teve sua primeira aparição em 1963, e continuou por muitos anos ininterruptamente. A série voltou para a tv em 2005, e voltou a fazer sucesso depois disso. MAS! Esse livro conta a história de um episódio da era clássica, com um dos mais famosos Doctors de todos os tempos, Tom Baker, o quarto Doctor.
O livro é baseado no episódio “Cidade da Morte”, escrito por Douglas Adams. O episódio foi para o ar, e aparentemente foi um sucesso na época (fim dos anos 1970...). Eu ainda não vi esse episódio, estou meio atrasada quanto a série clássica, mas esse livro com certeza me deixou com vontade de assistir ao famoso quarto Doctor, com seu imenso cachecol e sua companheira Senhora do Tempo.
Como todo bom episódio de Doctor, esse livro tem um alienígena com um plano que vai acabar com a terra ou com a humanidade ou as duas coisas. Nesse caso específico, são as duas. Se o plano de Scaroth der certo, a raça humana nem chegaria a existir.
E como não poderia deixar de ser, o Doctor descobre os malvados planos do malvado alien de uma forma absurda e completamente por acaso. Aqui, ele visita o Louvre e percebe que uma pulseira no pulso de uma madame por lá é na verdade uma leitor de sistemas feito por tecnologia alienígena. Daí ele encontra Duggan, que está tentando impedir que a Mona Lisa seja roubada, só pra descobrir que existem sete delas.
Por fim, Scaroth quase consegue acabar com tudo, mas é ele que acaba no limbo. A vida na terra continua como se nada tivesse acontecido, e só uma Mona Lisa resiste à explosão causada por tudo isso.
Mas a história em si, mesmo sendo maravilhosa, não é tudo. Como a série televisiva, as aventuras do Doctor parecem me fazer acreditar que mesmo quando tudo parece estar no fim, ainda existe uma luz no fim do túnel. Que ainda é possível ter esperanças de melhora. E de que a raça humana tem, sim, alguma coisa de bom.
E dessa vez, não e de Londres que os alienígenas quase destruíram a Terra, o que é uma grande coisa quando se fala de Doctor.
Amei meu presente de natal. Recomendo pra todo mundo que gosta de Doctor, mesmo quem, como eu, ainda não teve chance de ver o quarto Doctor em ação.