O SEU CÉREBRO E A ORAÇÃO
PARTE 1
O quê acontece com o seu cérebro quando você ora?
Acreditando ou não em Deus, a própria ciência vem estudando como esse hábito tem influenciado positivamente o nosso cérebro. Essa área de estudo se chama Neuroteologia.
Pra começar, longe de eu ficar aqui usando nomes que você jamais ouviu, “palavrões” sem sentido, vou te dizer que esse texto é baseado na minha formação como médica, crença, e opinião, mais de uma galera aí. Te aviso de ante mão que sou fã de artigos científicos (sim, tenho gostos peculiares que você não entenderia como formatar textos em ABNT, Excel, passar bibliografia a limpo…) mas acredito que com palavras mais simples todos podem ter acesso a esses conhecimentos da classe acadêmica. Então vamos lá tentar entender o que acontece com o cérebro quando você ora.
Antes de começarmos essa conversa é importante que você conheça esses elementos que serão nossos amigos nas próximos capítulos (sim, não consegui condensar tudo em um único texto).
Nosso cérebro é um emaranhado de células, quase um caos (a simples vista), cheio de ruas, avenidas, becos, puxadinhos, fiação clandestina… Deu pra imaginar né? Mas, graças a química (SIM! Aquela química orgânica que você tanto odiava no Ens. Médio!) conseguimos fazer com que as mensagens saiam de uma “casinha” e cheguem no “prédio” que precisam chegar. São os neurotransmissores, nossos motoboys, que transferem uma mensagem de um lado pro outro, do remetente ao destinatário correto. (Mas também existem os hormônios, e os neuro-hormônios mas vamos deixar que esses termos técnicos agora não te interessam)
Bora lembrar de alguns:
Dopamina: neurotransmissor de prazer na sensação de recompensa por algo bom. Ou seja, aquela primeira vez que você provou Kinder Ovo, e ganhou uma surpresinha, ficou todo feliz, e cada vez que vê um no mercado quer levar porque é gostoso, vem com surpresa e ainda traz boas memórias da infância (é por que comprar hoje é um alto investimento!) é ativada a via Dopaminérgica de recompensa, prazer e alegria. Mas, também causa o vício. Algumas drogas liberam tanta dopamina no organismo que causam fissura, o desejo intenso por uma substância ou comportamento. É claro, tem outras funções, mas a principal agora é essa.
Serotonina: neurotransmissor que regula o humor, sensação de bem-estar, o apetite, o sono, e as percepções sensoriais. Quando o nível dela cai no organismo (por doenças, medicamentos, déficit na produção ou falta de ingestão) você não tem o sono regulado, altera o apetite, se sente deprimido, angustiado, com medo… Ah, aveia, banana e linhaça são apenas alguns que possuem a matéria-prima pra te deixar mais “serotoninado”! E claro, exercício e luz solar também aumentam a sua produção no corpo!
Endorfinas: funciona tipo um dorflex sabe, aliviando a dor. Sabe aquele sentimento que os corredores tem depois de uma prova? Tá todo morto, os pés latejando, a coxa estirando o músculo, cãimbra, mas tá lá, com cara de quem ganhou na loteria e ainda sai tentando convencer todo mundo de fazer o mesmo e se matar nos 21km? Pois é, principalmente é a endorfina que faz isso com o corredor! Mas também pode ser desencadeado por orgasmos, crises de riso e parto. Também arruma o seu apetite, além de aumentar a sua resposta imune.
E a última, (minha favorita!) mas não menos importante:
Oxitocina: Esse hormônio tão especial produzido pela neurohipófise (tá, não me aguentei e pelo menos um nomezin mais científico vai né?) é conhecido por ser o hormônio da mamãe-baby, da amamentação e parto. MAS o que você talvez não saiba é que ele produz o vínculo, o apego, aumenta a confiança, melhora as habilidades de comunicação, a auto-estima, e ainda alivia o estresse! Sabendo de tudo isso, como eu consigo ela!? Ela é liberada quando estamos perto de pessoas que confiamos, com o toque, o carinho, a relação sexual, o abraço… Ah Oxitocina, por que parece que você nos abandonou nessa quarentena?! Mas calma, logo esse isolamento acaba!
Sem isso não vamos a lugar nenhum. E agora, o que a oração faz com esses neurotransmissores? E como eles influenciam no seu corpo? Cenas dos próximos capítulos!
Antes de simplesmente sintetizar a oração a simples processos neurobiológicos, me diz aí, você acha que a oração cura? E que ela tem poder de restaurar casamento? Se eu orar, consigo me livrar das drogas ou outro vício? Orando será que Deus pode mudar minhas emoções? Orar junto, pode, deve ou não pode?
Essas e outras dúvidas, vamos ver juntos semana que vem!
Beijos,
Doc Mari














