O meu silêncio está sendo alvo de muitos conflitos, todos querem um pedaço para entender o que está acontecendo, e eu só quero silêncio.
Refletindo um pouco sobre o que está acontecendo comigo e ao mesmo tempo buscando uma resposta, estou elaborando esse texto, num tom formal e distante, pois não me sinto eu mesma nesse momento.
Na verdade, eu até gosto mais dessa versão calada. Meus sentimentos não doem, eu penso racionalmente e sempre que possível eu volto para um equilíbrio numa pose de analise.
Descobri que meu silêncio nesse momento é um luto. Estou chateada, magoada e ressentida com diversas situações e pessoas da minha vida.
As situações são por que elas aconteceram, e não tem culpa de ninguém. Uma relação que não deu certo, uma desatenção no trabalho que deu resultados negativos. Estou triste com cenas que deram errado, e tá tudo bem, é normal ficar chateada por isso.
Eu vivi os 3 meses desse ano com muita intensidade, com sede ao pote e não desisti em nenhum momento. Fui até o fim com tudo, doa a quem doer (e doeu bastante kkkk).
E as pessoas ao não respeitarem minha reclusão me fizeram me sentir um animal, quando no final eu só estava vivendo, procurando sentir, almejando felicidade, satisfação, ficar bem comigo mesma.
E é só isso, a intensidade está calada, pois estou machucada. Não quero formular grandes pensamentos, não desejo longas conversas até ficar bem, não estou a fim de procurar uma solução e embarcar para a próxima etapa.
Quero pensar, sentir minha dor, ser eu mais calada, mais reclusa.
Quero calar um pouco a intensidade.