Não estou dentro do meu corpo,
Pelo menos não me sinto assim. Embora todas as facadas pareçam estar atravessando a carne, quase chegando ao outro lado algo simplesmente as impede de ir até o fim. Preferiria que tudo acabasse logo. Sinto que não há para onde correr, que estou encurralada neste quarto frio, de repente, de algum lugar, alguém joga um balde de água fria, tudo piora. O fim é um alívio para muitos, eu diria. Com foco naqueles que como eu vagueiam pelas decepções sem brincar de ser feliz. As quatro paredes deste quarto me fazem mais distante a cada dia, perdida nesse medo desolador de sentir novamente, de amar novamente.
Porque assim tão de repente, aparece alguém que te tira o ar e mais tarde, o chão.
Aline + Edna Morb, para mentes-expostas.
















