Sábado (Versão resumida e permitida para menores)
Era um dia do fim de semana. Uma data aparentemente comum. Carlos Perigo foi em uma festa com muitos amigos legais pra despedir e dar parabéns. Evento este, obviamente, regado à biritas. Ele, achando que era invencível e imortal, diluiu o sangue com álcool interminavelmente, sem muitas preocupações. A festa acabou e ele foi à uma praça, brincar de ver um show.
A praça, no caso, era a praça da estação em Belo Horizonte. Um dos palcos da Virada Cultural que estava acontecendo em vários pontos da cidade. De virada, também foi a forma de bebidas ingeridas por Carlos, que continuou sua jornada inebriante e se perdeu na multidão que prestigiava o evento. Em algum momento, encontrou um grupo de amigos que foram sua fiel companhia até o fim da noite.
Carlos estava bem. Estava bêbado. Mas estava muito bem. Porém, repentinamente, baixou um santo do enjoo (provavelmente a pressão também). Ele sentou no meio-fio, com a cabeça baixa, na expectativa de passar aquela sensação horrível, enquanto isso, os companheiros foram comprar uma garrafa d'água pra ele.
(Um transeunte aleatório apareceu das trevas e pediu o telefone de Perigo emprestado para procurar uma amiga. Passou alguns instantes sentado ao lado dele, mandou algumas mensagens, mas disse não ter conseguido e saiu caminhando Avenida dos Andradas afora.)
Ao perceberem que a situação de Carlos só tinha como ir dessa pra pior, os amigos que já haviam trazido a água e todo o apoio moral, decidiram por parar um táxi. Logo que entrou no carro, Perigo foi imediatamente surpreendido por uma enxurrada de vômito que sujou não somente sua roupa, também o veículo do pobre taxista. Assim, foi prontamente expulso do táxi pelo motorista alucinado e puto com a situação.
Sem muitas alternativas, os amigos de Carlos o carregaram rua acima até a sua casa. O protagonista apenas conseguia se arrastar e balbuciar palavras como: "Ridiculo. Tô me sentindo ridculo" ou "Nossa, que infantil" "Amo vocês" "Não abraça aí não que tá sujo".
Chegando em casa, o colocaram no banheiro, tiraram toda a sua roupa e ligaram o chuveiro. A água escorreu doce e refrescante fazendo o mal estar melhorar mais instantâneo que achocolatado.
Carlos Perigo perdeu total. Deu perda total. Apagou de blackout e acordou as 3 horas da tarde no domingo, cheio de mensagens no smartfone. Uma delas era de uma pessoa que ele nunca tinha visto na vida. Após o esforço mental de descobrir a origem daquela conversa, lembrou do folião randômico que tinha pegado o seu telefone emprestado no meio da noite. Trocou uma idéia com a garota, que foi muito simpática e estava tão curiosa quando ele e, acabaram se tornando amigos no Facebook.
Essa história é completamente verídica ou inteiramente fictícia dependendo do que o leitor estiver disposto a acreditar.