Uma vez me falaram que eu acabaria sozinha. Eles estavam mais certos do que imaginavam. Sempre fui uma pessoa muito abençoada e rodeada de pessoas boas, mas a vida me trouxe alguns caos e algumas pessoas que me drenaram toda energia boa, mas não os culpo, a única pessoa responsável por se deixar ser drenada, foi eu mesma. Mas apesar de tudo isso, eu cultivo parcerias, amizades e amores bonitos, que fazem toda a diferença, de fato, mas no fim do dia, sou eu, sem energia e sem saber exatamente para onde ir, no fim das contas, estou sozinha, com medo do mundo lá fora. No fim do dia eu sou uma pessoa que um dia conseguia desabafar, mas hoje não fala, não expressa, apenas se desfaz. Sou como um mar que já foi azul e agora carrega tempestades em silêncio. As ondas batem contra mim, levando pedaços do que eu era, mas ainda assim, continuo ali, existindo. Sou a casa abandonada que um dia foi cheia de risos, mas agora ecoa apenas o vento. Sou aquela estrela que brilha distante, quase apagada, mas ainda brilhando, porque no fundo, mesmo em meio ao caos, ainda há algo em mim que resiste.
Aline e Carol, sobre ser silêncio.

















