Sobre o meu 15.11
Se eu me lembro bem, eu havia chegado na casa de uma amiga no Rio lá pras 14h. Eu tinha saído da minha cidade, no interior do Rio, e nós iríamos nos encontrar pra ir juntos pro show.
Depois de uma hora e pouca de muita inquietação no carro cheio, chegando lá, compramos blusa, bandeira e tudo mais o que pudéssemos reunir de memória do dia 15.
Só pra euforia ficar maior, eles até que abriram pro público começar a entrar um pouquinho mais cedo. O pessoal de todos os setores subiam a rampa juntos, e só no topo dividiam cada um. E eu lembro perfeitamente de ter combinado com os meus amigos: "a gente se encontra na primeira pilastra pra entrar todo mundo junto". Ok. A moça me revistou. E quem disse que eu lembrei de "esperar pra entrar junto"? Eu saí correndo e rindo de euforia, e entrei na Arena sem eles pra depois ouvir um "bom, eu achei que você ia esperar". I'm sorry.
Esperamos, esperamos, e finalmente o The Hives entrou no palco. Foi bem eletrizante, a galera toda batia palmas, levantava os braços, se abaixava - foi uma troca de energia gigantesca com eles. Almqvist até deu uma usada no celular de uma garota da platéia.
E depois, esperamos um pouco mais e as luzes apagaram e... Do I Wanna Know? E sinceramente foi um dos momentos mais mágicos da minha vida. Eu não conseguia acreditar. Eu só cantava, e com menos de 10 minutos de show eu já estava toda suada. Eu estava aproveitando tanto, e acho que era por isso que eu sentia as lágrimas nos olhos, mas elas não saíam de jeito nenhum. Não saíam até 505, que foi o ápice da minha emoção e eu não me contive. Em I Wanna Be Yours a iluminação foi linda, e dois globos ajudaram a ficar melhor ainda. Em No. 1 Party Anthem o pessoal ascendeu as lanternas dos celulares, e puts, que coisa linda. Quando o Alex começou a repetir o final de R U Mine? a gente se acabou, tipo como foi em Fluorescent Adolescent. Eu via gente pulando abraçada, galera tirando a blusa e girando. Foi incrível.
E eu nem preciso descrever como eu fiquei feliz quando começou Fireside. Eu arregalei os olhos feito uma louca e virei super elétrica pra minha amiga. Nem sei explicar o que eu senti exatamente com essa música que tanto descreve minha vida no momento.
No fim das contas, pra mim, pouco importou se eu fiquei na arquibancada. Eu queria estar bem mais perto, claro, mas eu estava lá, vivendo um dos melhores dias da minha vida; eu dancei, pulei e cantei como se o mundo fosse acabar - tanto que quase caí duas vezes -, vi o Alex deitadinho no chão e o um sorriso do Matt no telão, e o efeito do show foi me deixar feliz por dias. Na verdade, mais do que a saudade que eu to sentindo agora, sempre que eu lembro eu ainda fico feliz.
E eu estou super feliz de poder estar podendo tentar contar como eu me senti e como eu ainda me sinto. Bom, é isso.










