August 11th, 2013 - 10:24 A.M.
“Ontem fez quatro anos desde o primeiro “Não”.
Nem sei se devo considerar que tenha sido um “Não” propriamente dito, mas acho que qualquer outro tipo de manifestação negativa. Você me encantou, me contagiou com sua ternura, pouco tempo antes de desmoronar minha alma, meu ego.
Não que você tenha feito tudo isso propositalmente, não entenda isso como uma objurgação ou algo do gênero, (nesta parte eu até te diria como interpretar, mas vou deixar a cargo de sua fértil e sensata imaginação).
Qual foi nosso erro? Você me deu esperança, e eu correspondi esta esperança.
É, que trivialidades essa. Mas, é o que eu sempre te falei: o óbvio também precisa ser dito e, quando escrevo sobre esperança, é sempre extraindo a mais fina, pura e inocente gota sinceridade, você sabe disso. Tentando deixar de fantasiar muito as coisas, a esperança que você me deu foi diferente.. Aquele sentimento foi súpero, sabe? Fez eu enxergar a vida com outros olhos, fez parar de apenas ver o que está a meu alcance, e passar a pelo menos tentar observar de verdade o que nem sempre está tão na cara assim.
“Qual o motivo disso tudo? Não passou? Acorda cara, foram quatro anos!”
Eu não precisaria estar escrevendo isso aqui, caso você parasse de me chamar pra conversar, de me chamar pra sair, de me dar mais esperança pra me desmantelar no final! Porque você não desaparece? Some, para de me fazer lembrar do passado, eu tenho um futuro pra tomar conta!
Gostou de me ver como naquela noite? É por isso que voltou? Porque gostou de me ver aos prantos, lastimando minhas ações? Se eu soubesse que você sentiria orgulho, soltaria sorrisos, eu provavelmente teria pensado em pedir pra alguém gravar e te mandar no ano novo.
Sei que vou me arrepender de fazer isso, todavia, por fim, inegavelmente suplico, pra tu, misericórdia. Por obséquio, pare de fazer isso comigo. Eu não mereço mais dor, não posso suportar mais uma decepção. Estou me apaixonando novamente, e já tô avisando que vai dar merda isso.