Palavras ao vento, e o vento tem nome...
- Você se lembra da primeira vez que você falou comigo? Ah, eu me lembro bem. Porque eu sou essa que recorda os detalhes de tudo. E isso as vezes me mata mas as vezes me fortalece. Mas enfim. Deixa eu te relembrar já que você veio até aqui falar comigo e abalar a minha P.A.Z.
A primeira vez que você falou comigo foi numa tarde de chuva. A gente se falou antes de tudo com os olhos. E daí, daí você se aproximou. Eu te enxotei muito, e você insistiu. Te deixei entrar. E você tirou tudo do lugar. Tudinho. Fez a maior zona aqui dentro. E simplesmente me fez de trouxa. E não sendo suficiente, você passou na minha frente me mostrando que me deixou pra trás.
Imagina passar um caminhão por cima de uma bola, imagina o barulho que essa bola faz quando estoura?
Era o barulho que eu fazia quando você fez isso comigo. E tudo por dentro. Daí, eu me rasguei. Joguei pedaços teus no lixo. Me refiz. Organizei tudo aqui dentro. Deu muito trabalho. Mas deu tudo certo. Coloquei tudo em nova ordem. E consegui superar o atropelamento que seu falso amor me causou.
Dai agora você vem me dizer que se arrepende por ter me magoado e que precisa conversar comigo?
- meu amigo, você tá atrasado na sua conversa. Quando as coisas deveriam ter sido conversadas você zombou da minha cara que nem um idiota. O seu arrependimento é teu. Eu te perdoou pra não trazer os restos do seu lixo comigo. Mas de mim você não terá mais nada. Nem uma conversa, nem aproximação. Suma. Antes que eu me estresse. Deus te guarde e te leve pra bem longe de mim.